MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Manuel Dias Gomes viu reconhecido o seu labor em Madrid...

Com ovação e silencio foram reconhecidas as duas faenas do Portugês a quem a imprensa do País vizinho reconheceu valor...


Crónica de Évora...


Triunfos gordos de Ant. Telles e J. Maria Branco..






















Com três quartos de casa, assistiu-se a uma boa corrida, tendo grande contribuição para este facto o curro Passanha, em que 3 toiros deram uma emoção fora do comum desta ganadaria.

Joaquim Bastinhas

Mostrou estar num bom momento, e o público reagiu com agrado á sua actuação. Bem nos compridos, acabou por sobressair nos curtos em sortes mais cingidas. Rematou com um par a duas mãos provocando como sempre o alvoroço na praça.
Bastinhas é um toureiro que agrada ao público...

Ant. Ribeiro Telles

No sabado, conseguiu uma grande actuação. Vinha embalado de Alcacer onde ganhou o prémio para a melhor lide e tudo o que fez foi bem feito, correcto e com expressão artistica.
O chamado toureio clássico teve neste dia o enquadramento devido.
Se nos compridos já se saboreou  um toureio diferente com a marca da casa ( o 2º ferro é de eleição), foi no entanto nos curtos que brilhou mais alto com um entendimento perfeito com o "Caparica" como ainda não lhe tinha visto.
Quando Mestre Ant. R. Telles está como esteve em Évora, os aficionados ao classicismo saboreiam, e toda a gente vê que o seu toureio é diferente...

Rui Fernandes

Não esteve ao nivel do que tem estado nesta época de triunfos, por culpa do toiro ( o pior da corrida...", que muito se adiantava. No entanto, com a entrega que lhe é tipíca, ainda assim conseguiu bons momentos e bons ferros.

João Maria Branco

Teve  neste dia a melhor actuação que lhe vi e acompanho-o desde os seus principios de amador.
Muito bem nos compridos, subiu de qualidade nos curtos em crescendo, sendo cada ferro melhor que o anterior. Mas não foi só na colocação da ferragem que brilhou, brilhou a lidar sem exageros de ladeares e tudo o que fez foi com cabeça.
Está no caminho que sempre lhe augurei, e ainda tem uma boa margem de progressão...
Valor nunca lhe faltou, e o tempo e uma direção artística cuidada estão a fazer o resto...

Mateus Prieto

Acusou o facto de ter toureado pouco esta temporada. Os cavalos mostraram arranjo, e no toureio própriamene dito teve coisas que deixaram prever que pode progredir...

Jacobo Botero

Tem o público nas mãos porque faz coisas importantes. A sorte de gaiola predispôs toda a gente para um actuação coseguida, que só não teve mais brilho pela falta de transmissão do toiro.
Está no bom caminho....

FORCADOS - Grupo de Évora - Uma actuação digna da qual destaco a pega do Cabo "Alfacinha" que encerrou a corrida...

Colombia - Só podem ser suicidas...

Triunfadores das Sanjoaninas no Campo Pequeno...


Triunfadores das Sanjoaninas dia 3 no Campo Pequeno


O cavaleiro Vitor Ribeiro e a ganadaria Murteira Grave, triunfadores na recém-terminadas Festas Sanjoaninas, em Angra do Heroísmo (Açores), actuam na próxima quinta-feira, 3 de Julho, no Campo Pequeno, na corrida comemorativa do cinquentenário da “Corrida TV”.

Vitor Ribeiro foi o cavaleiro triunfador das Sanjoaninas, ao passo que a ganadaria Murteira Grave ganhou o prémio para o toiro melhor apresentado, na corrida de 24 de Junho, triunfo a que se soma o obtido no passado dia 19, no Campo Pequeno.

domingo, 29 de junho de 2014

Maria Caetano Couceiro - Campeã Nacional de Dressage...

























DRESSAGE : Maria Caetano Couceiro revalidou o titulo de Campea Nacional de Dressage.
Prata para FIlipe Canelas Pinto e medalha de bronze para Daniel Pinto



DRESSAGE: Maria Caetano Couceiro acaba de revalidar o titulo de Campea Nacional de Dressage. Prata para FIlipe Canelas Pinto e medalha de bronze para Daniel Pinto

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Pedro Salvador e J. do Carmo Reis separam-se...



