MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Estremoz - Corrida televisionada....
Este ano vão ser televisionadas mais corridas.
A primeira será em Maio em Estremoz...
Boa noticia para os aficionados Estremocenses...
Moita - É já amanhã....

Amanhã 5ª feira deve ficar resolvida a questão da entrega da exploração da praça da Moita. Deverá haver muita pedra a partir, porque nestas sociedades por quotas há sempre vários pontos de vista em confronto, e muitas vezes formam-se grupos de pressão para medir forças, para que fique claro quem manda...
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Luís Duque está de luto...
O Dr. Luís Duque, grande aficionado e ex empresário do Campo Pequeno, está de luto pela morte súbita de seu filho.
"Sortesdegaiola" envia ao Dr. Luís Duque um abraço.
Sonhei como o MUNDILLO podia ser difrente...
Pelos caminhos sem fim do pensamento
Já várias vezes citei nos meus artigos, Manuel Lima Monteiro Andrade, ex forcado do grupo de Santarém, grande aficcionado, homem apaixonado pelo seu Ribatejo e poeta enorme, que tão cedo nos deixou.
Já um dia escrevi que o seu livro de poemas tal como outros 5 ou 6 ( aos quais juntei recentemente (de Alexandria ao Cairo de Eça de Queirós) nunca sai da minha mesa de cabeceira.
Há dias voltei a abrir a sua obra e parei nuns versos seus que começam assim:
“Na paz sossegada do meu quarto
Fecho os olhos, ás vezes sonolento
E sozinho, sonho e parto
Pelos caminhos sem fim do pensamento”.
Sem querer, segui sonolento e sozinho, pelos caminhos infinitos do pensamento.
Nessa viagem sonhei como seria bom que todos os empresários fossem dinâmicos, empreendedores e inovadores.
Sonhei como seria edificante que as agressões físicas desaparecessem por completo do universo do “mundillo”.
Sonhei com o fim total e absoluto da inveja e consequentemente do ciúme, que apequena os que dela fazem uso, tornando-os dementes e mal formados.
Sonhei que cada artista - ainda que não negando as fontes onde bebeu -, tinha enveredado por soltar a sua arte genuína sem imitações.
Sonhei que se passaram a respeitar sériamente as tradições e as escolas de equitação e toureio, numa demonstração cabal de afirmação por inteiro da nossa cultura e da nossa história.
Sonhei que as associações de classe tinham passado a defender todos os seus associados por igual, não beneficiando alguns em detrimento de outros, e muito menos servirem de respaldo a caprichos pessoais de uns tantos.
Sonhei que a imprensa tinha deixado o comodismo, o politicamente correcto, o tíbio encosto ao poder, em suma o cinzentismo… mesmo continuando a não ser totalmente independente. Dizer-se que determinado órgão da imprensa é independente, é utópico… Digo eu!!!…
Sonhei que todo o mundo taurino se tinha virado para o apoio verdadeiro aos jovens toureiros, sem a hipocrisia do: “ bla, bla, bla… porque é jovem” (como escreveu um dia M. Esteves Cardoso).
Sonhei ver os anti taurinos preocupados finalmente com problemas humanos gravíssimos, que os há, em detrimento da “pachanguice” e dos atentados á liberdade de cada um sem respeito pelas arte, história e tradição.
Sonhei que tinha passado a haver tantas iniciativas de apoio á divulgação, promoção e esclarecimento do toureio a cavalo e dos forcados, como há do toureio apeado.
Sonhei que o Europeismo se circunscrevia á economia e á estratégia militar e não se tinha tornado numa AZAE fria e global.
Acordei então, e rapidamente descobri a verdade fria das palavras do poeta que passo citar, e que entremeio com uma consideração pessoal:
“Que mundos tão diferentes!...”
(E aqui acrescento o tal aparte) A realidade… e o sonho que me transportou a:(no dizer do meu amigo Manel)
Imagens sublimes e grandiosas
Recantos perdidos e atraentes
Praias de águas deleitosas…”
E agora termino com os versos que fecham o poema que me inspirou.
