MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Brilhante- O toureio visto por Navallon...

Alfonso Navallon - Como sabia de toiros este homem.
Vale a pena ler este apontamento...

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No se puede hablar seriamente de toreros sin dejar sentado que citar en corto y con la muleta retrasada es una trampa porque lo difícil es dejarse ver del toro, darle sitio en la arrancada y luego templarlo y someterlo hasta vaciar el pase. Eso es lo arriesgado y lo importante".

"Cuando el toro viene arrancado desde lejos tiene mucho más peligro que citándolo dándole con los muslos en los pitones", escribió Alfonso. Con respecto a esto último, vemos como muchos toreros, sobre todo de las llamadas figuras, acaban cortándole las orejas a sus toros cuando al final de la faena calientan al público abusando del toreo encimista, posible debido a las condiciones de desgaste en las que se encuentra el toro por el esfuerzo realizado, porque "sólo los toros descastados y machacados en varas permiten el toreo encimista y el tercio de pase".

En cuanto a la verdad en el cite, "la forma correcta es colocarte enfrente de la mitad del testuz y de la penca de rabo, de forma que haya una línea recta entre la cadera del torero (o el medio pecho) y el espinazo del toro. Una vez afirmado en ese terreno se adelanta la muleta y se espera que el toro llegue. Sólo entonces, ni antes ni después, se adelanta la pierna para torear en curva. Digo que ni antes ni después porque un torero tan inteligente como Paco Camino adelantaba la pierna en el momento mismo de citar, antes de arrancarse el toro. Así resulta que cuando el toro llegaba a la muleta, no tenía que correr el riesgo de cambiarle la trayectoria del viaje y la foto salía impecablemente, la pierna contraria adelantada. Camino era tan listo que muy poca gente se dio cuenta de esta ventajilla. Por lo menos cumplía con el importante requisito de ver venir al toro y aguantarlo desde lejos. Al terminar el pase hay que ganar otro paso para quedar otra vez colocado enfrente del testuz. Así de sencillo y así de fácil".

Como ejemplo de todo lo detallado hasta aquí, fueran Antoñete y a César Rincón: "Antoñete, viejo y sin facultades, se ganó a los públicos con su sentido de la colocación y la inteligencia de aguantarlos desde lejos para darle el toque un metro antes de llegar a la muleta. A César Rincón le bastó hacer lo mismo para batir todas las marcas al salir en hombros en Madrid. César no tiene arte, pero supo devolverle al público la emoción de ver a los toros arrancarse desde lejos y aguantarlos con mando al llegar a la muleta".

 "Espartaco introdujo el mando a distancia enviando los toros hacia fuera. Así Manzanares engatusó a los falsos puristas con un tercio de pase componiendo la figura después de meter el toro la cabeza en la muleta. No hablemos ya de la bastedad del pobre Paquirri o del zapatillazo y la rapidez de Capea. Ninguno de estos trucos hubiera servido ante un toro con casta y poder, porque a la segunda vez que no le ganaran los pasos se habría hecho el amo del ruedo".

"Como ya se había inventado el medio toro de la media casta y desfallecido en la muleta por los tremendos puyazos traseros o en el pico de la muleta, este toreo de truco valía para sostener al toro en pie y sacarle la media arrancada que le permitían su falta de fuerza y de casta".

"Creo que con esto queda debidamente clara la diferencia que hay entre el toreo verdadero y las trampas actuales".  Para verlo en las plazas, sólo faltan toreros dispuestos y toros de ganaderías que buscan la casta y la bravura auténtica, y no esa "toreabilidad" que acaba desembocando en la sosería y el aburrimiento

Uma beleza- Canto de inspiração taurina...


Toiros- Foi tudo á frente, homens, mulheres...


Cavalo inteligente...


Uma forma linda de ver a arte da Tauromaquia...


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Porque não rompem novas figuras...

Porque não rompem novas figuras ??? 

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 Porque não rompem novas figuras ???


Temos de recuar umas décadas para   nos recordar-mos de figuras míticas do toureio em Portugal, umas que já desapareceram outros ainda em actividade mas realmente a escassez é tanta que tenho dificuldade em vislumbrar, quem surja surja com o misticismo e  carisma que só por si arraste multidões. 

Culpa de quem?
Interrogo-me e procuro respostas com alguma lógica,  ou falta dela, para esta crise.
Será culpa do governo, da Troika do FMI , dos empresários ,apoderados, críticos, Ganaderos, dos pais dos toureiros, dos toureiros, das dinastias, do carisma , da intuição....?