Vale a pena ver até ao fim...

Tauroleve e Salgueiro da Costa separam-se...

















A empresa Tauroleve e o cavaleiro praticante João Salgueiro da Costa informam que, nesta data, deram por terminado o acordo de apoderamento que os unia, mantendo-se o excelente relacionamento de amizade e admiração mútuas.


A Tauroleve deseja ao João os melhores sucessos profissionais.



Cuidado com os toiros...

A corrida de S. Pedro faz parte do calendário taurino..


Moura ainda não reaparece no montijo e será substituído por....

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Arronches - Emoção e arte.......

Uma corrida em que João Moura Caetano esteve ao seu melhor nivel...

A praça estava composta com três quartos de casa.
Os toiros estavam dignamente apresentados para um concurso de ganadarias numa praça de provincia.

LUÍS ROUXINOL

Esteve ao seu nivel. O primeiro toiro que lidou era manso e perigoso, mas Rouxinol deu-lhe a lide exacta. No seu segundo, que apresentou melhores caracteristícas de lide, depois de cravar correctamente os com compridos, brilhou depois com força nos curtos com a "Viajante" rematando com um belissimo par a duas mãos.
Luís Rouxinol mostrou porque está ano após ano sempre entre os primeiros...

MARCO JOSÈ

Tocou-lhe o pior lote. O 1º era quase intoureável, e o 2º sendo melhor tinha perigo que o cavaleiro contornou, com toda a dignidade.

J. MOURA CAETANO


No  seu 1º toiro, depois de dois excelentes compridos em que recebeu toiro de praça a praça, provocando como que um compasso de espera no momento da cravagem, num estilo que é só dele, foi buscar o Temperamento, e logo na 1ª saída de adorno, o cavalo escorregou e caiu de mau modo. O cavaleiro foi para as cavalariças e saiu montado no mesmo cavalo para bordar o toureio, com quatro enormes ferros que junto a tantos outros, deixarão este cavalo para a História.
No 2º toiro esteve igualmente soberbo nos compridos, nos curtos estando tão bem como no 1º toiro, não teve o mesmo impacto no público por falta de transmissão do toiro...
















O prémio de Apresentação, algo contestado, foi para o toiro de Vasconcelos e Sousa, o prémio de bravura foi para o toiro de Paulo Caetano, não se ouvindo um único protesto...

Forcados de Arronches - Não tiveram uma noite fácil. Embora valentes nem sempre estiveram bem a ajudar.
Destaque para a pega de Fábio Miléu..

Alcochete - Honrou-se Helder Antoño...

A noite foi marcada pela actuação de Rui Fernandes e pela dignidade de Néné e Bolota...


Rui Fernandes veio de Espanha a tempo de tourear a corrida e fechá-la com chave de ouro, com a actuação mais destacada da noite.























O antigo cabo Néné foi colhido violentamente ao pegar um toiro (mas um toiro de verdade...), e acabou por ser dobrado pelo seu filho. Enquanto houver gente desta a "FESTA" não corre perigo...

João Pedro Bolota, outro ex cabo do grupo, mostrou como se ajudam toiros...






Mano a mano das Caldas...




O Público que preencheu três quartos de praça, assistiu a uma corrida agradável que deixou ambiente.

Os dois toureiros estiveram bem, embora com larga vantagem para João Moura jr, que confirmou estar a atravessar o melhor momento da sua carreira.

Detalhes da corrida do Cartaxo...



Grande actuação de Marco Bastinhas marcou a noite de sexta feira no Cartaxo.
Filipe Gonçalves foi colhido com violência, embora felizmente sem consequências.
O prémio de bravura foi atribuído ao toiro do Eng. Jorge de Carvalho que durante a lide do seu toiro quis dar ordens aos bandarilheiros que estavam a coadjuvar o cavaleiro que o lidou, o que na minha óptica está errado.

Grande noite do Grupo de Alenquer, um grupo a sério...

Ainda hoje publicaremos...

Detalhes do Cartaxo, de Alcochete, das Caldas, de Alcacer e de Arronches....

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Novilhada de promoção aos Novos Valores – Campo Pequeno


Um quarto de casa.

O curro que pastava na Galeana, cumpriu, exceção feita ao quinto.