“No fundo sei apenas que vivi
O sonhar dum sonho transitório e brando”.
Irmãos TRAVESSAS apoderam Tiago Martins e Andreia Oliveira...
O Cavaleiro Tiago Martins que recentemente tomou a alternativa em Abiúl e a cavaleira amadora Andreia Oliveira, passam a ser apoderados pelos irmãos Travessas...
A prótoiro fez finalmente alguma coisa ...
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
A "Festa " Num País doente ....
A "FESTA" num País doente...

Oh meu país guerreiro e mareante,
Oh meu país de montes e trigais,
Descansa nos meus braços um instante
E diz-me por favor aonde vais…
Começa assim um poema extraordinário de Maria Manuel Cid que, num momento de desalento, olhou para o menos bom que se estava a passar no nosso país e recordou valores que, na sua opinião, deviam acompanhar o amor Pátrio.
Nestes últimos anos a crise económica está a ser acompanhada (ou decorreu mesmo) duma crise de valores.
Os políticos não protegem como seria seu dever a Cultura e a arte nacionais.
Muitos de nós vivem (ou convivem) com a inveja surda, com a maledicência rosnada e com a impossibilidade de reconhecer valor a quem o tem.
Parece que é atávico.
Por pensar que é assim lembrei-me de escrever esta crónica, que foi precipitada por três assuntos distintos e actuais que passo a expor:
1º - Porque será que os nossos políticos, Presidente da República incluído, deixaram pura e simplesmente de ir aos toiros , excluindo, justiça seja feita, o Dr. Pedro Santana Lopes e o Dr. Elisio Sumavielle, quando há anos atrás se pavoneavam nas corridas de postin? Perderam a aficcion? Iam ás corridas por oportunismo político? Ou pura e simplesmente não dão atenção nem têm respeito pela nossa cultura e as nossas tradições, desprezando assim valores que são a alma de qualquer povo, em nome duma “normalização” asséptica intencionalmente concebida pelos euroburocratas duma ASAE global da cultura.
Cá para mim, os políticos abandonaram com o despudor e a impunidade que lhes toleramos distraidamente, as obrigações que têm para com quem os elegeu, esquecendo-se das suas obrigações de cidadania.
2º - A imprensa generalista cultiva por sistema a hipertrofia do “desporto”, das tragédias de faca e alguidar, e dos jogos e concursos circenses ou indecorosos (casa dos segredos), entremeando com a pedagogia subliminar do politicamente correcto e das éticas que não são heréticas.
A prova do que acabo de escrever está nesta paisagem metodicamente adormecida, fazendo fé nos horários nobres e nas primeiras páginas espevitadas de escândalos de um dia e indignações de uma semana (tragédia do Meco ), que desaparecem num esquecimento mole, silenciando umas vagas rosnadelas sonolentas contra o sistema.
Estaremos de facto sob o efeito de uma maldição secular que torna permanentemente actuais os desalentos de Ramalho Ortigão, do Eça, de Guerra Junqueiro, de Antero e de todos aqueles que, há séculos, reflectem uma “Paísa”, não um País, com os contornos de Bordalo Pinheiro. Não existe quase nada de positivo num país, onde não existe quase nada de perene num povo sem memória, nem nervo, nem causas. Que adormecida apatia nos reduziu a esta dimensão exígua? A este deixa andar, a esta resignação lorpa?
Como é possível que a alta condecoração atribuída há poucos anos pelo governo Francês ao Dr. Filipe Graciosa, seja calada por toda a Imprensa, menos o falecido “Farpas”.
Será que temos tanta gente que nos honre, a ser distinguida no estrangeiro com altos galardões?
Custa a acreditar…
3º - Muitos aficionados criticam há já vários anos, o facto de as empresas não inovarem os carteis.
Numa corrida TV realizada há vários anos em Coruche, Manuel Gonçalves inovou, escolheu 6 dos melhores cavaleiros da nova geração e jogou com a vertente emocional de se tratarem de filhos netos e sobrinhos de grandes nomes do toureio a cavalo. O público não respondeu como se esperava, infelizmente para a “Festa”, e não faltou quem o atacasse.
