MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

P'ra que a terra não esqueça - Marquês da Graciosa...


Engenheiro, Fernando Afonso de Melo Geraldes de Sampaio Pereira de Figueiredo



Ao partir, o Engenheiro Fernando, que foi o quinto Marquês da Graciosa, deixou como legado, a imagem da verticalidade sem mácula.

Homem culto, de grande afabilidade, sentia Portugal por ter a pàtria na alma.
Profundo conhecedor do toiro, do cavalo e da equitação, falava destes temas com naturalidade, sabendo ouvir, e sem que nunca querer impôr as suas ideias muito menos exibindo qualquer rèstea de arrogância.
Foi um verdadeiro fidalgo que viveu uma vida desapaixonada e culta, ao relento das ideias, sonhando e pensando numa vida suficientemente lenta para estar sempre à beira de tudo o que rodeava, bastante meditada para se nunca encontrar fora do mundo do seu tempo. Viveu essa vida com emoções e nobres pensamentos, e exclusivamente só no pensamento das emoções e na emoção dos pensamentos. Poisou ao sol do dia a dia, tendo, na sombra, aquela fidalguia da individualidade que consiste em não insistir para nada com a vida, e muito menos revoltar-se com o destino. Foi tudo isto com um conhecimento seguro, nem alegre nem triste, não querendo ser mais, não querendo ter mais, não querendo mais... do que o seu Deus lhe deu...

Há poucos meses esteve várias semanas internado no Hospital em Coimbra. Fui quase diáriamente visitá-lo e vinha de lá sempre impressionado, com a moral de um homem a quem a idade pesava muito, mas que tudo fazia para não preocupar os outros a quem sempre mostrava boa disposição, e falando das amizades como se de um culto se tratasse...

Num País, onde nestes tempos que vivemos, há um enorme defice de senhorio, senti-me na obrigação de prestar esta singela homenagem ao SENHOR Marquês da Graciosa, "P'ra que a terra não esqueça.."

Alguns já podem voltar a ser os mesmos...



Carta a Miguel Ortega Cláudio...


Meu caro Miguel:














Disseste-me em particular e depois disseste publicamente que ías parar de escrever , já a partir da próxima temporada. Fiquei triste, porque todos fazem falta e tu principalmente.

A amizade e a estima que cada um tem por determinadas pessoas, na minha opinião não tem que ver com nada. Politicamente somos relativamente distantes, como somos distantes em termos de credos e de gostos tauromáquicos, quer nos toureiros de que mais gostamos, quer no tipo de toiros, quer no toureio que mais apreciamos. No entanto, as tuas opiniões, porque devidamente fundamentadas são sempre importantes para ler e meditar. Sabes o que dizes por que tens cultura tauromáquica e não só..., e tens ainda coragem para escreveres o que sentes.

As razões que me deste para parar de escrever, são válidas mas para mim não são suficientes. Não podes deixar os aficionados orfãos da tua tauromaquia...

USB Geek - USB Warming Mouse Pad

Se o problema é o frio, sugiro-te o modelo de rato que postei em cima.

Meu caro miguel, reconsidera porque fazes falta, mesmo muita falta, quanto mais não seja, para eu continuar a ter com quem discordar, de forma civilizada e segura, que me obrigua a ginasticar o pensamento.

Um abração do velho jarreta

João Cortesão

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Faleceu o SR. Marquês da Graciosa..


foto-de-luto

Faleceu o SENHOR Marquês da Graciosa. à familia enlutada enviamos as mais sentidas Condolências.

O Funeral realiza-se amanhã pelas 15 horas em Anadia.

O Que foi o Natal de muitos...


Na mentira da fachada que muita gente usa nesta época, abastarda-se o verdadeiro espírito natalício.




 
A crise, a tão propagandeada crise, não alterou para já, a mesa farta de muitos, que continuará com o bacalhau, o peru, o arroz de polvo, o leitão e as entradas modernistas da gamba (20 unidades,40,60 ou 80 consoante a bolsa), o pata negra ou branca igualmente consoante a bolsa, e as reservas tipo, igualmente consoante a bolsa.

A maioria dos filhos de pais separados, e cada vez são mais, andaram num virote de casa da mãe para casa do pai, dos avós maternos para casa dos paternos, a receber uns envelopes com umas notas ou umas prendas não raras vezes patéticas. Nalguns casos e não são poucos, este ritual é precedido de negociações dificílimas para decidir a qual dos conjugues calha a noite da consoada ou o dia de Natal, em que estes envolvem os filhos em discussões e agressões verbais, num “dejá vu” de recordações, que eles têm sempre que gramar nesta época, nos seus aniversários, na Páscoa e nas férias.