No meu modesto entender todos tem uma percentagem de culpa..
Têm sido transmitidas um numero razoável de corridas de toiros(ainda bem), e por estranho que pareça e ao contrario do que se poderia prever, não têm sido aproveitadas pelos novos valores  se afirmarem definitivamente como figuras, desperdiçando este veiculo  para  chegar a milhões de pessoas,   dando a conhecer  o seu toureio diferenciado dos demais, sem repetições, dando relevo á criatividade sem cair em exageros . Mas infelizmente salvo raras excepções , passa-se precisamente o contrário caindo inclusive no ridículo de se imitarem uns aos outros, no cavalo a subir o estribo, nos maus ladeares (tipo pescadinha de rabo na boca), no ajoelhar, nas piruletas ( não confundir com piruetas)....isto tudo sempre repetido, numa só corrida é demais...

Os jovens á espera de romper não se podem queixar muito de falta de oportunidades, porque mais ou menos, têm-nas tido e em praças importantes, tem faltado é o golpe de asa para romper, e esse golpe de asa, passa na minha opinião, por cada um definir uma linha de toureio próprio.


Para que os jovens toureiros meditem: “ Batista, L. Miguel da Veiga, Zoio, Emidio Pinto, Manuel Jorge de Oliveira, Moura, Paulo Caetano e João Ribeiro Telles, Joaquim Bastinhas, nada tinham em comum na sua concepção de toureio e foram figuras em simultâneo.

Joaquim e Marcos Bastinhas a duo- Os aficionados querem-nos de volta em 2018..


Veja a evolução do traje de tourear...


Toiros- Momentos impactantes...


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Funeral de Manuel Vinagre...

Cerimónias fúnebres de Manuel Vinagre esta terça-feira em Salvaterra de Magos

O funeral do jovem Manuel Vinagre realiza-se amanhã dia 5 pelas 12 horas em Salvaterra de Magos...

Fátima é já no dia 9...


P'ra que a terra não esqueça - Srª Dª Manuela Redondo...

A Srª Dª Manuela redondo faz o pleno de amizade e respeito no mundo taurino Português...
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Sou amigo desta senhora bem como do irmão e irmã há já algumas décadas, e tive a honra e o prazer de conhecer esse grande Português que foi o Senhor Carranca Redondo seu pai.
A afición pelo mundo dos toiros aproximou-me mais da Manuela, e por ser assim fui apreciando o seu estar no Mundillo, resolvendo agora, por ser de inteira justiça, juntá-la ás cinco mulheres de quem já escrevi "P'Ra que a terra não esqueça.

Não conheço nenhum aficionado, toureiro, forcado, ganadero ou empresário taurino, que não nutra por ela uma profunda simpatia, porque ela é neste tão complicado mundo do toiro uma mensageira da paz e transporta sempre consigo palavras de conforto, simpatia e respeito que não têm nada, mas mesmo nada de servilismo, antes são a imagem de alguém que está de bem com a vida.

Para compreender melhor a minha amiga Manuela Redondo, fui á procura de frases celebres de grandes figuras do pacifismo mundial, e encontrei as que vou citar de seguida, que encaixam perfeitamente na filosofia de vida desta SENHORA :

A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira.
Mahtma Gandhi

“Visto que nossa vida começa e termina com a necessidade de afeto e cuidados, não seria sensato praticarmos a compaixão e o amor ao próximo enquanto podemos?

Dalai Lama


A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.
Nelson Mandela



A sua forma de estar na festa, resume-se assim:

Antes de começar uma corrida deseja do fundo do coração sorte atodos com um sorriso inconfundível e reza por eles pondo a sua Fé ao serviço...

Quando terminam as corridas transborda de compreensão para com os que estiveram mal ou menos bem.

Raramente aceita convites seja para o que for, e se aceita é para não ser menos delicada.
Vai com o mesmo prazer a uma corrida no Alentejo profundo, como vai ao C. Pequeno, e quase sempre só, conduzindo o seu carro.
A sua energia  faz-me inveja. Um dia encontrei-a numa corrida perto de lisboa e disse-me que tinha ido de manhã á missa a Fátima e que depois da corrida ía ao "Rokc in rio" ouvir um cantor ou cantora de que não me lembro o nome.

Se pensarmos que é certo que a generosidade é a virtude de quem compartilha por bondade, se a educação se vê na forma como tratamos os outros, se é certo que a amizade se vê quando a felicidade de um amigo nos deleita, se juntarmos tudo isto numa só pessoa encontramos a Senhora Dª Manuela Redondo, e por pensar assim, escrevo estas humildes palavras dedicadas a ela, "P'RA QUE A TERRA NÂO ESQUEÇA"...

