MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Tito Semedo - Cavalos 2016...

Cavalos novos de Tito Semedo para a temporada de 2016



BATISTA - 9 anos - Ruço Ferro Rio Frio - De bandarilhas

EZEQUIEL - 6 anos - Castanho - Ferro Lima Duarte - De saida

MEU AMOR - 6 anos - Ruço - Ferro indeterminado - De saida

GFAL - Treino público - iniciativa brilhante...

Dar ao grande público a possibilidade de presenciar um treino de forcados, é abrir as portas a novos aficionados, como é também, pelo mesmo motivo, a realização de tentas públicas..
Parabéns ao GFAL pela iniciativa..

Colhidas com vacas - Humor...


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Dr. F. Graciosa voltou hoje a montar a cavalo...





Passados mais de 2 anos, o Sr. Dr. Filipe Figueiredo (Graciosa), refeito completamente dos problemas de saude, voltou hoje a montar a cavalo.

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Os amigos e aficionados ao cavalo e ´boa equitação, rejubilarão com esta noticia.
O Sr. Dr. Filipe Graciosa é uma figura reconhecida em Portugal e no estrangiro, pelo seu saber, pelo seu talento como equitador, pelo Senhorio e para os amigos, pelo seu conceito de amizade.
Vê-lo tanto tempo sem montar a cavalo foi penoso, ele que filosóficamente entende como poucos a figura mítica do centauro, essa alegoria que atestava a junção da inteligência que o homem possuiu ao vigor físico que os equinos dominam tão bem.

São homens como este que dão dimensão á equitação no mundo contemporâneo.


Tiago Carreiras - Cavalos 2016..

Cavalos novos de Tiago Carreiras para a temporada 2016



FLASH - 5 anos - Ruço - Ferro Sergio Miranda - de Bandarilhas

Elegante - 6 anos - Ruço - Ferro José Armando - De saida

ZEUS - 11 anos - Ruço - Ferro Silveiras - De bandarilhas 

C. Pequeno - Começa bem...

Quem vive melhor ???

Opiniões - Sim ás corridas...


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Metodologia dos treinos de Forcados..

Depois de ao longo dos  anos assistir a muitos treinos de forcados, o que constatei ???



É evidente que não tenho pretensões a ser dono da verdade, mas nada me impede de falar de um tema que me apaixona, dizendo umas coisas certas e outras, porventura nem por isso.

Nos treinos normalmente privilegia-se o testar a valentia e decisão dos forcados, o que está certo porque são duas condições necessárias e fundamentais para ser forcado, no entanto, há outros aspectos sobretudo de ordem técnica, que me parece que nem sempre são bem cuidados.

1 - FORCADOS DA CARA - É importante treinar o cite para dar mais beleza ao acto, como é importante saber recuar, saber receber o toiro e saber fechar-se e ter a noção das distâncias.

2 - PRIMEIRO AJUDA - Neste caso, é raro verem-se correções durante os treinos, e é se calhar por isso que se vêem tão poucas ajudas em geito, assistindo-se quase sempre a ajudas de peitaça ( como se diz na giria). Neste caso a noção das distâncias é ainda mais importante.

3 - CERNELHEIROS - A técnica, a decisão e  sincronismo com os rabejadores, têm que ser bem ensaiadas, para que na praça surjam naturalmente....

Nota : Não sou de opinião de que se comecem a pegar a vacas sem lhe darem dois ou três capotazos, mitas vezes a forma irregular como as reses investem, acabam por tirar o sitio aos forcados da cara.







Gilberto Filipe - Cavalos 2016

Cavalos novos de Gilberto Filipe para a temporada 2016



HORTELÃO - 4 anos - Ruço - Ferro Brito Paes (neto do nilo) - De bandarilhas

GAIZER - 5 anos - Ruço - Ferro C. das Lezirias (neto do opus) - De de saída

GAIPO - 5 anos - Ruço - Ferro Jose Armando - De ultimo tércio

HAXIXE - 4 anos - Ruço - Ferro Manuel Braga (neto do nilo) - De bandarilhas

Memória - Mestre D. Ribeiro Telles...


A vida de um toiro....


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Alonsito cantando a D. Ventura...


Joao R Telles Jr - Cavalos para 2016...

