MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Apresentação da quadra de Parreirita para 2019 dia 26/1
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Diferenças dasTauromaquias Espanhola e Portuguesa - Por J. Cortesão
São várias as diferenças, e as que vou apontar não constituem criticas mas tão só constatações…

Em Espanha e França matam-se os toiros, no nosso País não.
Em Portugal hoje, quase não se anuncia uma corrida sem lhe acoplar uma homenagem, com o correspondente leque de discursos antes de começar a corrida ou no meio desta. Lá fora as homenagens são raríssimas.
Em Espanha, suas Majestades os Reis e a família Real vão aos toiros e mostram admiração e respeito pelos toureiros, em Portugal o "Marcelo da Vichyssoise" telefona á Cristina Ferreira, mas não vai aos toiros nem envia os pêsames á família Bastinhas.
Em Espanha, desde a maior figura de rejoneio ao mais modesto, todos sacam cavalos em Passage e Piaffer nas cortesias, em Portugal, chega-se a assistir a cortesias de corridas formais em que nenhum dos cavalos apresentam esses ares de escola.
Há mais fotógrafos na trincheira do C. Pequeno do que em Madrid, Sevilha, Nimes, etc.
Portugal é o país onde se fazem mais fotos na trincheira de empresários com toureiros figuras.
Em Espanha e México existem várias associações de toureiros, ganaderos, empresários e afins. Em Portugal, quiçá inspirados na unicidade sindical defendida ao extremo pelo PC em 1975, só há uma associação de cada grupo de interessados na FESTA...
Em Espanha, México e França, não há altifalantes para anunciar os nomes dos toureiros, das ganadarias a que pertencem os toiros que vão sair á arena e muito penos a frase tão portuguesa "Prá cara vai fulano..", quando se trata dos Forcados.
Só me lembro de altifalantes nas corridas organizadas pelo meu especial amigo M. Gonçalves em Franca, onde eram anunciados os forcados da cara assim : "Fulano tal de 18 ( 19, 20 mas nunca mais que 23 anos) étudiant á Lisbone. Lembro-me de ter ouvido o anuncio de um forcado de nome Leitão assim : " E maintenant Fulano … Cochon de Lait, 21 ans, étudiant á Lisbonne"....
Nos outros Países taurinos, os fotógrafos que estão na trincheira limitam-se a fotografar os artistas em acção, por cá dedicam-se ao social e também tiram por vezes fotos aos toureiros.
Por cá interiorizou-se que aparecer nas colunas sociais da imprensa da especialidade dá estatuto, no resto do mundo taurino não….
Lá fora só se fazem passagens de modelos nas arenas, em dias especiais e exclusivamente em espectáculos vocacionados para o efeito…
Nota : Hã muito mais diferenças mas por agora vão só estas. Talvez lá mais para diante publique mais umas tantas...

