MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.

domingo, 28 de agosto de 2016

Parabéns Miguel Alvarenga...

O meu amigo Miguel cumpre hoje mais um aniversário



Não vou hoje e aqui reafirmar a minha amizade com o Miguel, porque para ele e para mim não é preciso, quero só em meu nome e em nome dos meus filhos, desejar-lhe a maior sorte do mundo e dizer-lhe que comigo conta sempre, como tenho provado ao longo da nossa vida.
A FESTA precisa de ti...

A propósito da nossa amizade, republico algo que escrevi algum tempo depois de ter este blogue:

 O Senhor Miguel Alvarenga é mesmo diferente


Vem esta croniqueta a propósito do seu comportamento a propósito do nosso blogue "sortesdegaiola".
Conhecendo o Miguel a minha falta de experiencia como chefe de redacção, tem com descrição, amizade e ausência de invejocas tão típicas de alguns, mandado “mails” para este vosso criado nos quais me alerta para erros ortográficos e não só.
A este comportamento, meus amigos, chama-se senhorio, e ao mesmo tempo dá-me ainda mais a certeza - nunca tive dúvidas - da nossa amizade.
A forma como se dirige a mim, começando normalmente por : “Oh Urso etc. etc. etc. é perfeita.
Este agradecimento público impunha-se.
Um abraço Miguel

João cortesão

Mont. o novo - Assim se fomenta a Festa...


Desde sempre, mesmo quando quase ninguém o fazia, que a empresa "Montemor é Praça cheia", levou a cabo espectáculos de oportunidade aos novos.

Vejam este video, e digam lá se há melhor maneira de fomentar a Festa...



Toiros - Capital do Baixo Mondego...

Estes(as) Franceses (as) são doidos (as)...


Jornal X - Os lambecus...

Mais um notável artigo do Professor Miguel Esteves Cardoso que publicados com a devida vénia..

 Resultado de imagem para miguel esteves cardoso
OS LAMBECUS

 Resultado de imagem para os lambecus

Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço».
Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores, os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc. ..
Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso. Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada.
O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu.
O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu.
Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu.
Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.
(…) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional.
O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês.”

Toiros - Um homem de sorte...


sábado, 27 de agosto de 2016

Fim de semana - Bastinhas - S. Manços e Soza......

S. MançosSoza (Vagos)

Moura Caetano, uma vez mais em ombros....

JOÃO MOURA CAETANO TRIUNFA EM ESPANHA...MAIS UMA SAÍDA EM OMBROS!




O cavaleiro João Moura Caetano voltou a triunfar esta tarde em Montehermoso, Cáceres, cortando duas orelhas e saindo em ombros. De realçar que nas duas lides houve petição para mais uma orelha em cada toiro.
O cavaleiro voltou a estar em grande destaque com duas lides muito completas e de grande entrega, foi certeiro na sorte de matar demonstrando também a excelente forma em que se encontra e a extraodinária quadra de cavalos que possui.
Foi uma tarde de triunfo numa temporada marcada pelos êxitos e por lides verdadeiramente históricas.
O mês de Setembro também promete com compromissos de verdade e de grande expectativa.

Toiros - Azar e sorte...


Mont. o Novo - N-ao basta parecer...

Montemor o Novo - Não basta parecer...

Não basta parecer empresário, é preciso sê-lo por inteiro, como o demonstra ano após ano a empresa "Praça Cheia" com aficcion, no critério que põe na feitura dos carteis, que são sempre garante de uma corrida digna...

 Resultado de imagem para cartel de montemor

O cavalo e a equitação toureira..

O cavalo e a equitação toureira...