Cavalos novos de João Ribeiro Telles jr, para 2016

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GUARANI - 5 anos - Ruço - Ferro PAIM - De saida

FAVORITO - 5 anos - Ruco - Ferro Silveiras - De bandarilhas

Da Vonci - 7 anos - ruço - Ferro H. da caniceira - De bandarilhas

FAROL - 5 anos - Castanho - Ferro M. Braga - De saida

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Finalmente um Português em Olivenza...

Francisco Cortes - Cavalos 2016

Cavalos de Francisco Cortes para 2016

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GAVIÃO - 5 anos - Ruço - Ferro Silveiras - De bandarilhas

Getsby - 5 anos - Castanho - Ferro Manuel Correia - De saida

COLOMBO - 8 anos - Ruço - Ferro Paim - De bandarilhas

HERODES - 4 anos - Ruço - Ferro Arsenio Cordeiro -De bandarilhas

IBISCO - 4 anos - Ruço - Ferro Paim - De bandarilhas


Reflexões - Antitaurinismo...


Toureio a cavalo - Não confundir...

TOUREIO EQUESTRE EM PORTUGAL


A «SORTE» TIRA PERPENDICULAR E TIRA DE FRENTE» 

«A tira na perpendicular resulta normalmente da tira de frente quando o toiro não acode ao cite, tarda, e só acomete quando o cavalo já vai adiantado na sua viagem. Acaba o toiro por acometer quando o cavalo se encontra sobre a perpendicular à trajetória que finalmente a sua investida toma. Esta tira resulta geralmente da falta do toiro.
Difere da tira de frente pelo ângulo de ataque do toiro, sendo em tudo mais semelhante na sua execução. A reunião existe, mas é mais difícil ser executada nas melhores condições e, não raro, o ferro resulta a cilhas passadas.»
Do Livro «O Toureio Equestre em Portugal» - 1991
De Fernando Sommer D'Andrade

Novilho escondido depois de fugir...


Sou vegetariana e fui a 1ª vez aos toiros...

Sou vegetariana e fui pela 1ª vez a uma corrida

 Por raquel Rodrigues 17 / 2/ 2016



El fin de semana pasado asistí por primera vez a una corrida de toros, porque no quería seguir cayendo en el mismo error que tanto cometemos de juzgar algo sin conocerlo. Sinceramente fui asustada y pensando que tal vez iba a llorar desde el inicio o a morir de tristeza y salirme en la mitad de la corrida, sin embargo, fue un espectáculo lleno de sorpresas, en el que me emocioné y viví unas horas de admiración total al arte que es esa danza entre la vida y la muerte.

Ahora entiendo con propiedad por qué la gente se apasiona tanto por los toros, después de asimilarlo puedo asegurar que disfruté profundamente de toda la estética que acompaña la corrida, como por ejemplo, el silencio casi absoluto en el que queda un coliseo expectante segundos antes de la estocada final, de la danza que realizan los matadores y banderilleros, de los aplausos, de los pañuelos blancos, de los claveles rojos, de la música en vivo, los “olé” que contagian y por supuesto, el lucimiento del toro.
Seguro algunos leerán esto y sonreirán como el que sonríe cuando lo comprenden después de ser juzgado por tanto tiempo, otros leerán y arrugaran la frente como el que no entiende pero tampoco desea entender, los otros con más confianza me expresarán su desacuerdo por aquí o de manera privada y seguiremos cayendo en el mismo error de rechazar lo ajeno y lo desconocido.
Hoy, después de pensar en esa faena, le agradezco a esos taurinos que nos acogieron sin recelo y que sin pedírselo comenzaron a enseñarnos con entusiasmo todo lo que debíamos saber con respecto a una corrida -como si pudiéramos aprenderlo todo en un solo día-, gratifico a José Fernando Valencia, que después de tanto tiempo insistiendo me convenció de asistir, y gracias a él y todos aquellos que nos acompañaron es que hoy no me da pena decir que salí feliz de mi primera corrida de toros y además volvería otra vez y otra vez.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

C. Pequeno - Grandioso Festival....

Vaca brava leva 3 na frente...



Equitação - Ligeireza....