Manuel Vacas de carvalho – Com uma boa sequencia de curtos e uma brega a roçar a excecionalidade, mostrou que quer,  e merece mais oportunidades.

José Garrido – Num primeiro toiro muito colaborante rubricou no campo pequeno uma daquelas que faenas de arte e plasticidade que fez Sevilha apaixonar-se por ele. Como mandam os canones, abriu por Verónicas seguiu com chiquelinas cingidas, estreou a flanela por estuários, percorreu a direita, e rematou na zurda, simulou a estocada a receber como poucas vezes vi. No segundo novilho, revelou mais poder e fez o toiro do triunfo. Três voltas justas, na ultima acompanhado pelo ganadero.

Diogo Peseiro – Como primeiro novilho coube-lhe um castanhinho cumpridor, no qual revelou estar muito placeado e com reportório variado. Mas foi no segundo tercio que se impôs a sério,  bandarilhou com garra vontada a assumar-se ao balcão como manda a lei. Na muleta demonstrou uma evolução tremenda rubricando uma boa faena. No segundo que lhe coube em ‘’sorte’’, o unico que não serviu. Começou com uma impressionante larga a afarolada de joelhos na porta dos sustos, a mostrar ganas e que vinha para triunfar forte, e assim o fez no resto do primeiro tercio, para no Banderilhas estar imponente deixou quatro pares o no astado em deu para tudo, de poder a poder, por dentro das tabuas, a quiebro e por fim qual ‘’Morante’’ sentado no estribo com as rosinhas na mão. No ultimo tercio fez o que pode perante um pouco colaborante novilho. Simulou a estocada à ‘’Fandiño’’ sem muleta.

Luis Rouxinol Jr. – Coalhou uma das melhores actuações que lhe vi, já o vi muito bem varias vezes, de saida com o Dollar entenderam-se na perfeição ele o novilho e o cavalo. Nas banderilhas este impecável, sobretudo com cavalo castanho ferro Vinhas a rematar as sortes por dentro de tabuas e com ladeares na cara do murlaco.


Grp A. Arruda – Cumpriram a papeleta com duas boas pegas ao primeiro intento.

José Tomas em Granada, Três orelhas e voltareta séria. Toureia domingo em Leon


Hoje á noite...

Amanhã...


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Última hora - Rouxinol não pode hoje prestar provas para praticante...

Luís Rouxinol Jr - "...tentei em cada actuação aprender e melhorar cada vez mais."

Diz uma nova lei, que não se pode prestar provas para praticante sem ter 18 anos ou o 12º ano de escolaridade. Luis Rouxinol jr não tem de facto os 18anos e está a fazer os exames do 12º ano.

Marcelo mendes não vai a tribunal, mas...



Marcelo mendes não vai a tribunal, mas aqueles que o apedrejaram e insultaram deviam ir...

6ª feira - Quem triunfará ???'

Sabendo que a cravagem curta terá uma grande influência na decisão de quem será o triunfador deste mano a mano, e que os dois cavaleiros previlegiam as sortes com batida no piton, triunfará quem fizer as batidas mais cingidas...

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Amanhã no C. Pequeno - Luis Rouxinol jr....



Não se pode dissociar este cavaleiro de seu pai. O Luís, pode-se quase dizer que nasceu a tourear, e a sua evolução tem sido constante. Já o vi com variadissimos cavalos e quase sempre a saber aproveitar-se deles convenientemente, o que prova a sua aptidão para ser cavaleiro toureiro.
Poucos chegam á prova de praticante tão preparados como ele...

Sorte Luís...

Amanhã no C. Pequeno - Manuel Vacas de Carvalho...

Manuel Vacas de Carvalho

Acompanhamos com interesse desde o principio, a carreira de Manuel Vacas de Carvalho.
A sua opção pela boa equitação e pelo toureio clássico, são dois marcos que o definem, tanto mais que são o caminho mais dificil...
Amanhã, acredito que o cavaleiro Montemorense, vai provar o que acabo de escrever...

Sorte Manel...

Domingo - Manuel Dias Gomes em Sevilha...

Cartel - Colete Encarnado...


Amadores de Alcochete pegam 7 toiros...































Colhida de uma Mulher...

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Espectacular trecho de Mig. Esteves Cardoso.....


Com a devida vénia reproduzimos este trecho...




