MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.

sábado, 24 de setembro de 2016

FRANÇA - Memória...

Foi há 4 anos...

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O Conselho Constitucional francês avalizou hoje a legalidade das corridas de toiros no Sul do país, conforme a lei gala estipula há já muitos anos. OConselho pronunciou-se sobre a petição apresentada por duas associações de defesa dos animais, o Comité Radicalmente Anti-Corrida (CRA) e o grupo Direitos dos Animais (DDA), que exigiam a ilegalização das corridas de toiros no Sul de França e eram apoiados pelos actores Brigitte Bardot,Alain Delon e Jean-Paul Belmondo. Esta decisão ocorre precisamente cinco dias depois de o matador José Tomás (foto) ter protagonizado uma tarde histórica no Coliseu de Nimes, onde cortou 11 orelhas e um rabo e indultou um toiro, jornada que se converteu num acto de reivindicação a favor das corridas de toiros.

Forma original de recolher um toiro...


Curro Romero fala de toureiros...


Vaca defende a cria perante lobo...


Coruche - Bonito comunicado de NÉNÉ...

 Com o comunicado que transcrevemos em baixo, António Manuel Cardoso, dá uma lição de como se deve estar em defesa da FESTA.

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Vimos através do presente solicitar a máxima divulgação sobre o evento taurino que irá decorrer amanhã a partir das 17h00 em Coruche.
A Corrida de Toiros de Coruche é apoiada pelo Partido Político CDS-PP o que deixa todos os aficionados satisfeitos e envoltos neste evento. Isto porque, a tauromaquia tem sido defendida a vários níveis parlamentares e temos sempre conseguido defender a nossa causa e a nossa cultura portuguesa.
Assim, esta iniciativa do CDS-PP vem comprovar que a tauromaquia está cada vez mais viva e presente na vida dos Portugueses, sendo essencial marcar presença amanhã nesta Corrida da Defesa das Tradições.
Vem aos toiros a Coruche! Faz como o CDS-PP apoia a tua Nação... apoia a Tauromaquia!
Agradecemos toda a divulgação possível, apesar da Corrida não ser organizada por T&T temos que estar todos unidos em defesa da Festa Brava.


Cumprimentos Empresário António Manuel Cardoso



sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Corrida do CDS - De alexandria ao Cairo..

Obrigado CDS

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A propósito da corrida do CDS, partido a que não pertenço, hoje falarei sério, muito a sério mesmo.

Vindo-me á ideia a crise no médio Oriente, resolvi ler de novo o livro “ De Alexandria ao Cairo” de Eça de Queirós, livro esse a que me já referi várias vezes nos meus escritos.

A obra com 75 páginas é estupenda, como tudo o que foi escrito pelo autor ( sempre afirmei a minha paixão Queirosiana ) e lida hoje, dá-nos a possibilidade de compreender melhor o que se passa nessa zona do mundo.

As três principais classes sociais no egipto eram : “Fellahs, Sheiks e Paxás que aproximadamente equivalem hoje, Fellashs = operários e agricultores, Sheiks = classe média alta , comerciantes e  industriais, Paxás = grandes capitalistas e políticos”. Estas classes tinham privilégios e deveres que, projectados nos dias de hoje levaram ao estado actual com reflexos em todo o mundo árabe e não só. Atenção…

Senão Vejamos o que diz o autor:

Além do mais há as imposições repentinas.

 Para concluir uma obra, o Paxá impõe um tributo de 20 camelos, 200 homens e 20 jumentos. O Sheik chefe da aldeia faz a distribuição: os que podem pagar dão um Bakchich ( Suborno)  em ouro ao Sheik … e ficam pobres ; os que não podem pagar são entregues aos emissários do Paxá….”

O imposto é o terror do Fellah. Quando o Sheik deva um certo imposto toda a aldeia é solidária. De resto se o Sheik não apresenta a soma exigida, é bastonado até que o arrange”.

É evidente que há um certo paralelismo entre este retrato de Eça, se actualizado, e o que se vive com maior ou menor força nos países em crise.

O nosso país não foi invadido por  Nubios, Turcos, Persas, Búlgaros, Abissínios, Judeus, Arménios e Árabes do Magreb, como o Cairo a cidade “Das   mil e uma noites” ; mas foi invadido, por Ucranianos, Brasileiros, Romenos, Moldavos, Paquistaneses, Bielorussos, Chineses, Africanos e refujiados do médio Oriente.

Esta maciça invasão tenderá dentro de alguns anos a uma descaracterização de um povo, e mais ainda isso será evidente, se não se defender com unhas e dentes a nossa cultura e as nossas tradições.