Opinião sobre a ligeireza




“La ligereza, puede parecer en un principio algo muy bueno, pero es mejor si no lo es en exceso, porque un caballo que es demasiado ligero en la mano es más difícil de montar. Es correcto que siempre hablemos acerca de encontrar el equilibrio adecuado, pero la finalidad del contacto es la conexión con los posteriores, el contacto que el jinete establece entre la boca del caballo y sus posteriores. Unir estas dos partes, es una obligación del jinete. En el momento que él comienza a moverse a través de sus cuartos traseros, tienes que sentirlo en tu mano, entonces puedes dejarlo salir. El contacto es precisamente eso, contacto (unir). La gente piensa:” Ese caballo es tan ligero que no tengo nada en mi mano”, esto no es correcto, porque entonces no vas a tener ningún contacto con sus posteriores.

” Jean Bemelmans.

Rui Salvador - Cavalos para 2016...

Cavalos de Rui Salvador para 2016

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FELIZ - 6 anos, ruço -Ferro  Manuel Velhinho

BELMONTE - 9 anos - Ruço - Ferro Domingos Cardoso

GALILEU - 5 anos - Castanho - Ferro Santos Montez

DIGNO - 5 anos - Castanho - Ferro José Salvador

NOTA - Todos estes cavalos, como é prática do cavaleiro, cmeçarão por tourear de SAÍDA:

Quantos toiros salvaram os ANTIS ???

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Comunicado - Marcos Bastinhas..


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    Marcos Tenorio emitiu a seguinte informação, agradecendo a todos, a preocupação, amabilidade e carinho, que têm tido com o seu pai.  

    "Bom dia!
    Quero dizer-vos que o meu pai foi operado com sucesso em Barcelona, a recuperação está a decorrer dentro da normalidade, com calma como a situação exige. Obrigado pela contínua preocupação e votos de melhoras. Saibam que para ele é muito importante sentir todo o carinho! Tem sido uma dura batalha que ele, guerreiro como é, irá vencer e sair dela mais forte! Obrigado!"
                                                                                                            
                                                                   Marcos Tenorio

hoje - 31 anos da morte de Mestre Batista...

Á Memória de José Mestre Batista reproduzimos um artigo do velho "Seculo Ilustrado"

Mestre Baptista

A história de um amigo de burros e vacas pretas

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  É alto, magro, corpo seco. Em cada olhar, porém, o seu poder de perscrutar, de descobrir, de fulminar, é instantâneo. Tem 26 anos plenos de vida - moldados nessa planície alentejana onde nasceu, cresceu e aprendeu a arte que o tornou famoso.

         Nasceu a 15 de Junho de 1940 em S. Marcos de Campo, uma aldeia de Reguengos de Monsaraz, situada na margem esquerda da ribeira de Degebe e a pouca distância da margem direita do Guadiana. A sua população é de cerca de 3000 habitantes divididos por cerca de 1000 casas. O serviço de correio não falta, nem a escola primária, nem a sociedade recreativa com os seus bailes domingueiros. Existe ali uma fábrica de tijolos, outra de mobílias alentejanas, lagares de azeite. Nos campos de S. Marcos cultivam-se cereais, e a produção de vinho, cortiça, mel e cera é satisfatória. S. Marcos é por conseguinte, o que o povo chama "uma terra progressiva".

         Ali cresceu José Mestre Baptista. Ao tempo S. Marcos não tinha escola primária e, para ir a Reguengos frequentar as aulas, deslocava-se todos os dias de burro, que os 10 Km que separam S. Marcos de reguengos não se podem fazer a pé…
         Assim, José Mestre Baptista se habituou desde a mais tenra idade a montar o seu burrinho. Do burro passou aos cavalos, mas não sem fazer alarde das suas tropelias… Uma que deu que falar lá na terra: subir a escadaria do adro da Igreja de Reguengos montado no seu jerico…
         Terminada a 4ª classe, os pais matricularam-no num colégio a fim de tirar o curso dos liceus. Logo no 1º ano começou a dar faltas sobre faltas. Sentia nas veias o apelo da vida ao ar livre, das planícies e ia para a brincadeira com os outros rapazes do povo, que não tinham pais ricos para os mandar estudar… Decepcionado com a falta de tendência do rapaz para os livros, o pai de José Mestre Baptista acabou por o meter na vida da lavoura, ao lado dos criados, trabalhando com eles, de sol a sol e aprendendo o quanto custa ganhar a vida com o suor do rosto.
         Um dia dirigiu-se ao pai com um pedido na ponta da língua:
         - Já tenho 13 anos e gostaria de ter umas vacas pretas, para imitar toiros. Quero lidá-las…
         O pai anuiu ao pedido com uma entrega de 8 vacas bravas… A sua carreira ia dar os primeiros passos. Alugou-as, antes de mais nada, para uma corrida em Reguengos, sob a condição de ser ele a tourear a cavalo. O pai assistiu - e no final não cabia de contente pela audácia do filho que não dera para os estudos, mas era já um verdadeiro homem montado no seu cavalo…