Em Espanha e França matam-se os toiros, no nosso País não.
Em Portugal hoje, quase não se anuncia uma corrida sem lhe acoplar uma homenagem, com o correspondente leque de discursos antes de começar a corrida ou no meio desta. Lá fora as homenagens são raríssimas.
Em Espanha, suas Majestades os Reis e a família Real vão aos toiros e mostram admiração e respeito pelos toureiros, em Portugal o "Marcelo da Vichyssoise" telefona á Cristina Ferreira, mas não vai aos toiros nem envia os pêsames á família Bastinhas.
Em Espanha, desde a maior figura de rejoneio ao mais modesto, todos sacam cavalos em Passage e Piaffer nas cortesias, em Portugal, chega-se a assistir a cortesias de corridas formais em que nenhum dos cavalos apresentam esses ares de escola.
Há mais fotógrafos na trincheira do C. Pequeno do que em Madrid, Sevilha, Nimes, etc.
Portugal é o país onde se fazem mais fotos na trincheira de empresários com toureiros figuras.
Em Espanha e México existem várias associações de toureiros, ganaderos, empresários e afins. Em Portugal, quiçá inspirados na unicidade sindical defendida ao extremo pelo PC em 1975, só há uma associação de cada grupo de interessados na FESTA...
Em Espanha, México e França, não há altifalantes para anunciar os nomes dos toureiros, das ganadarias a que pertencem os toiros que vão sair á arena e muito penos a frase tão portuguesa "Prá cara vai fulano..", quando se trata dos Forcados.
Só me lembro de altifalantes nas corridas organizadas pelo meu especial amigo M. Gonçalves em Franca, onde eram anunciados os forcados da cara assim : "Fulano tal de 18 ( 19, 20 mas nunca mais que 23 anos) étudiant á Lisbone. Lembro-me de ter ouvido o anuncio de um forcado de nome Leitão assim : " E maintenant Fulano … Cochon de Lait, 21 ans, étudiant á Lisbonne"....
Nos outros Países taurinos, os fotógrafos que estão na trincheira limitam-se a fotografar os artistas em acção, por cá dedicam-se ao social e também tiram por vezes fotos aos toureiros.
Por cá interiorizou-se que aparecer nas colunas sociais da imprensa da especialidade dá estatuto, no resto do mundo taurino não….
Lá fora só se fazem passagens de modelos nas arenas, em dias especiais e exclusivamente em espectáculos vocacionados para o efeito…
Nota : Hã muito mais diferenças mas por agora vão só estas. Talvez lá mais para diante publique mais umas tantas...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
domingo, 6 de janeiro de 2019
Ainda a propósito do 1º grupo que foi ao México...
Bullfest fez-me sempre lembrar uma agencia funerária Angolana de nome "Mortex"...
A quando da realização da "Bullfest" há dois anos atrás, declarãmos a nossa discordância contra o nome escolhido e não só….

Este ano, e bem, o mesmo acontecimento a ocorrer no dia 23 de Fevreiro passou a chamar-se "Dia da tauromaquia Nacional.
Espero bem, que desta vez a organização se lembre das tauromaquias populares (Forcão, recortadores etc) e dos grupos de forcados não associados, ou então mudem o nome do acontecimento para "Dia de uma parte da tauromaquia Nacional"...
Este ano, e bem, o mesmo acontecimento a ocorrer no dia 23 de Fevreiro passou a chamar-se "Dia da tauromaquia Nacional.
Espero bem, que desta vez a organização se lembre das tauromaquias populares (Forcão, recortadores etc) e dos grupos de forcados não associados, ou então mudem o nome do acontecimento para "Dia de uma parte da tauromaquia Nacional"...
sábado, 5 de janeiro de 2019
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
Muitos Grps foram a México. Cadê o primeiro ???
Muitos grupos de forcados já foram pegar ao México e ainda bem, mas é estranho que nenhum se tenha referido aos pioneiros desta saga, que passaram riscos enormes e fizeram história…

O primeiro grupo a pegar no México era constituído pelos Senhores : João Cortes, Simão Malta (CABO), L. Bacatum, Simão Comenda, J. Arnoso, Ant. Maltez, Caldeira, Francisco Xaveiro, M. Augusto Ramalho e Armando Félix.
Este grupo pegou ao longo de dois meses várias corridas em Guadalajara, Monterrey, Ciudade Juárez etc, toiros insuficientemente afeitados que feriram gravemente João Corte e Simão Comenda que estiveram vária semanas internados no Hospital do sindicato dos toureiros onde foram operados, e foi ainda ferido A. Félix embora com menos gravidade.
O êxito foi tão rotundo que foram repetidos em algumas praças, e logo nessa altura se começaram a criar grupos de jovens forcados naquele País, e no que toca aos forcados, nos cartazes eram anunciados como "espectáculo não apto para cardíacos".
Pelo exposto julgo ser de elementar justiça, que todos os grupos que já pisaram arenas Mexicanas, prestem áqueles pioneiros que ainda estão entre nós uma mais que justa homenagem...