O Campo Pequeno tem insistido em montar corridas com matadores,com resultados quase desastrosos na tentativa de inovar e projectar o toueio apeado.
João Pedro Bolota organizou um concurso de pegas e foi boicotado.
Estes três exemplos tiveram como resposta quase generalizada a criticazinha biliosa que está em moda, a exemplo do que sucede com a incapacidade míope e mesquinha de reconhecer o devido valor a quem arrisca.
Chegámos a um ponto em que estamos todos fartos uns dos outros, prontos a cada momento para iniciar uma discussão ou uma escaramuça, o que me trás á memória um amigo meu que dizia há dias, ter a sua relação com a ex mulher chegado a uma deterioração tal que, quando ele de manhã ao acordar lhe dizia “Bom dia”, ela respondia: “Já começas ?…”
Termino com a última quadra do poema que me inspirou, para esta crónica que deixo ao meu país em crise (sobretudo de valores):
O teu corpo cansado está doente,
O tempo para viver não é demais;
Pára de rir assim tão doidamente
E diz-me por favor aonde vais…

Oh meu país guerreiro e mareante,
Oh meu país de montes e trigais,
Descansa nos meus braços um instante
E diz-me por favor aonde vais…
Começa assim um poema extraordinário de Maria Manuel Cid que, num momento de desalento, olhou para o menos bom que se estava a passar no nosso país e recordou valores que, na sua opinião, deviam acompanhar o amor Pátrio.
Nestes últimos anos a crise económica está a ser acompanhada (ou decorreu mesmo) duma crise de valores.
Os políticos não protegem como seria seu dever a Cultura e a arte nacionais.
Muitos de nós vivem (ou convivem) com a inveja surda, com a maledicência rosnada e com a impossibilidade de reconhecer valor a quem o tem.
Parece que é atávico.
Por pensar que é assim lembrei-me de escrever esta crónica, que foi precipitada por três assuntos distintos e actuais que passo a expor:
1º - Porque será que os nossos políticos, Presidente da República incluído, deixaram pura e simplesmente de ir aos toiros , excluindo, justiça seja feita, o Dr. Pedro Santana Lopes e o Dr. Elisio Sumavielle, quando há anos atrás se pavoneavam nas corridas de postin? Perderam a aficcion? Iam ás corridas por oportunismo político? Ou pura e simplesmente não dão atenção nem têm respeito pela nossa cultura e as nossas tradições, desprezando assim valores que são a alma de qualquer povo, em nome duma “normalização” asséptica intencionalmente concebida pelos euroburocratas duma ASAE global da cultura.
Cá para mim, os políticos abandonaram com o despudor e a impunidade que lhes toleramos distraidamente, as obrigações que têm para com quem os elegeu, esquecendo-se das suas obrigações de cidadania.
2º - A imprensa generalista cultiva por sistema a hipertrofia do “desporto”, das tragédias de faca e alguidar, e dos jogos e concursos circenses ou indecorosos (casa dos segredos), entremeando com a pedagogia subliminar do politicamente correcto e das éticas que não são heréticas.
A prova do que acabo de escrever está nesta paisagem metodicamente adormecida, fazendo fé nos horários nobres e nas primeiras páginas espevitadas de escândalos de um dia e indignações de uma semana (tragédia do Meco ), que desaparecem num esquecimento mole, silenciando umas vagas rosnadelas sonolentas contra o sistema.
Estaremos de facto sob o efeito de uma maldição secular que torna permanentemente actuais os desalentos de Ramalho Ortigão, do Eça, de Guerra Junqueiro, de Antero e de todos aqueles que, há séculos, reflectem uma “Paísa”, não um País, com os contornos de Bordalo Pinheiro. Não existe quase nada de positivo num país, onde não existe quase nada de perene num povo sem memória, nem nervo, nem causas. Que adormecida apatia nos reduziu a esta dimensão exígua? A este deixa andar, a esta resignação lorpa?