         Em 1958, com 18 anos apenas, José Mestre Baptista tomava alternativa no Campo Pequeno… mas ficava reprovado. Desgostoso, tentou de novo a sua sorte dois meses depois e conseguiu-a com D. Francisco de Mascarenhas na Moita do Ribatejo.

         Presentemente, José Mestre Baptista conta no seu palmarés com centenas e centenas de corridas. Quando actua cobra cerca de 15 a 50 contos, conforme as praças. A sua vida é bastante movimentada. No entanto, tem como residência em Lisboa um apartamento reservado no Hotel Impala, numa zona de pouco barulho da cidade. As admiradoras não o largam. Pedem fotografias directamente para S. Marcos do Campo, para a Televisão, para a casa Valentim de Carvalho (onde gravou a sua estreia como cançonetista - o paso-doble "Cortesias"…) e ainda para o Sindicato dos Toureiros e Hotel Impala.
         Boatos sobre as suas aventuras amorosas correm toda a cidade, as vilas… e S. Marcos do Campo. No entanto, José Mestre Baptista continua a ser o rapaz simples e despretensioso que vai a toda a parte sem qualquer intenção de dar nas vistas. Gosta muito de cinema - chegou a fazer contrato para interpretar a figura de José do Telhado em "O Bandoleiro" - e nas noites que passa em Lisboa raramente perde uma estreia ou um filme de relevo nos cartazes. Os prémios acumulam-se. Óscar de Imprensa de 1963 e 1964, recebê-lo-ia também de 1965 se a bela iniciativa da Casa da Imprensa não sofresse este ano interrupção…

O antigo menino que percorria 10 Km à ida e outros 10 à vinda para ir à escola de S. Marcos do Campo até Monsaraz, é ídolo a brilhar que não ficará decerto por aqui…

Reflexão - A FESTA com elevação...

A FESTA precisa de elevação

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Neste momento que atravessamos, em que os ataques dos Antis, embora pouco significativos em termos de adesão, são barulhentos, devem os agentes da tauromaquia privilegiar uma certa elevação nas suas atitudes no estar e participar.

Parece-me nefasto para o Mundillo, todas as guerras tipo - "alecrim e manjerona" que como se sabe foi uma "ópera joco-séria, que se representou no Teatro do Bairro Alto de Lisboa, no Carnaval de 1737" .

Guerras entre empresários, entre toureiros, entre grupos de Forcados e entre critícos, só dão má imagem e não conduzem a nada.

, A peça "A guerra de "Alecrim e manjerona", parodiava a ópera italiana, reclamava o apoio da música e do canto e era representada por meio de ‘’marionettes’, entrar numa guerra deste tipo no mundo taurino é ser-se marionettes de uma opera bufa, pelo contrário aportar elevação é representar o que há de clássico.

 É um erro freqüente na nossa época achar que trato com elevação, é sinônimo de amabilidade e agrado. Tais qualidades fazem parte do tratamento com elevação, mas nele também se inclui, de modo primordial, o respeito. Numa relação entre homens, mais do que o afeto, importa que cada um seja respeitado, séria e sinceramente, pelos outros. Sobre este ponto depois se insere a amabilidade, a gentileza, etc.

Lembro-me a propósito, de um facto passado na Gala de entrega de prémios em Santarém, das palavras ditas pelo Senhor Simão Comenda, com elevação, quando foi convidado a entregar o prémio ao Grupo de Santarém.

São atitudes como esta que dão elevação á Festa e nos devem fazer reflectir... 

Ant. R. Telles - Cavalos 2016...