FIDALGOS, QUEQUES E BETINHOS – 


Os Portugueses têm algo de figadal contra todos os que tenham algo de fidalgal. Como as crianças, confundem muito a fidalguia, que é uma simples condição social, com a aristocracia, que é um sistema político em que o poder pertence aos nobres. E, no entanto, como diria Chesterton, não há mérito automático em ser fidalgo, nem vergonha em pertencer decididamente (como eu) à ralé.

Em Portugal a nossa civilização deve muito a duas classes minoritárias. Ambas são gente simples, com posses reduzidas e educação informal. Refiro-me, obviamente, à plebe e à nobreza. O pretensiosismo dominante, seja proletário ou possidónio, seja triunfalista ou disfarçado, encontra-se nas classes restantes, que constituem a grande maioria da população. Mas um pastor ou um pescador é tão senhor como um fidalgo. Como ele, vê o mundo de uma maneira antiga, em que cada coisa tem o seu lugar, o seu sentido e o seu valor. O pior é o operariado, a pequena, média e alta burguesia: enfim, quase toda a gente. É esta gente que se preocupa com a classe a que pertence. Enquanto o pastor e o visconde se ocupam, os outros preocupam-se. Os primeiros não querem ser o que não são. Os outros adorariam. Os primeiros aceitam o que são, sem vaidade. Os outros têm sempre um bocadinho de vergonha e por isso disfarçam, parecendo vaidosos.

Quem é fidalgo e quem é que quer ser?

Em Portugal existem três classes distintas. Há a classe dos fidalgos – os meninos “bem”. E depois há duas classes falsamente afidalgadas. Há os meninos “queques”, filhos de pais “queques” mas com avós que não. E há os “betinhos”, filhos de pais que, simplesmente, não.

O “menino bem” é aquele que não sabe muito bem em que século começou a fortuna da família. Geralmente é pobre, com a consolação irritante do passado rico. É muito bem-educado e jamais se lembraria de lembrar aos outros que é “bem”. O “queque” sabe perfeitamente que foi o avô ou o bisavô que abriu a fábrica ou a loja que enriqueceu a família. Geralmente é bastante rico. Embora tenha frequentado os colégios correctos, tem sempre um enorme complexo de inferioridade em relação aos “meninos bem”, o que o leva a fazer-se mais do que é. De bom grado trocaria grande parte da sua fortuna pela antiguidade e pelo prestígio de um bom título.

Finalmente, o “betinho” é aquele cujo pai nasceu pobre, indesmentivelmente operário. O betinho procura dar-se, em vão, com queques e meninos bem, mas a sua educação é formal e institucional, não familiar. É o mais rico de todos, mas é também o mais envergonhado. O betinho por excelência é aquele que não suporta a vergonha de um pai nascido entre o povaréu. Evita apresentá-lo aos amigos. Tudo faz para ocultar a sua proximidade genealógica ao vulgacho.

Tanto o queque como o betinho são o resultado de self-made man, homens que se levantaram pelas próprias mãos, quantas vezes rudes e calejadas e tudo o mais. O menino bem, em contrapartida, nem sequer compreende o conceito de self-made man. Porque é que um homem se há-de “fazer a si próprio” quando houve sempre pessoal, criados e caseiros, para se ocupar dessas tarefas desagradáveis?

Distinguem-se em tudo. A falar, por exemplo. O menino bem usa todas as formas de tratamento, desde “a menina” – A menina vai levar o Jorge ou vai sozinha no Volvo? – até ao “Psst, tu que fumas”.

O queque, por ser menos seguro, trata toda a gente por “Você”, incluindo os criados e as crianças (o que não é correcto, mas parece). O betinho, a esse respeito, está em absoluta autogestão. Tenta tratar mal aqueles que considera inferiores (demasiado mal) e bem aqueles que considera superiores (demasiado bem). No fundo é um labrego engraxado que julga sinal de aristocracia dizer os erres como se fossem guês.

O que caracteriza o menino bem é o seu total à vontade no mundo. Nunca se enerva, nunca hesita, nunca está muito preocupado. Haja ou não dinheiro. O menino bem dá-se bem com a pobreza e encara o sobe e desce da sorte com a naturalidade com que aceita a circulação do sangue pelas veias. Por isso dá-se bem com toda a gente. Nada tem a perder ou a ganhar.