Ventura no C. Pequeno 2015 e em 2018 como será ????


Caracteristicas do toiro bravo...


Toiro ataca com fogo...


domingo, 3 de dezembro de 2017

Morreu o jovem Manuel vinagre

Mundo Equestre enlutado pelo falecimento de Manuel Vinagre

Vitima de um acidente quando participava num passeio a cavalo, faleceu Manuel Vinagre, grande esperança da disciplina de Dressage...

Malta dos toiros - Bom ano 2018...

Antes da lufa lufa da época Natalicia, já falamos do Natal e hoje falaremos do novo ano que se aproxima...

Passagem de ano 2017/18

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Aproximamo-nos a passos largos da passagem de ano 2017/18.
É quase obrigatório ser uma festa para toda a gente, vivida de várias maneiras consoante os gostos, as bolsas e os usos de cada um.
Nuns casos opta-se pelo convencional, do restaurante, casino ou clube privado, com fato e gravata e as senhoras com toillet a condizer. As cabeleireiras, esteticistas, manicures, massagistas e depiladoras (neste caso não sei pr’a quê nesta altura do ano), nestes dias não têm mãos a medir, e beneficiam o melhor que podem imagens gastas pela voragem do tempo.
Alguns casais acabam a noite bem, com revisão da matéria dada, outros nem tanto porque, os excessos de comes e bebes (neste caso incidindo mais nos homens) e as ciumeiras, porque o homem olhou mais e falou mais com fulana, e a mulher fez o mesmo com sicrano, seu ex namorado, levam a discussões feias..
Quanto aos excessos de uso da mesa ou do bar, as consequências resultam em:
1-     Mau hálito.
2-     Flatulências várias.
3-     Chibanços no carro ou em casa.
4-     Desbragamento de linguagem.
Qualquer destes casos não é edificante e arrasta o casal para um mau, péssimo ou mesmo horrível começo de ano.
Há ainda os que vão p’rá neve desfrutar dum frio do caraças, os que vão p’rá praia e não tomam banho, e os patuscos quiçá masoquistas, que mergulham no mar com a adrenalina da possível pneumoniazita.
A juventude quer é gozar, fazendo-se uns ás outras, outras aos uns, outros aos outros e outras ás outras, consoante a respectiva orientação sexual. Bebem tudo de esgalhão e alguns fumam uns charros.
Depois há aqueles que como eu quase se estão marimbando para a passagem de ano, mas não deixam de jantar á bruta, com os mesmos amigos com quem passam esta data há muitos anos, nunca em minha casa, onde não tenho árvore de Natal, nem presépio, nem Pais Natais enforcados nas varandas - até porque não tenho varandas -, nem luzinhas estendidas nos umbrais das portas, nem sininhos e coroasitas de verduras ou  raminhos com bolinhas encarnadas ou douradas nas portas.
Do ritual comum só alinho nas passas á meia noite e no (bom) espumante (não confundir com espumoso ou com chanpanhoca) que por tradição é a minha única e exclusiva bebida dessa noite.
Vamos celebrar o novo ano e deixar cair no esquecimento 2017, desejando que os talentos e as virtudes dos homens dos toiros, se tornem proverbiais.
Bom “Ano Novo” caros Leitores.

Toiro parte um poste de madeira e investe para a multidão...


Toiros- Umas vezes sorte, outras não...


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

P'ra que a terra não esqueça- Cesar Marinho...

Cesar Marinho - Um toureiro, um artista e um poeta...



P´ra que a terra não esqueça

Meu querido amigo César

Quis o destino dar-me o privilégio de me tornar teu amigo, há muitos, muitos anos atrás.

Conheci-te quando ainda eras novilheiro e como toda a gente naquela altura, vi (á época via pouco ou nada) ou por outra consegui ver, que em ti havia um artista em potência e todavia não conhecia o homem que estava por detrás do capote e da muleta.

Mais tarde já na Escola A. de Santarém comecei a conviver contigo, hora em Alpompé, ora no “Vargas”, ora no “Tintol”, ora no “central” ora onde calhava desde que fosse de preferência á noite.

Soube nessa altura que a tua carreira de novilheiro tinha sido interrompida, por motivo de grava doença e que tinhas regressado como bandarilheiro por influencia do Loiro (Gustavo).