O cavalo e a equitação no toureio
Resultado de imagem para equitação toureira
Este é o tema que vou desenvolver tentando atravessar a evolução deste nobre animal,  no mundo do toureio :                               
Vou começar com a abordagem de alguns pontos na nascença desta disciplina hípica ligada ao toureio, ou desta manifestação de arte tauromáquica, duas   designações que no fundo são uma e a mesma coisa.
Com facilidade - seguindo a lógica – chegamos aos primórdios do toureio a cavalo.
Torna-se evidente que o mesmo nasceu do contacto do homem montado,    na caça e na lide do gado no campo.
È igualmente evidente a utilização das raças autóctones para o efeito.
Esta actividade hípica veio mais tarde a ser ajustada ao treino dos cavalos para a guerra, sobretudo em Espanha e Portugal.
No nosso país a história data de vários séculos, e a selecção da raça hoje dita lusitana, tal como a própria equitação  á portuguesa têm vindo a evoluir como é natural.
O cavalo e a equitação que vemos nas gravuras antigas que representam torneios medievais, onde já se lanceavam toiros a cavalo, mostram-nos á evidencia, o que acabo de dizer.    
Quero acrescentar ainda a propósito desses torneios que exercícios  como a “cabeça do turco” e o “estafermo” eram óptimos para o desenvolvimento da destreza porque exigiam maleabilidade e domínio do cavalo, em ligeiras aproximações ao que no toureio lhe era exigido.
Assim é que no que diz respeito ao cavalo, ouve sempre a preocupação de produzir animais de dorso forte e não muito longo, pescoço desenvolvido, cabeça pequena,  grande agilidade, corvilhão baixo, boa espádua e bom rim que permitissem assim uma melhor reunião do animal, resultando daí um recuo do centro de gravidade, que conduzisse a que este se voltasse num mais pequeno espaço.
Diz-se e com razão que foi este cavalo tipo, que permitiu a vitória em muitas batalhas nomeadamente em Aljubarrota, quando quebrado que foi o quadrado, em que se dispunham as nossas tropas, logo atacámos pelos flancos rodando num palmo de terreno, apanhando assim o exército inimigo de surpresa.
Àh !!! esquecia-me de duas particularidades do nosso cavalo, quiçá o que mais o distingue das outras raças….
Trata-se da valentia e da agressividade…
 Com este tipo de cavalo foi criada a escola de toureio donde nasceram as sortes clássicas de toureio á Tira, á Meia Volta e em Terrenos Sesgados.
Logo que se começou a tourear de frente, ao piton contrário e mais tarde a quiebro, as dificuldades aumentaram no que toca ás montadas que na maioria eram deficitárias em elasticidade.
Começou aqui a era dos cavalos cruzados, mantendo-se sempre os lusitanos de eleição.
Quanto aos “luso-árabes” foi mais ou menos pacífica a sua utilização, já quanto aos “anglo-lusos” e aos “luso anglo árabes” as coisas complicaram-se pois que a própria forma de montar á portuguesa, devidamente escarranchado e unido ao arreio, fazia com que no momento do ferro, houvesse como que uma forte ajuda de “assiete”,   que levava a um comportamento brusco do cavalo.
No principio desta fase era vulgar encontrar cavaleiros menos académicos a desenrascarem-se melhor, perdoem-me o termo, por não se unirem tanto ás montadas e porque lhes davam maior liberdade na boca.
Até esta altura era escola empurrar os cavalos para cima da mão mantendo-os encostados ao freio.
Hoje este problema está mais ou menos esbatido em função da monte dos cavaleiros mais adaptada ao tipo de cavalo “cruzado Português”, que na maioria dos casos já leva também várias gerações de cruzamentos que levaram a uma consequente  adaptação com vista ao toureio,… enquanto que no que se refere á boca dos cavalos o novo conceito de liberdade criado pelos SR:s “gnral Phillis e Bauchet ”, foi desenvolvido no nosso país pela escola do  “general Jara de Carvalho”…… a que mais tarde Mestre Nuno de Oliveira deu profundidade e classe.
Hoje a realidade do cavalo cruzado é tal que já vemos pelo menos dois cavalos cruzados de hanoveriano a tourear, sendo um deles muito bom (curiosamente com o ferro da ass. De criadores de Aveiro) e o outro extraordinário.
 Em Espanha, a realidade foi diferente.
Até ao aparecimento de “D. António Canñero” farpeava-se o toiro em redondo ou em caracoleo que era quase a mesma coisa.
Cañero eis militar de cavalaria, trouxe para o toureio um misto da disciplina militar hípica e da doma vaquera a que aliou a espectacularidade dos ares de escola, sem nunca tirar o toureio a cavalo no seu país, do chamado numero do cabballito.
A base da sua equitação era primária, mas nem tanto como a defeniam os seus detractores, que a resumiam ao conceito de ferro á frente e ferro atrás, que se traduzia em grandes freios e grandes esporas.
Tinha no entanto a vantagem de ao enforquilhar-se na montura e raramente se unir a ela, pois o contacto era feito com as coxas apoiando-se permanentemente nos estribos, não interferia desse modo no dorso do cavalo.
Mais tarde, Angel Peralta, refinou este conceito e começou a fundi-lo com a equitação á portuguesa através do contacto com o Eng. José Samuel Lupi e das visitas que fazia com regularidade ao nosso país, bem como do contacto com mestre Diogo Serrão que  esteve uma temporada a trabalhar consigo..
Angel Peralta, homem superiormente inteligente, começou a comprar sementais em Portugal tendo hoje uma coudelaria da qual saem muitos cavalos toureiros.
 Foi no entanto com Diego Ventura e Pablo Hermoso de Mendonça que se deu a grande explosão do toureio a cavalo em Espanha e a afirmação plena do nosso cavalo.
Apareceram com  quadras quase exclusivamente  portuguesa.
 Aproximaram a sua equitação da nossa , tornando-se por isso e não só nos grandes importadores de novos conceitos do cavalo e da equitação.
Da “doma vaquera” aproveitaram como conseguir a sujeição, aliaram-lhe a flexibilidade e mesmo o arreio típico de Espanha que com Alvarito já tinha sofrido o enxerto do arção na frente (Quando montava o Òpus) com estes veio a sofrer ainda outra transformação que se traduziu no encaixe da concha numa base de cela portuguesa, ou numa montura mais leve e mais fina, que lhes permite uma maior ligação á montada.
Os franceses não têem uma história tão rica, no entanto têm a sua história que começa Nessa terra mágica a camarga, com esse ser extraordinário que é o celebérrimo “Crin Blanc”.
Depois do aparecimento do toureio a cavalo  com  Marie Gentis (a quem chamaram: L’amazone Fim de Siécle”que fez a sua aprendizagem com Alfredo Tinoco e José Bento Araujo, aquando da presença destes em Paris quando  aí tourearam vàrias vezes. Surgiu então Emma Callais Com Albert Lescot que toureou por toda a Espanha e até em Madrid e de quem d. Romano dizia ser tão bom como qualquer Espanhol incluindo Cañero. Teve este homem o mérito de fazer a transicção do crin Blanc para o berbere eternizando o cavalo “Marabut” desta raça.
Depois destes Surgem Charles FidanY e André Rebufatt que esses sim , pelo contacto com Simão da Veiga a quem vêm tourear e adquirem cavalos, começam a querer estabilizar a sua própria escola
Não quero acabar sem vos ler alguns pensamentos que são uma ternura sobre o cavalo, da autoria de Angel Peralta:
Abusando del comando se subleva el caballo
 Al caballo que mira de frente… le gusta la verdad de la bravura
 Los caballos que torean, desafían a la muerte bailando
 Los caballos sin voluntad, no se pueden dirigir
 La estrella de la espuela orienta al  caballo
 Al caballo, como al hombre, lo doma el tiempo
 