O primeiro grupo a pegar no México era constituído pelos Senhores : João Cortes, Simão Malta (CABO), L. Bacatum, Simão Comenda, J. Arnoso, Ant. Maltez, Caldeira, Francisco Xaveiro, M. Augusto Ramalho e Armando Félix.
Este grupo pegou ao longo de dois meses várias corridas em Guadalajara, Monterrey, Ciudade Juárez etc, toiros insuficientemente afeitados que feriram gravemente João Corte e Simão Comenda que estiveram vária semanas internados no Hospital do sindicato dos toureiros onde foram operados, e foi ainda ferido A. Félix embora com menos gravidade.
O êxito foi tão rotundo que foram repetidos em algumas praças, e logo nessa altura se começaram a criar grupos de jovens forcados naquele País, e no que toca aos forcados, nos cartazes eram anunciados como "espectáculo não apto para cardíacos".
Pelo exposto julgo ser de elementar justiça, que todos os grupos que já pisaram arenas Mexicanas, prestem áqueles pioneiros que ainda estão entre nós uma mais que justa homenagem...
Ventura - Os homens vêem-se pelos detalhes do coração...
Ventura culmina su primera tarde en (Mérida" com o gesto de doar un novilho a Roberto Balladares "El Zorrillo" para o festejo del 5 de janeiro para que este possa tourear depois deste dar uma volta ao ruedo na corrida que consigo toureou…
O Novilheiro saiu como sobressaliente de um dos rejoneadores, deu muletazos profundos e matou com uma boa estocada, tendo o público exigido que desse volta, foi então que Ventura o chamou e lhe fez a oferta…

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
2018 - Ano "horribilis" - Bastinhas, A. Peralta e Luc Jalabert...
Não há dúvida de que este foi um ano particularmente difícil, e estou aliviado que este "ano horribilis" tenha chegado ao fim...[



A morte ainda é um dos maiores mistérios da vida. É inevitável questionarmos o porquê de termos que nos despedir de alguém que amamos, ou mesmo temer o nosso próprio fim.
Há, no entanto, milhões de possibilidades de lidarmos e reflectirmos a morte não apenas como um momento unicamente de dor, mas como parte incontornável da vida. Tive que decidir, pensando e aprendendo sobre esse implacável acontecimento, uma forma menos negativa de encará-lo de forma mais corajosa.
Depois de ver partir Angel Peralta, o meu maior amigo e a pessoa com quem mais aprendi do toiro, do cavalo, da vida e da arte, vi partir pouco tempo depois Luc Jalabert outro amigo enorme a quem chamava o meu irmão Francês.
Se o passamento destes dois foram factos mais ou menos esperados dada a idade de um e a evolução da doença do outro, já no que toca ao Joaquim Manel, nunca pensei possível este desfecho tão abrupto e tão rápido.
Se o ato da despedida já costuma ser ruim por natureza, pior ainda quando é feito diante da morte. Não há nenhuma prova de reencontro com a pessoa querida, apesar de algumas pessoas se apoiarem nesta fé.
A cada chamado da vida, o coração deve-se preparar quanto possivel para a despedida e para novo começo, com ânimo evitando se possivel lamúrias. Aberto sempre para novos compromissos. Acreditando que dentro de cada começar mora um encanto, que nos dará forças e nos ajudará a viver.
Eu acredito que a morte destes três amigos ( Figuras incontornáveis da tauromaquia) foi só uma mudança de existência e, para as suas almas, uma migração deste lugar para outro.
Evitei falar ao longo da doença do J. Bastinhas por respeito á família, como é meu hábito em casos semelhantes, e também porque nunca duvidei que e a sua raça que conhecia desde ele cavaleiro amador não fosse suficiente para o prender á vida, por isso, por incrível que pareça, fui apanhado de surpresa…
Prefiro acreditar que não disse adeus a nenhum dos três amigos que partiram em 2018, mas tão só que nos separamos para que o destino nos dê um reencontro feliz.
Perante os factos, só com a agonia da despedida fui capaz de compreender a profundidade da amizade que me unia a J. Bastinhas, A. Peralta e L. Jalabert…
NOTA - Oportunamente escreverei de J. Bastinhas "P'ra que a terra não esqueça…"
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
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