Como é possível que a alta condecoração atribuída há poucos anos pelo governo Francês ao Dr. Filipe Graciosa, seja calada por toda a Imprensa, menos o falecido “Farpas”.
Será que temos tanta gente que nos honre, a ser distinguida no estrangeiro com altos galardões?
Custa a acreditar…
3º - Muitos aficionados criticam há já vários anos, o facto de as empresas não inovarem os carteis.
Numa corrida TV realizada há vários anos em Coruche, Manuel Gonçalves inovou, escolheu 6 dos melhores cavaleiros da nova geração e jogou com a vertente emocional de se tratarem de filhos netos e sobrinhos de grandes nomes do toureio a cavalo. O público não respondeu como se esperava, infelizmente para a “Festa”, e não faltou quem o atacasse.
O Campo Pequeno tem insistido em montar corridas com matadores,com resultados quase desastrosos na tentativa de inovar e projectar o toueio apeado.
João Pedro Bolota organizou um concurso de pegas e foi boicotado.
Estes três exemplos tiveram como resposta quase generalizada a criticazinha biliosa que está em moda, a exemplo do que sucede com a incapacidade míope e mesquinha de reconhecer o devido valor a quem arrisca.
Chegámos a um ponto em que estamos todos fartos uns dos outros, prontos a cada momento para iniciar uma discussão ou uma escaramuça, o que me trás á memória um amigo meu que dizia há dias, ter a sua relação com a ex mulher chegado a uma deterioração tal que, quando ele de manhã ao acordar lhe dizia “Bom dia”, ela respondia: “Já começas ?…”
Termino com a última quadra do poema que me inspirou, para esta crónica que deixo ao meu país em crise (sobretudo de valores):
O teu corpo cansado está doente,
O tempo para viver não é demais;
Pára de rir assim tão doidamente
E diz-me por favor aonde vais…
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
A lenda de Erectila e o toureio Clássico...
A lenda de ERECTILA e o toureio clássico

No tempo da perseguição aos cristãos, um imperador mandou prender mais uns milhares de cristãos e resolveu dar outro grande espectáculo no circo.
No fundo das húmidas masmorras os fieis não lamentavam a sua sorte, havendo mesmo os que pediam aos guardas para os flagelarem, para que quando mortos pelas feras, estarem mais limpos e purificados dos seus pecados ( nesse tempo ainda não havia o detergente “CONFISSÃO” que lava os pecados de adultério, assassínio, roubo, pedofilia, abortamentos, chulice, etc.etc. etc.).
No meio dos cativos estava uma jovem de nome “ERECTILA”, que tinha feito o voto de se conservar virgem (ela lá sabia porquê… ), não se maculando com nenhum homem nem que fosse um do tipo Cristiano Ronaldo, e que permanecia cada vez mais calma e serena, á medida que chegava a hora de todos serem lançados ás feras.
O espectáculo começou; entrou um bando de judeus na arena e os leões e os tigres paparam-nos. O segundo numero foi passado a papel químico do primeiro. No terceiro numero entra “ERECTILA” e os leões papam todos os cristãos, como nos dois números anteriores, mas não tocaram na virgem.
O Imperador chateado com o que estava a ver, deixa ERECTILA sozinha no meio da arena e manda soltar novos leões e tigres famintos, que ao vê-la, se põem a rastejar na sua direcção acabando por lhe lamber… os pés como reza a história. Foi então que o Imperador levantou o dedo polegar poupando-a á morte.
O povo calmamente começou então a abandonar as bancadas, por sinal bem mais cómodas do que as de algumas praças de toiros, e é então que Erectila se vira para o publico e diz: “Então não há umas palmitas nem umas florezitas para a artista? Porra!!!… “
Projectando esta história parodiada de uma lenda, no mundillo, lembro-me o efeito do classicismo do toureio puro e duro, quando despido do virtuosismo da espectacularidade.