Cavalos novos de António Ribeiro Telles, para a temporada de 2016

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GINETE - 5 anos - Ruço - Ferro da casa - Em principio será dee saida e depois de bandarilhas

GAVIÃO - 5 anos  - Baio - Ferro Alberto Patricio - De Bandarilhas

SEM NOME - 5 anos - Castanho - Ferro Maldonado Cortes de Saida

TOIROS - O que são Roscaderos ??


Defesa da Festa - ler testemunho s.f.f. ...


¿Dónde estaban los bárbaros que tenía que ver en la plaza de toros?

 Martes, 16 Febrero 2016 07:27Escrito por   
Mariana Arrubla editadoUno en la vida puede hacer juicios de valor a partir de muchas fuentes de información. Es posible juzgar determinada conducta a partir de lo que nos cuentan, de lo que leemos, de lo que nos muestran, de lo que nos quieren hacer creer o desde lo que vivimos. Generalmente cuando el juicio es posible hacerlo desde la experiencia personal, desde lo vivido este se hace más real. 
Nunca había ido a ver una corrida de toros. Las razones eran muchísimas, sobre todo una cantidad de juicios creados a partir de mil fuentes de información diferentes a la experiencia personal, es decir, juicios co creados, juicios prejuiciosos. 
Luego de ver la Plaza de Toros La Macarena llena este fin de semana, de haber visto un hombre vestido en traje de hilos ponerle el pecho a un animal de más de media tonelada,  de tratar de entender con detalle el significado de cada uno de los símbolos y movimientos en el ruedo, tras haber sido parte de un público que interactuaba de forma armoniosa con la corrida (claveles, pañuelos blancos, aplausos rítmicos, jamón serrano, paso doble, hasta un gallo), de haber evidenciado la primera protesta antitaurina en la vida y de haber bajado de categoría como ser humano por algunos de mis amigos, me quedó faltando ver algo: los bárbaros, los sanguinarios, los salvajes, los inadaptados y las bestias que son las personas que en mi imaginario iban a las corridas de toros.
Lo que escribo hoy tiene un objetivo claro, y no es defender la tauromaquia ni tampoco satanizarla, todo lo contrario, busca ampliar el espectro de la discusión pero desde un paradigma real, a partir de escuchar, vivir y experimentar.
Que fácil caemos en juzgar al otro desde su hacer, que fácil calificamos brutalmente a aquellos que creen en cosas diferentes o disfrutan de cosas distintas, que fácil hacer juicios de valor sin la valentía de escuchar al otro. 
Fui a toros, y seguramente seguiré yendo. Me gusto lo que sentí, compartí la emoción del torero, me sentí retada por su valentía, me conmovieron las emociones de los espectadores, me gustó la sonrisa del Matador al salir en hombros por la puerta grande, me gusto la conexión y el respecto de él con el público, me pareció hermoso ver las obras del maestro Botero decorando el ruedo y disfruté el sonido del paso doble que llenaba de una emoción hasta rara  la plaza. Ahora, ¿será que disfrutar de todas estas experiencias me hace una mujer bárbara, sanguinaria y salvaje?
El sábado, mientras caminaba a encontrarme con mi familia para entrar a ver la corrida, una protesta antitaurina me llamó asesina, pedófila e ignorante, ¿será que alguno de ellos se ha tomado la molestia de buscar en el diccionario el significado de la pedofilia? ¿Será que alguno de ellos me quiere explicar la relación que existe entre ir a toros y ser pedófila? 
No me molesta la protesta, por el contrario, me parece necesaria, lo que me molesta es la violencia de la protesta, me aterra lo agresivo de los seres humanos entre seres humanos, me cuestiona lo fácil que clavamos en la espalda del otro el puñal de la palabra sin mirarlo a los ojos, sin ponerle el pecho (como si lo hace el Matador con el animal), sin la valentía de poner en el ruedo argumentos que cuestionen nuestro hacer, pero que respeten nuestro ser. 
Mariana Arrubla (@marianaarrubla)

Sobre todas las cosas me gusta leer. Soy abogada de la Universidad EAFIT, y me interesan los temas públicos. Trabajo como voluntaria para diferentes causas sociales en mi ciudad y estoy enamorada del arte, los libros, la cultura y Medellín.

Toiros - 2 tipos valentes...