João Cortesão

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Crónica do C. Pequeno..

Um extraordinário curro de toiros "Grave" proporcionou um óptimo espectáculo


Resultado de imagem para cartel campo pequenoResultado de imagem para Joaquim Grave

A apresentação dos toiros esteve no limite máximo do bom, e o comportamento primou pela seriedade sem problemas de maior, parabéns ao ganadero.

ANT. RIBEIRO TELLES


Resultado de imagem para Antonio ribeiro telles

Nos compridos esteve bem sem grandes alardes, mas foi nos curtos e na forma como lidou ( escolha de terrenos e distancias) que sobressaiu a sua mestria. No 1º que lhe tocou, mais reservado, colocou ferros de valor, mas no 2º numa sequência em crescendo montado no "Alcochete" terminou com um ferro enorme de verdade e classicismo.

LUÍS ROUXINOL

 Resultado de imagem para luis rouxinol

Se nos compridos não arriscou além da vulgaridade, nos curtos com duas actuações de conceito distinto, teve dos melhores momentos que lhe vi ao longo da sua brilhante carreira que conheço desde que começou em amador.
No 1º toiro com um toureio em curto, teve óptimos ferros montado no "Douro"rematados com adornos brilhantes que empolgaram a assistência. No segundo toiro, começou o tércio de bandarilhas montado na "Viajante" com dois ferros de largo de antologia, seguindo até ao fim ao mais alto nivel.
Foi atribuído a este cavaleiro o prémio para a melhor lide.

MARCOS BASTINHAS

Resultado de imagem para marcos bastinhas

Recebeu os dois toiros com todo o valor á "portagaiola", mostrando entrega e determinação, e são seus os melhores ferros compridos da corrida. Bregou com acerto e distinguiu-se com um toureio baseado nas vantagens que deu aos toiros. No 1º toiro o tércio de banddarilhas foi preenchido com sortes sem enganos com o que isso tem de positivo. No 2º ( o menos claro da corrida junto com o 1º de Ant. R. Telles) optou por um toureio com batida, com bons ferros ( o 2º é excelente) e só não foi redonda a actuação, por o toiro ser um pouco tardo na investida.
A Espectacularidade e eficiência esteve presente nos pares a duas mãos.

FORCADOS :

O Grupo de Santarém a quem tocou quiçá o pior lote, resolveu os problemas sem brilhantismo

Resultado de imagem para jose maria bettencourt

O Grupo do Aposento da Moita, teve uma noite de estreia do seu novo cabo para recordar, com duas excelentes pegas á primeira uma pelo próprio José Maria Bettencourt  técnicamente prefeito ( ganhou incontestavelmente o prémio para a melhor pega) e outra de Ruben Serafim também em grande nivel...