Os queques não são assim. Pensam que nasceram para o brilho baço do privilégio. Vivem obcecados pelo dinheiro já que é o dinheiro que lhes permite comprar todos aqueles adereços (relógios Rolex, automóveis Porsche) que consideram indispensáveis ao seu estatuto social. Um menino bem, em contrapartida, nunca usa relógio – porque é que há-de querer saber as horas? O queque só se dá com pessoas “do seu meio”. Enquanto o menino bem tem aquele rapport feudal com caseiros, varinas e pedreiros, que constitui uma forma multissecular de intimidade, o queque aflige-se em “manter as distâncias” com esse gentião, precisamente por serem tão curtas.

O betinho é uma pilha de nervos. Ninguém o respeita. Dá-se quase exclusivamente com outros betinhos, do mesmo ramo de importação de electrodomésticos ou da construção civil. Não gostam de sair da sua zona. Os de Lisboa, por exemplo, só quando há uma emergência é que saem do Restelo. Ao contrário dos queques, evitam falar em dinheiro porque se sentem comprometidos. Esforçam-se mais por serem meninos bem do que os queques, que julgam já serem meninos bem. Andam sempre vestidos pelas lojas mais tradicionais (camisa aos quadradinhos, casaquinho de malha, jeans novinhos e mocassins pretos com correiazinha de prata ou berloques de cabedal), ao passo que os queques compram roupa mais moderna na boutique da moda. Escusado será dizer que os autênticos meninos bem andam sempre mal vestidos, com a camisola velha do pai e as calças coçadas do irmão mais velho. A única diferença é que as camisolas e as calças que têm em casa duram cem anos. Os avós já compram camisas a pensar que hão-de servir aos netos. Aliás, os fidalgos são sempre mais forretas que a escória.

No que toca aos hábitos alimentares, os meninos bem comem sempre em casa. Como as famílias são geralmente muito grandes (de resto, como sucede com o populacho), a comida é quase sempre do tipo rancho, ou sempre servida com muito puré de batata.

Os queques estão sempre a almoçar e a jantar fora, em grupos grandes com muitos rapazes e raparigas a exclamar: “Ai, já não há pachorra para o quiche lorraine!” Aqui se denunciam as suas verdadeiras origens sociais. Para um menino bem, comer fora é uma espécie de solução de emergência, quando não dá jeito comer em casa. Para um queque é um prazer.
Nas casas bem, a qualquer hora do dia, há sempre uma refeição a ser servida a um número altamente variável de crianças, primos, criadas, motoristas, tias, etc.

Nas casas queques as refeições variam conforme os convidados. Nas bem são sempre rigorosamente iguais. Os queques têm a mania dos restaurantes – conhecem-nos tão bem como os meninos bem conhecem (e odeiam) as cozinheiras. E os betinhos? Os betinhos tentam evitar as refeições o mais possível. Comem sozinhos em casa (os betinhos tendem a ser filhos únicos) ou levam betinhas a jantar. Porquê? Porque têm a paranóia de serem “descobertos” através dos modos de estar à mesa. Mas, na verdade, só são descobertos pelo seu excesso de boas maneiras. Um betinho à mesa está sempre “rijo”, atento, receoso de tirar uma azeitona por causa do terror de não saber lidar com o caroço. Os queques comportam-se como animais, espetando garfos nas mãos estendidas dos outros, soprando pela palhinha para fazer bolinhas no Sprite e atirando os caroços para martirizar o cocker spaniel. Quanto aos meninos bem, encaram as refeições como uma simples necessidade fisiológica. Comem e calam-se. Falam só para dizer “passa a manteiga” ou “Parece que houve uma revolução popular em Lisboa, passa a manteiga”.

Não são, portanto, os fidalgos que dão mau nome à fidalguia – são os queques e betinhos. Estes cultivam ridiculamente os “brasões” e as “quintas”, fingindo que não gostam de falar nisso. Em contrapartida, nas casas fidalgas, os filhos das criadas experimentam os lápis de cera nos retratos a óleo dos antepassados. E ninguém liga...


In “Os meus Problemas”

Miguel Esteves Cardoso







Vamos 5ª feira ao C. Pequeno apoiar os jovens...


6ª feira nas Caldas...

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Crónica de Santarém - Manuel Lupi em grande...