A época na qual as esperanças que em ti depositavam os teus mestres - primeiro o distinto aficcionado Eng. Caldas de Oliveira e depois os irmãos Badajoz - tinha acabado de forma brutal e inglória.

Se é um facto que se perdeu um matador, não é menos verdade que se ganhou um subalterno diferente, na forma de tourear com arte e na forma de viver e pensar a vida.

Pensei já muitas vezes, sinceramente, que devias ter nascido em Sevilha, nessa terra onde a arte corre suavemente ou á bruta, como a água no leito do Guadalquivir.

O nosso comum amigo e enorme poeta ribatejano, Manuel Lima Monteiro Andrade, escreveu um dia um poema que começa assim

Minha mãe, eu canto a noite,
Porque o dia me castiga.
È no silencio da noite,
Que eu encontro a voz amiga.

Minha mãe, eu canto a noite
Como um barco que se afasta
E se perde no mar alto,
Ao pé da onda mais casta.

De certeza que ao escrever estes versos mais os outros igualmente soberbos que compõem o poema - talvez o que eu mais gosto de cantar no velhinho fado menor - fê-lo pensando em ti ou noutros artistas como tu, que na noite compõem poesia, caldeiam amizades e dão livremente asas ao pensamento na grandiosidade do barulho que os rodeia e na beleza do silencio duma qualquer pequenez.

Chegar de uma corrida á noite, parar em frente ao “Central” já fechado e ouvir que á tua voz acudia uma matilha de cães vadios, rodeando-te com mimos e desvelos (tratando-os cada qual pelo seu nome e com quem dialogavas), era um hino á natureza e ao verdadeiro amor aos animais.

Como toureiro não há muito a acrescentar ao que todos sabem.

Foste bandarilheiro de confiança do Gustavo, do Fernandinho Salgueiro, do Moura, do Bastinhas e saíste em Portugal com as máximas figuras Espanholas do toureio apeado, Juan Garcia Mondeño, Diego Puerta, Paquirri, Capea, Ruiz Miguel e tantos mais.

Toureaste em Sevilha com João Moura em 1984 corrida á qual eu assisti, e quando o cavaleiro foi trocar de cavalo, arreaste dois lances com a tua marca de artista e confidenciaste-me nesse dia que, quando te preparavas para rematar com uma meia Verónica, assaltou-te a ideia a tua condição de subalterno e soltaste a ponta do capote, mesmo assim esse público único no sentir, da “Real Maestranza”, reconheceu que estava ali um toureiro.

Para mim, a faceta toureira da tua vida como a de todas as dos outros a quem tenho escrito, não são da maior importância, por na maioria dos casos ser mais ou menos conhecida, importa-me muito mais o homem e a sua forma de estar no mundo, P’ra que a terra não esqueça.

Contigo e com mais alguns amigos, muitos deles infelizmente já desaparecidos, formámos “Os Marialvas” por concessão especial desse grande homem que serviu o regime com toda a lealdade, sem nunca dele se servir em proveito próprio, que deu outra dimensão a Santarém e ao Ribatejanismo.

Foi esse homem, Celestino Graça, de quem tu numa das muitas incursões pela poesia, escreveste:

Celestino de sua Graça,
Homem nobre e de bem,
Foste um Símbolo de raça
Da cidade de Santarém.

“Os Marialvas” tiveram na sua génese o Prof. Tavares, Zé Inês, Julio Pinhão, Jacinto Lico, Gustavo Zenkl, Fernando Cabral, Vitor Vargas, Zé Leiria, Carlos Lisboa, Fernando Chaperro, Picoto (Tokalon), Coelho, Mário negro, tu e eu próprio.

Nos anos seguintes já com construção definitiva, aderiram outros.

No primeiro ano montámos uma barraca na feira, coberta com oleados de camionetas e vedado com taipais, onde se cantava fado comia e bebia sem nada pagar, por compromisso assumido por nós tal como havia o compromisso igualmente assumido com o sr. Celestino Graça de lá dentro não haver zaragatas, e nunca houve ( cá fora era o que calhava).

Ninguém pagava, mas os visitantes ( muitos deles não os conhecíamos sequer) faziam ofertas de bebidas, enchidos, pão, lombos de porco, porcos inteiros, as velhas e tão portuguesas pataniscas etc. et. etc….

Funcionou aquela casa, sempre sem nada faltar, por mor ( palavra que significa, motivo, causa , razão – Diccionário de ling. Port. da texto editora) por mor dizia eu, da providência Divina. Só podia ser!!! E tu que não estivesses nesta…

Foste mais tarde com o sentimento profundo da gratidão o grande impulsionador de que ficasse este homem imortalizado na estátua que está na feira.