Efectivamente ser virgem hoje, só por si, não trás valor acrescentado, do mesmo modo que ser clássico só por si, será para muitos pouco mais que banal.
O clássico de hoje, era tido como modernissimo há setenta anos, e moderno quando apareceu o Mestre Batista.
Sei que muitos não concordarão comigo, mas estou convencido de que terão os toureiros clássicos que trabalhar mais a espectacularidade, para que o público se entregue doutra maneira ao seu labor ( será bom recordar a propósito, como mestre João Nuncio citava os toiros).
É fundamental que os toureiros façam chegar a sua mensagem, senão nem palmitas nem florezitas, sujeitando-se em consequência, que as suas actuações passem despercebidas.
O público quer arte e valor mas também quer espectáculo.
“ERECTILA” se tem dado a entender por gestos ou mesmo por palavras que se salvou por ser virgem voluntariamente, e não por ser feia (vulgo um coiro) ou por caturrice ou por ser assexuada, teria tido outro êxito no seu desempenho. A virgindade apresentada a seco como ela fez, só lhe deu o sucesso devido, no Céu…
Será lógico defender, que alguns se contentem com as feras que de rastos lhes lambem… os pés ( apaniguados puros e duros ) enquanto o grande público pouco lhes liga, esperando somente a reacção do publico ao seu trabalho, no Céu? Cá para mim acho que não, porque dou como certo que as virgens têm voo directo para o paraíso, porém, já o mesmo não acontece com os toureiros clássicos puros.
Virgindade é e será sempre uma virtude, mas se há ainda hoje uma minoria que a valoriza, a maioria não lhe dá grande importância, havendo mesmo muitos que a consideram uma “pesadilla”, e é projectando este raciocínio no toureio clássico, que prevejo neste igualmente uma “pesadilla”, ou quase…

No tempo da perseguição aos cristãos, um imperador mandou prender mais uns milhares de cristãos e resolveu dar outro grande espectáculo no circo.
No fundo das húmidas masmorras os fieis não lamentavam a sua sorte, havendo mesmo os que pediam aos guardas para os flagelarem, para que quando mortos pelas feras, estarem mais limpos e purificados dos seus pecados ( nesse tempo ainda não havia o detergente “CONFISSÃO” que lava os pecados de adultério, assassínio, roubo, pedofilia, abortamentos, chulice, etc.etc. etc.).
No meio dos cativos estava uma jovem de nome “ERECTILA”, que tinha feito o voto de se conservar virgem (ela lá sabia porquê… ), não se maculando com nenhum homem nem que fosse um do tipo Cristiano Ronaldo, e que permanecia cada vez mais calma e serena, á medida que chegava a hora de todos serem lançados ás feras.
O espectáculo começou; entrou um bando de judeus na arena e os leões e os tigres paparam-nos. O segundo numero foi passado a papel químico do primeiro. No terceiro numero entra “ERECTILA” e os leões papam todos os cristãos, como nos dois números anteriores, mas não tocaram na virgem.
O Imperador chateado com o que estava a ver, deixa ERECTILA sozinha no meio da arena e manda soltar novos leões e tigres famintos, que ao vê-la, se põem a rastejar na sua direcção acabando por lhe lamber… os pés como reza a história. Foi então que o Imperador levantou o dedo polegar poupando-a á morte.
O povo calmamente começou então a abandonar as bancadas, por sinal bem mais cómodas do que as de algumas praças de toiros, e é então que Erectila se vira para o publico e diz: “Então não há umas palmitas nem umas florezitas para a artista? Porra!!!… “
Projectando esta história parodiada de uma lenda, no mundillo, lembro-me o efeito do classicismo do toureio puro e duro, quando despido do virtuosismo da espectacularidade.
Efectivamente ser virgem hoje, só por si, não trás valor acrescentado, do mesmo modo que ser clássico só por si, será para muitos pouco mais que banal.
O clássico de hoje, era tido como modernissimo há setenta anos, e moderno quando apareceu o Mestre Batista.