Só há uma maneira de suplantar este sufoco, é agarrarmo-nos ao que é nosso, história, cultura e tradições, não deixando que meia dúzia de patetas destruam um passado de oito séculos que nos une, em nome de hipócritas sentimentos, que escondem complexos de inferioridade por não serem capazes de fazer o que fazem, os interpretes das diversas vertentes da arte de tourear. Sim meus amigos, porque o problema reside mesmo, nesses complexos e respectivos recalcamentos.

Os Paxás actuais( Pollitìcos )  estão-se cagando para a história e para tradição, e tudo o que é representado por meia dúzia de tipos barulhentos é aceite de bom modo para distrair, já que quem não protesta não incomoda e se ainda por cima essa maioria que não se manifesta, se entretém em brigas fúteis, como os Fellahs brigavam por um lugar no chão para se sentarem na praça ou por um odre cheio de água, mais facilitada está a vida dos Paxás que sem mundo vivido, sobrevivendo só por serem politiqueiros, cada vez mais são apátridas.

As forças gastas em guerrilhas e ódiosinhos dentro do planeta dos touros, têm que ser potencializadas na defesa da “Festa”, focada na sua resplandecente imaginação, sem fundamentalismos e rancores pessoais que se sobreponham aos interesses de todos.

A propósito de imaginação retirei mais este trecho do citado livro :

A imaginação que se não modifica, que se não civiliza, perpétua revoltada e perpétua nómada, a imaginação que depois de vencidas as paixões pelo código penal, tem que ser ainda, só ela, bárbara, valente , espontânea, natural e livre.

Temos que acreditar na imaginação dos empresários e bons toureiros, que os há e arrastam milhares, de forma bárbara se for preciso, valente, espontânea, natural e livre.   
Não podemos cair naquele estado a que os Árabes chamam “Kiéf”, que se resume numa espécie de desmaio vivo, em que a vida se torna passiva e o cérebro vive no fundo de um sonho. e por tudo o que acabo de escrever, muito obrigado ao CDS.

Sabado em cheio, dá pra ir ás duas...

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Uma á tarde outra á noite, dá para ir ás duas...

PADILLA - Sentimento é isto...



A dimensão humana e de popularidade de Juan José Padilla, reflecte-se no video que se segue, uma obra prima de sensibilidade..


Estou apaixonado por um cavalo...

Fixem este nome : "Firme da Caniceira".
Estou apaixonado por este cavalo de Mestre João Zuquete, pelos andamentos, pelo modelo e pela expressão á tourinha e á vaca mansa...






Colhida estúpida-Estava-se mesmo a ver..


Espanha - Triunfo da Ganad. J. Ramalho...

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Foram lidados toiros da ganadaria do Sr. João Ramalho em Vallado - Segóvia, pelos rejoneadores Ferrer Martin (2 orelhas) e J.Manuel Fernandez (1 orelha.). A duo, os dois rejoneadores cortaram uma orelha, tendo sido este toiro premiado com volta no arrasto.
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Toiros - Há gente com sorte...


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Mundillo - Manual dos prefeitos cabrões...


No mundillo, o manual dos perfeitos cabrões obriga-os a ter graça, e as instruções dos perfeitos sacanas, obriga-os a uma hipotética serenidade fininha

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Por estas duas posturas, passa o comportamento de alguns aficionados e críticos que procuram intervir na FESTA . Há também os genuínos, mas embora em grande quantidade, não são relevantes por não darem muito nas vistas. E há ainda os frustrados, que atacam tudo de mau modo, principalmente aqueles que fazem aquilo que eles não foram capazes de fazer. Por fim há os que andam na Festa por bem - que felizmente têm maior expressão -, estes representam a "maioria silenciosa", que não precisa de se tornar notada nem de se promover.

Em todos estes grupos existem aficionados verdadeiros - naturalmente, mais nuns desses grupos que noutros -, que são todos os que vivem o silencio duma praça de toiros, silencio que traz consigo uma onda de prazer e a subtil nostalgia da espera que o anunciou, terminando na arte que dia a dia é estilhaçada mas que acaba sempre por ser reconstruída ...

Falar de tauromaquia é um exercico quase sempre sem nexo, porque para um aficionado, não é belo o que é belo, mas sim aquilo que lhe agrada, além disso, os que mais sabem são os que menos falam, e os mais ignorantes são os que mais falam, e ainda por cima falam alto... 

Termino afirmando que tenho especial simpatia, pelos perfeitos cabrões e pelos perfeitos sacanas, gabo-lhes os exercicios de pensamento e também porque alegram a Festa...