Do teu fino humor, não posso esquecer a propensão natural para pôr alcunhas. Ao Mandachuva começaste por chamar, “Plano de rega” passaste depois para “Mandachuva” e terminaste com o diminutivo “Manda”.

Ao teu companheiro de tantas tardes, Joaquim Gonçalves, alcunhaste-o de “Direitinho” ao Gustavo de “Loiro” e mais uns tantos que já se perderam na minha memória.

O teu relacionamento com o Gustavo era original. Duas personalidades tão dispares por vezes faziam faísca e foram várias as vezes que te despediste e ele te despediu.

Foste és e serás um homem de paixões, e por isso um dia despertou em ti esse sentimento em relação ao célebre cavalo “Kali- Kalan” que te conhecia mal entravas na cocheira e para quem tinhas sempre uma carícia guardada e uma palavra de ternura.

Levaste esta paixão ao exagero, ao ponto de não poderes ver um toiro a correr atrás dele na praça, que logo saltavas a cortá-lo. Uma vez na Nazaré tive com o Zé Zuquete a missão imcumbida pelo “Loiro” de não te deixarmos saltar quando isso acontecesse.

Vou terminar recordando aqui e agora com excertos da tua veia poética e da sensibilidade artística que sempre emanou de ti para orgulho dos teus amigos mesmo aqueles que convivendo contigo te conhecem mal por não te compreenderem.

Ao J. Moura escreveste:

A sonhar com toiradas,
Saltou do berço e montou,
Como num conto de fadas
João Moura Toureou

E ao toiro, esse nobre animal, razão primeira da tua arte e enfoque total da tua vida, escreveste:

Toiro preto e bragado
Bendito por sois e luas
Toiro da lua enamorado,
Que lhe beija as hastes nuas.

E numa premonição poética da morte, dedicaste á tua terra que outrora se chamou “Scalaabis” esta pérola.

O meu pedido de adeus,
Será um doce palpitar.
Teus amores serão os meus,
Num imortal acenar.

César és um artista, por vezes arredado da realidade, como é natural em quem foi bafejado com esse dom.

Èmile Zola disse um dia : “A arte é um canto da realidade visto através de determinados temperamentos”

Aprecio a tua forma de passar pelo mundo e pensando nela veio-me á ideia outra frase celebre, desta vez de Óscar Wilde: “É o apreciador não a vida, que a arte no fundo espelha”.

Para ti César Marinho, cidadão do mundo, nascido em 2 de Janeiro de 1934, amante da noite, testemunho da verdadeira amizade, poeta, toureiro, fadista e apaixonado incorrigível da beleza das coisas, aqui fica um pouco da tua vida P’ra que a terra não esqueça.


Dia 1 de Dez. - Este é o meu hino...

Antes de ouvir o hino, saiba quem foi Maria da Fonte..

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Maria da Fonte
 
 
Assim se chamou a revolução que rebentou no Minho em maio de 1846 contra o governo de Costa Cabral, mais tarde conde e marquês de Tomar. A causa imediata da revolta foram umas questões de recrutamento, e a proibição dos enterramentos feitos dentro das igrejas, em que desempenhou um papel irrequieto e activo uma desembaraçada mulher das bandas da Póvoa de Lanhoso, conhecida pelo nome de Maria da Fonte. Os tumultos multiplicaram-se, tomando afinal as proporções sérias duma insurreição, que lavrou em grande parte do reino. 


O maestro Ângelo Frondoni compôs por essa ocasião um hino popular, que ficou conhecido pelo nome de Maria da Fonte ou do Minho, que respirava um certo entusiasmo belicoso; e por muito tempo foi o canto de guerra do partido progressista em Portugal. Camilo Castelo Branco escreveu um livro com o título Maria da Fonte, que trata minuciosamente deste assunto. São também interessantes os Apontamentos para a historia da Revolução do Minho em 1846 ou da Maria da Fonte, pelo padre Casimiro. Na Biblioteca do Povo e das Escolas, o n.º 167 é a história da Revolução da Maria da Fonte, pelo Sr. João Augusto Marques Gomes. Um dos primeiros trabalhos do romancista sr. Rocha Martins intitula-se Maria da Fonte.



Cavalos- LORENZO- Este homem é um génio...


Que significa sonhar com cavalos ???


Toiros- Este safou-se agarrando um corno...