Sei que muitos não concordarão comigo, mas estou convencido de que terão os toureiros clássicos que trabalhar mais a espectacularidade, para que o público se entregue doutra maneira ao seu labor ( será bom recordar a propósito, como mestre João Nuncio citava os toiros).
É fundamental que os toureiros façam chegar a sua mensagem, senão nem palmitas nem florezitas, sujeitando-se em consequência, que as suas actuações passem despercebidas.
O público quer arte e valor mas também quer espectáculo.
“ERECTILA” se tem dado a entender por gestos ou mesmo por palavras que se salvou por ser virgem voluntariamente, e não por ser feia (vulgo um coiro) ou por caturrice ou por ser assexuada, teria tido outro êxito no seu desempenho. A virgindade apresentada a seco como ela fez, só lhe deu o sucesso devido, no Céu…
Será lógico defender, que alguns se contentem com as feras que de rastos lhes lambem… os pés ( apaniguados puros e duros ) enquanto o grande público pouco lhes liga, esperando somente a reacção do publico ao seu trabalho, no Céu? Cá para mim acho que não, porque dou como certo que as virgens têm voo directo para o paraíso, porém, já o mesmo não acontece com os toureiros clássicos puros.
Virgindade é e será sempre uma virtude, mas se há ainda hoje uma minoria que a valoriza, a maioria não lhe dá grande importância, havendo mesmo muitos que a consideram uma “pesadilla”, e é projectando este raciocínio no toureio clássico, que prevejo neste igualmente uma “pesadilla”, ou quase…
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Crónica do Festival de Mourão...

Como sempre montado com bom gosto aliado a vários motivos de interesse, o festival não defraudou..
Ficaram para a história, a seriedade de DUARTE PINTO, o desembaraço de JOANA ANDRADE. a Toureria de FERRERA, apontamentos da arte de MORA, o profissionalismo de CASQUINHA e a alegria e bons modos de JANITO, além da prestação digna do Real Grupo de MOURA...
Os Novilhos "GRAVE cumpriram na generalidade, destacando-se o ùltimo.
| CASA ESGOTADA !!!... |
Perante o maior da corrida ( e o mais velho), que não transmitia, desenvolveu uma lide correcta em que procurou sempre dar vantagens ao astado. Nos curtos não podia estar melhor, e dos cinco que cravou, 4 foram extraordinários dentro do possivel e só um não atingiu esse nivel.
Duarte Pinto cada vez mais um toureiro para aficionados....
JOANA ANDRADE
Embora diminuída fisicamente ( deu a volta á arena apoida numa canadiana) desenvolveu um toureio alegre e terminou com um violino de boa execução. O novilho saiu com pata, mas a cavaleira mesmo sbendo que estava numa arena de dimensões reduzidas, deu a volta a problema e impôs-se.
António Ferrera
"Chama-se António Ferrera e é toureiro de Verdade".
Viveu todos os momentos do festival com se fossem seus, toureou de capote com bom gosto, bandarilhou com á vontade e a espectacularida que o impôs como grande figura desse tércio, e na muleta deu a volta ao novilho de menos qualidade dos 4 da lide apeada, acabando por conseguir que ele investisse ao ganhar-lhe o sitio.
David Mora
Alavancou ao espectáculo, momentos de arte. Mostrou a sua finura de toureiro mas não teve uma tarde redonda.
N. CASQUINHA
Depois de tudo o que tem vindo a público da sua estada no PERÚ, era grande a curiosidade de o ver.
Toureou bem, mostrou que está toureado e que tem o seu lugar no nosso País. É um toureiro que agrada, decidido e alegre.
EL JUANITO
Não acusou a resposabilidade e mostrou que tem maneiras. Criou empatia com o público ( e isso não se ensina) teve bons momentos com a muleta. Pode estar na forja um toureiro. Eu acredito...
O Real Grupo de Moura pegou bem os 2 toiros que não apresentaram problemas. Mais não lhe era exigido...
Cavaleiros de elite falam das suas experiencias..
Rouxinol Jr....
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