Os jantares de Natal das empresas, de agremiações, de sociedades do totobola ou do euromilhões, da malta que foi á inspecção no mesmo ano, dos grupos de Forcados, etc. estão institucionalizados servindo muitas vezes e só para alguns apanharem grandes pielas ou até para dizerem mal uns dos outros á sorrelfa.

Houve como sempre uma migração típica da época, da cidade para a província e da província para a cidade. Os que foram á cidade carregam os carros com tudo, batatas, garrafões de vinho e azeite, cambos de cebolas e molhos de alhos, couve portuguesa, lombos de porco e chouriças, nozes e maçã raineta e por cima desta turgia vão as putas das prendas com embrulhos muito bem feitinhos que chegam ao destino todos amarrotados. Ao mergulhar na cidade, nas ondas lustrais da civilização (crêm eles), surge a visão de que afinal ali não largarão a crosta vegetativa campesina, nem virão de lá rehumanizados.

Os que fizeram o percurso inverso, da cidade para o campo, sentem-se - na maioria dos casos - aí afastados dos pavimentos de madeira ou asfalto e qualquer outro piso os faz desconfiar. A humidade é mortal, cada torrão e cada pedra são um mistério para os mais novos que sempre viveram na cidade e ali nasceram, a quem os pinhais e eucaliptais que ainda existem dão a ideia dum lúgubre despovoamento do universo. Os mais velhos visitaram amigos com adega, enquanto as mulheres correram a aldeia de porta em porta a visitar as amigas de infância que lhe dizem: estás cada vez mais nova e mais linda, mesmo que estejam uns cacos velhos e gordas como as baleias orcas. Nessa espécie de Via Sacra vão recolhendo uma galinha aqui, um coelho ali, meia dúzia de ovos acolá e um “naperon” bordado á mão pela neta da parceira da comunhão, que não dá nada para o estudo (até se diz que fuma uns charros), mas que p’rá costura e não só… tem umas mãosinhas de fada.

As criancinhas foram torturadas até á meia noite sem receber os presentes, dorminhando aqui, tropeçando acolá, brigando umas com as outras e nalguns casos levando mesmo um chapadão do pai, que já está grosso, que reage assim, estupidamente ao barulho e á impaciência da putalhada.

Na véspera e dia de Natal os telemóveis não pararam e as linhas sobrecarregadas, rejeitam chamadas á força toda, instalando-se a confusão total.

Os apoderados e bandarilheiros ligam aos respectivos toureiros.

Alguns Ganaderos dão um toque a alguns empresários.

Nós os críticos ou cronistas taurinos, recebemos chamadas quase de toda a gente.

Os tipos mais civilizados ligam ás ex mulheres...lol

Eu ligo ao Alvarenga e ao pessoal do jornal e a mais 4 amigos.

Para a maioria, o Natal foi pouco mais que isto.

Quem não vai ao Reveillon???..


Eu não vou ao Reveillon ?

reveillon-2012-praias-rio-de-janeiro[1]

Meus senhores estou triste!!! Vem aí a passagem de ano e eu, que não danço, não tenho dias marcados para me divertir nem para me embebedar, nem para fazer amor, nem para levar a mulher ou namorada a passear, nem para comer marisco, nem para tomar banho, nem para cortar as unhas, nem para ir ao cinema, nem para ir ao dentista, nem para nada; estou condenado nesse dia ao isolamento em minha casa.

Não ligo sequer a televisão porque não me anima. Já há muitos anos que não acho graça ao Herman e tenho-lhe inveja porque diz mais palavrões que eu, porque nunca teve que se divorciar, porque tal como eu não sabendo nadar ou nadando mal, tem um barco e eu não, porque pinta o cabelo e eu não tenho coragem para isso e já quase não tenho cabelo.

Resta-me na passagem de ano, jantar á bruta... e depois vou-me deitar. 
 
Faço votos sinceros para que em 2015 haja mais respeito, porque este ano que passou, os antitaurinos não nos respeitaram, parte da imprensa (de cócoras) não se fez respeitar – não me refiro só á da especialidade -, empresários taurinos não se respeitaram mutuamente, na assembleia da Républica o respeito emigrou para bem longe, os atrasos nos tribunais são uma falta de respeito, quem despede arbitráriamente aproveitando-se da crise não sabe o que é o respeito, e no mundo do toiro o respeito áinda vai sendo tipo cometa, ora aparece ora desaparece.
 
Bom ano para todos, mas haja respeito, PORRA!!!

Fim de noite

Aficcion Araiana...