Um bom curro da ganadaria "Murteira Grave" com excepção do 2º toiro da ordem, proporcionou um excelente espectáculo.


Ant. Ribeiro Telles


Teve uma actuação correcta sem atingir o brilho de outras tardes e noites. O último curto montado no CAPARICA foi excelente.


J. Moura Caetano


Tocou-lhe o pior toiro da corrida, manso e que aparentava problemas de visão. O toureiro despachou-o porque pouco ou nada mais podia fazer.


Manuel Lupi


Com uma actuação sem mácula e sempre em crescendo, conseguiu uma soberba actuação que lhe valeu muito justamente o prémio para a melhor lide.
Com o cavalo novo ferro "PERALTA" levou a emoção ás bancadas e com o último que sacou de ferro "Manuel Braga acabou com o quadro.


João Ribeiro Telles jr


Marcou a sua passagem por Santarém com uma actuação bem conseguida, com boa lide e bons ferros, sem atingir o nível de outras que já lhe vimos.


Duarte Pinto


Nos curtos deliciou os amantes do toureio clássico. Andou quase mais tempo a passo que a galope dando á sua prestação a classe do toureio repousado, a que juntou a verdade do toureio frontal.


Tomás Pinto


Uma lide agradável a justificar mais oportunidades. 


O GRP de Forcados Amadores de Santarém, teve uma tarde para recordar. Todos os caras estiveram bem, com destaque para Grave de Jesus, Imaginário e Pombeiro, e a ajudar mostraram-se sempre coesos.

Apontamentos da corrida de Portalegre...





A corrida de Portalegre ficou marcada pelo Triunfo de Francisco Cortes e pelo toiro intoureável que tocou a Joaquim Bastinhas.
Todos os toureiros estiveram bem porque os toiros colaboraram, tirando o 1º.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Amanhã - Grande corrida no dia da RAÇA..

Hoje á noite...


Várias crónicas de Madrid...


Plaza de Toros de Las Ventas (Madrid) 03.jpg

Transcrevemos com a devida vénia as crónicas dos mais prestigiados sites taurinos Espanhois ( Mundotoro e Burladero ), da última de rojões de Madrid, e por fim damos a nossa opinião...

MUNDOTORO.COM

Madrid (España) El destino es caprichoso. Hubo que esperar a la cuarta. A la última de rejones de San Isidro, para ver embestidas enclasadas y francas y toros que siguieran con nobleza y alegría a las cabalgaduras. Sin duda, una gran corrida de rejones con divisa portuguesa. Los seis toros de María Guiomar Cortés de Moura tuvieron clase y movilidad, una delicia para el sexteto de rejoneadores. Pero quiso el azar que la clase se entremezclara con el desatino y aunque los seis jinetes sí supieron aprovechar -en mayor o menor medida- las buenas acometidas de los astados portugueses, el fallo con el rejón de muerte y el descabello ensombreció lo que con acierto y efectividad se hubiera convertido en una tarde triunfal de cinco a seis orejas.


Una perdió Francisco Palha del sexto, al que formó un lío, un notable astado al que hizo una notable faena el portugués. Abrió su actuación con Zeus, que perdió pie cayendo al suelo montura y jinete sin que afortunadamente el toro hiciera por ellos. Todo quedó en un susto. Especialmente brillante fue su labor con Disparate, toreando de frente y dando los pechos con verdad. Finalizó su labor con Colorau. Lástima que un metisaca emborronara su faena perdiendo premio.

Moura hijo se fue a toriles a recibir al quinto, otro gran toro al que ejecutó una actuación intensa, sin tiempos muertos, mostrándose muy resuelto en todo momento. Llevó al toro muy ceñido y con transmisión con Xeque- Mate en el galope de costado e importante fue la actuacíón de su caballo Perera, con el que clavó con mucha pureza, con el que terminó con banderillas cortas. Mato de medio rejón trasero teniendo que hacer uso del descabello. Por ello solo recogió una ovación con saludos.

Muy templado y clásico estuvo Moura Caetano ante el cuarto, un toro noble y manejable frente al que destacó la agilidad y la pureza de su caballo Temperamento, en batidas y ceñido galope de costado. En mitad de la faena y al clavar una banderilla, el toro se derrumbó, pero afortunadamente se recuperó y tuvo duración. El portugués también brilló con Chispa clavando banderillas muy en corto. Pinchó y tuvo que usar el descabello y por eso tuvo que conformarse con tan solo una ovación.

