MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Cultura taurina em Idanha...

Dia 20 em Vila Boim...

Como eu vejo e sinto as touradas ..

Como eu vejo as corridas de toiros…


Foto M. J. Mil Homens
Na nobre arte da tauromaquia, todos querem o perfume da emoção e viver um espectáculo.


São as cortesias, as vénias, os campinos, as casacas para a cerimónia( ao estilo
d
e ls XV, ousadias de mantos bordados), cavalos de raça, valentes, em lide com toiros bravos. Tudo isto e muito mais torna a "FESTA" numa coisa linda.


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Nos pormenores das lides, há rostos fechados, toureiros apegados à sorte dos outros. Solidariedade de gente brilhante. 

Nas arenas da nossa terra, há corridas, ora com aplausos ora com silêncio e até com assobios. Vibra-se com a galhardia de pegar touros, por forcados destemidos. Cheira-se um perfume no santuário do respeito e do entusiasmo dos aplausos., que são símbulo de uma raça e de uma arte.

Olha-se em torno do redondel e as farpelas enchem o olho de cor, e o céu alarga-se. Cada pessoa tem o seu lugar, e em cada gesto, há um maneio. 
Quem enche a praça nem sempre sabe ao que vai. Mas há sol á tarde e á noite há luzes que iluminam. 

Toca a banda, quando a preceito se forma o bailado da corrida. Trocam-se cavalos. Na lide há um sorteio da vida. Uma vez boa, outras vezes a desilusão finda todo o empenho. 

Que mais?

 Nos aficionados há gente simples, gente de estirpe com nomes compridos, Ganaderos empreendedores ou não, mas sempre apaixonados, apoderados na rota de uma rivalidade nem sempre salutar.
Ombreia-se a alegria à vontade da lide perfeita. Os ferros sucedem-se, na labuta frenética de cada temporada. Na ribalta, o desembaraço de homens e mulheres são  personagens de uma narrativa de valentia. Eles e elas escolhem montadas para abrilhantar o seu estilo. Aroma de classe, lides mais repousadas. Toureio moderno, ou clássico nem sempre com a velocidade desejada, e que por isso altera ritmos e cadências.
O hino de Portugal tal como é actualmente, é todavia uma moda, ainda que não muito antiga, em tempos de crise de valores em que os Portugueses ao "deus dará", protestam por instinto sem convicções.

Após uma corrida ficam para sempre, as imagens artísticas debruadas com o sentimento do instante. 

É assim que tento ver as corridas em Portugal, com a glória calibrada pelo sentir de um povo, e não só com  lampejos de agrado.

D. M. Vidrié fala dos cavalos para tourear...


Tauromaquia popular- Concurso de Roscaderos...


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Pedro Goncalves visto por mim...

O toureiro, o Forcado, o aficionado, o mestre, o fadista e o amigo…





















Falar de Pedro Gonçalves é falar dum homem multifacetado, que viveu e vive a vida alegremente sem complexos.

O toureiro

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Como toureiro, foi só dos melhores da sua geração, pisando todas as principais praças de Portugal, Espanha e França.


O forcado

Como forcado dos Grupos de Azambuja e AP. Moita, executou pegas fantásticas, lembro-me de duas memoráveis em Cascais e Cartaxo.



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O mestre

Como mestre, basta dizer que os melhores bandarilheiros da actualidade passaram por si.

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O fadista

Tão fadista é o que canta o fado como o que o sabe ouvir. Pedro Gonçalves tem a paixão do fado que interpreta com raro sentimento.




O amigo

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Do Pedro como amigo, posso testemunhar o seu nobre conceito deste sentimento que nos une há dezenas de anos.

Pois é este homem que se despede das arenas no domingo---

De 6ª a domingo em Idanha...

Alguns aficionados trazem-me á ideia a essencia da revista "Óh tempo volta pra trás"...

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Ó tempo volta pra trás




Hesitei antes de escrever esta crónica, mas… não consigo calar a revolta pela forma como vejo tratada, não raras vezes com fundamentalismos, a geração actual do toureio a cavalo pelo simples facto de praticar um toureio diferente, um toureio moderno, tão do agrado do grande público, o que veio a tomar mais força depois dos êxitos do toureio clássico nesta temporada, interpretado por António Ribeiro Telles e Duarte Pinto, mas que não têm nada que ver com o respeito devido aos artistas independentemente da sua forma de interpretar o toureio, antes pelo contrário devia ser cada vez mais respeitada a diversidade. 

Cada geração tem as suas coisas boas e as suas coisas menos boas, e é importante o discernimento, para compreender as épocas que vamos atravessando ao longo da vida, sem saudosismos bacocos, recalcamentos visíveis ou mesmo complexos profundos.

As artes evoluem e em paralelo evoluem igualmente a forma de estar dos artistas no mundo, sem que isso diminua o valor de conceitos já estabelecidos.

Que pensaria Rembrandt de Picasso ou Dáli?

Que pensariam Mestre do Sardoal ou mais recentemente Malhoa de Gargaleiro ou de António Sena ou do meu amigo Mário Silva?

Que pensariam Artur Ribeiro ou Max de Abrunhosa?

Certamente que os pintores e cantores doutras épocas, ficariam estupefactos com conceitos tão diferentes das suas artes, mas por cortesia e inteligência, certamente que sem complexos, logo tentariam compreender essa realidade, analisando-a á luz do mundo actual.

Desancar no toureio moderno, na postura social-taurina dos artistas, nos critérios empresariais e ganaderos, da actualidade etc., é um desenquadramento inequívoco da realidade, que expressa na maioria dos casos um mundo de frustrações denso.

Na revista “Oh tempo volta p’ra trás”, ridicularizavam-se sentires semelhantes mas de forma não ofensiva, aquilo a que assisto hoje, é um desvirtuar com avinagramentos, próprio de quem se julga dono duma verdade única.

Não é preciso, e muito menos é de bom gosto, dizer mal de quase todos e quase tudo, para elogiar alguém, cantando em pindérico “Oh tempo volta p’ra trás”…

O porquê de Ventura engrandecer o rejoneio...


Vila Boim é um must...

Até as vacas bravas têm medo desta gente...