Muy vibrante se mostró Mariano Rojo ante el tercero, un toro que dio en romana 627 kilos, pero que tuvo movilidad y nobleza y acudió presto a las monturas de su rejoneador. Destadó Rojo ciñéndose cerca de las tablas en el galope de costado, dejándose llegar mucho a su oponente, con transmisión. También destacó con Góngora, clavando banderillas de poder a poder en una faena con ligazón en la que se le vio muy resuelto. De nuevo se atascó el rejón de muerte y perdió una oreja.

Rui Fernandes firmó una actuación sobria y elegante al principio al segundo, otro ejemplar de buen son al que el portugués clavó de salida dos rejones de castigo. Clavó banderillas con sabor y de poder a poder de forma ortodoxa al comienzo de su labor para después enardecer al público con su caballo Único, con el que realizó balanceos y multiples piruetas emocionantes que gustaron al cónclave. Finalizó con una rueda de rosas a lomos de Shugan. Lástima que el rejón de muerte cayera un poco atravesado, haciendo uso del descabello, por eso perdió una oreja.

Raúl Martín Burgos protagonizó una notable labor de reciente intensidad al buen primero, un ejemplar que tuvo calidad y que embistió con buen tranco y son. El lunar de su actuación fue la cornada superficial que recibió su caballo Dinis en el anca derecha. Martín Burgos se sobrepuso al percance y clavó banderillas de frente y por los adentros a lomos de Bolero. Pero la faena alcanzó el punto álgido con un emocionante par al violín con Uruguay dando los pechos, lo que enlolqueció al público. Entre medias algún desajuste que solventó rapidamente con Sol, con el que puso un gran par a dos manos clavando de frente con pureza. Terminó con dos banderills cortas al violín antes de matar de rejón atravesado

Plaza de toros de Las Ventas. Último festejo de rejones la Feria de San Isidro. Más de dos tercios de entrada. Toros de María Guiomar Cortés de Moura, hondos y con cuajo; de muy buen juego, con calidad y movilidad. Martín Burgos, silencio tras aviso; Rui Fernandes, silencio tras aviso; Mariano Rojo, ovación con saludos; Moura Caetano, ovación con saludos; Joao Moura hijo, ovación con saludos; Francisco Palha, silencio.

BURLADERO.COM

Rojo, Moura Caetano y Joao Moura, ovacionados


Abre la tarde Cantigas con 581 kg para Martín Burgos. Lo recibe a lomos de Dinis para colocar un rejón de castigo. Trabaja el madrileño para evitar la querencia a tablas de un noble de María Guiomar Cortés en los primeros tiempos. Con Tepejí coloca otro rejón de castigo y a lomos de Bolero consigue animar a los tendidos para colocar dos banderillas. Movilidad del astadoque mete bien la cara y no pierde la nobleza durante toda la faena. Banderilla al violín con Uruguay y no tiene tanta suerte en el segundo intento. Con Sol coloca otro par a la vez y aprovecha la montura para colocar dos cortas al violín. Rejón de muerte algo tendido y atravesado. Entra por segunda vez y necesita de tres descabellos. Aplausos para el toro en el arrastre. Silencio tras aviso.

En segundo lugar sale Pueblarino con 551 kg para Rui Fernandes. Lo recibe con un precioso albino de nombre Casanova para colocarle dos rejones de castigo a otro toro con movilidad pero algo distraído. Buena lidia a lomos de Quiebro con el que coloca dos banderillas. Sale con tres piruetas de la cara del toro tras colocar otro par de banderillas con Único. Cierra con Shugan para colocar tres cortas. Lo pincha arriba y al segundo intento deja uno entero atravesado. Necesita de varios descabellos. Silencio tras aviso.

Espera Mariano Rojo a lomos de Requinto al tercero de la tarde de nombre Culibrino con 627 kg. Le coloca un único rejón de castigo. Con Goya toca terrenos de cercanías para colocar el primer par de banderillas. Cambia de montura para colocar otras tres en el centro del ruedo y de frente con Góngora. Faena meritoria y movilidad del toro con más peso de la corrida. Buen juego está dando la corrida en el ecuador de la misma. Último tercio en el que coloca dos cortas con Azorín. Tres pinchazos y uno entero atravesado.Se repite la misma historia que en las dos faenas anteriores y también necesita de varios descabellos. Palmas.

En cuarto lugar sale Aguilillo con 580 kg para Moura Caetano. Tarda en poner el primer rejón de castigo. Otro toro muy válido y llega al público con Temperamento y un quiebro en la cara del animal sin colocar banderillas. Coloca a lomos de ese castaño dos banderillas y con la faena en alto, dobla el toro y pierde la fuerza que tenía. Sale Xispa y con el se muestra muy templado y acortando terrenos para colocar otras dos. Tras la caída del astado le toca hacer todo al rejoneador. Con Sete coloca dos cortas y pincha arriba con el rejón de muerte. Se molesta Moura del hombro y al segundo intento deja uno casi entero y tendido. Descabello certero. Ovación con saludos.

Esplendor con 588 kg hace quinto y lo espera en la puerta de chiqueros Joao Moura a lomos de Barbero para colocar un rápido rejón de castigo. Galopada larga por casi toda la plaza para colocar a lomos de Xeque Mate cuatro de banderillas. El noble toro obedece las embestidas de Moura y no para su galope a ras del equino. Faena intensa y con pocos tiempos muertos. A lomos de Perera para colocar tres rápidas cortas y medio rejón de muerte trasero. Requiere de tres descabellos para que doble. Saluda ovación.

Cierra la tarde Caleño con 538 kg para Francisco Palha. A lomos de Zeus coloca un único rejón de castigo que queda enganchado a lomos del astado. En segundo lugar saca a Ordóñez con el que galopa haciendo piruetas y cae rejoneador y caballo al suelo sin consecuencias. Primera banderilla y tres piruetas de salida sacando mucha garra. Coloca otra banderilla con Ordóñez antes de montar a Disparate y colocar una jaleada tercer banderilla de poder a poder. Colocó una cuarta antes de montar a Colorau y poner tres cortas. Faena meritoria y toca meter el rejón de muerte. Deja un mete-saca abajo y necesita de varios descabellos. Silencio tras aviso.

Martín Burgos, silencio tras aviso; Rui Fernandes, silencio tras aviso; Mariano Rojo, ovación con saludos; Moura Caetano, ovación con saludos; Joao Moura hijo, ovación con saludos; Francisco Palha, silencio.


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A corrida de Mº Guiomar Cortes de Moura foi sem sombra de dúvidas a melhor a ser lidada nesta edição da feira de S. Isidro, por rejoneadores.

MARTIN BURGOS

Exibiu o conceito do rejoneio de forma um tanto acelerada, com uma série de numeros uns mais conseguidos que outros. Depois de curtas em sorte de violino, falhou a matar.

RUI FERNANDES

Esteve ao nivel do que se lhe tem visto. Está num grande momento, e com segurança brilhou nas bandarilhas, que rematou com piruetas cingidas que bem chegaram ao público.
Falhou a matar e foi pena....

MARIANO ROJO

Mostrou-se mais centrado que o seu conterrâneo, e nas bandarilhas esteve correcto bem como a lidar.
A matar, repetiu-se oque os seus companheiros tinham conseguido...

MOURA CAETANO

Impôs o seu toureio desde logo no Rojão de castigo, em que foi o único que deu vantagens ao toiro, chamando-o e recebendo-o de praça a praça.
Nas bandarilhas, aportou os momentos de mais emoção da tarde, sobretudo na primeira cravada montado no Temperamento e na segunda montado no Chispa. Lidou com saber introduzindo ladeares naturais .
A matar falhou como os outros...

 J. MOURA jr

Com um desempenho seguro, lidou com alegria e cravou ferros de valor, numa intensa comunicabilidade com o público. Foi com o Xeque Mat, cavalo que está num bom momento, que conseguiu os seus melhores momentos.
Moura jr. mostrou estar no melhor momento da sua carreira.

FRANCISCO PALHA

Depois de receber bem o toiro, monta o Ordoñez com o qual crava boas bandarilhas rematadas com piruetas muito cingidas que chegam ao público.
Depois de uma lide alegre e com bons ferros, veio a hora de matar, e aí falhou como todos os seus companheiros..