MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Hoje: Palhas e Miuras em Vila Franca

Senhor aficionado, não perca hoje esta corrida em Vila franca, o mais certo é nunca mais vir a ter a oportunidade de ver lidar 3 Palhas e 3 Miuras na mesma corrida.
Um dia vai poder dizer: “ eu vi em Vila Franca srem lidados 3 toiros “Palha” e 3 Toiros “Miura”, era então empresário o sr. Levesinho. Tourearam nesse dia António Telles, João Salgueiro e Pedro Salvador, e o grupo de Vila franca encerrou-se com os 6 toiros”.


TOIROS DE MIURA JÁ SE ENCONTRAM NA PALHA BLANCO

Foram ao inicio da madrugada de hoje desembarcados e aprovados os três toiros da divisa de Miura que pelas 22 horas sairão à arena da Centenária Praça de Toiros Palha Blanco, na corrida que colocará ponto final à Feira Taurina de Aniversário "110 Anos de Emoção".



Exclusivíssimo
Crise no Grupo de Évora

Hoje á tarde vamos publicar, declarações exclusivas dos principais intervenientes da crise no Grupo de Forcados Amadores de Évora.

Palhaçada na Câmara de Penela
Tradução da legenda : " sou de compreensão lenta".
E nós dizemos : então mata-te.
  “Sortesdegaiola” consultou a História de Penela e ouviu aficionados da região e conta como um veterinário mobilizou mentes fracas sujeitas ao politicamente correcto a tomarem na câmara a posição que tomaram. HOJE á tarde contamos TUDO. . .
Foi ontem a sepultar Manuel Sabino Duarte, Veca p’rós amigos.

O veca foi em vida um caso importante de um predestinado para determinado tipo de equitação. As passages e os piaffers que ele sacava aos cavalos eram brilhantes. A empatia e a cumplicidade que criava entre ele e os animais que trabalhava eram de tal dimensão que muitos tinham dificuldades em acoplar-se aos seus cavalos. Vi-o por vezes montado em animais que não eram acima da média e que conduzidos por ele apresentavam um “gesto” que em nada correspondia ao valor que aparentavam.
Foi ao Veca que António Ribeiro Telles confiou o Gabarito, o Damasco, o Zinco e mais alguns em determinada fase do seu arranjo. Recordo-me de um (companhia das Lezirias) em que o António toureou e que lhe comprou já arranjado, que pregava piruetas verdadeiras (não confindir com piruletas…) e que sacou nas cortesias quando se encerrou com 6 toiros em Almeirim tirando nesse dia partido da pirueta inversa, que é tão raro ver.
Assisti á sua alternativa com meus pais em Viseu, que lhe foi concedida por Mestre Manuel Conde, na feira de S. Mateus no Fontelo onde todos os anos íamos. Vi-o tourear algumas vezes, recordo-me de Cascais era então empresário Nuno Salvação Barreto e em Tomar quando um toiro entrou pela porta dos cavalos.
Depois da morte de seu filho com um ataque cardíaco, filho esse que já tinha tido uma lesão grave num rim num jogo de Rugby, psicologicamente quebrou muito, mas rejuvenescia de conversa pronta , quando o tema era o cavalo.
A última vez que estivemos juntos foi este ano numa corrida do principio de época em Santarém. Havia espaço e sentámo-nos ao lado um do outro para trocar impressões.
Guardo muitas recordações sobretudo da feira de S. Martinho, mas talvez a principal seja no baptizado do João Telles Junior, em que fiquei na mesma mesa com ele e com o Zé Eduardo Nunes cruzando os três a boa e a má equitação em exercícios de pensamento livre que por vezes confluíram e outras não.
Meu caro Veca,, partiste e os apaixonados da Golegâ vão sentir a tua falta, e do espectáculo que era ver-te apresentar um cavalo em cujo o arranjo não faltava uma reverance segura sem tibiezas.
Veca sabias como poucos pôr um Sombrero. 
Veca contigo partiu um pouco do Ribatejo dos campos de oiro, e das “Portas do sol” o lendário trovador, rezará em silencio uma ode a Manuel Sabino Duarte ( Veca p’rós amigos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Corrida em Alcácer

Com uma assistência que rondava os ¾ de casa assistiu-se a uma corrida em que os toureiros estiveram normalmente por cima dos toiros.
Os toiros “Nuncio” tinham que ser bem toureados, tinham casta e não permitiam veleidades, só foi pena estarem pequenos, muito pequenos mesmo, o que nada abonou á categoria da praça.
António Telles - Em cada ano que passa, em cada actuação que passa, em cada cavalo novo que apresenta, vê-se o retrato da boa equitação, do saber do toiro e da linha toureira em que se afirma. Em Alcacer tocou-lhe o pior toiro da corrida e deu uma lição de como se toureia.
Rui Fernandes – Está num momento fantástico, e uma vez o demonstrou. Os cavalos estão a gosto a que não é alheia a confiança do cavaleiro.
Mesmo a forma pouca académica da sua monte, sai disfarçada pela força da sua convicção.
Hoje todos o bajulam e quem mais o faz, como sempre nestes casos, são os que menos acreditavam nele esquecendo-se nessa altura de todos os triunfos que já tinha tido.
Sónia Matias – Esteve bem e depois do percalço que podia ter sido grave, mostrou a valentia e a raça que faz dela uma figura respeitada.
 Está bem montada. Quatro cavalos bons dão-lhe segurança para desenvolver o seu toureio.
João Maria Branco – Depois dum começo de lide irregular, terminou em beleza a sua actuação e a época 2011.
Para o ano, depois de se acoplar melhor aos cavalos novos tem que evoluir muito.
Os aficionados acreditam nele, o seu toureio é sério, a entrega é total e os rasgos vêem-se mesmo quando as coisas correm menos bem.

Os Forc de Montemor e Évora, estiveram á altura das dificuldades que os toiros puseram e foram algumas.

Um dia em Vila Boim, para recordar…


Vila Boim é uma terra portuguesa antiga, muito antiga mesmo - tem vestígios de povoamento desde a época pré-histórica como comprovam alguns dólmens descobertos na freguesia e como provam documentos que remontam ao  século II a.C., quando os romanos ali chegaram.
Há vários anos que o meu amigo Joaquim Carvalho e o Sebastião Ortigão Costa me convidavam para ir assistir a este festival, mas por uma razão ou por outra, nunca - hoje digo infelizmente - nunca me tinha sido possível. A partir deste ano, só razões de força maior me impedirão de estar presente.
Naquela festa, de tão genuína, apetece dizer o que reza um fado da “Ti Mimela Cid”:
”Tudo ali é português,
Tudo ali vive contente ,
 Vive o pobre e o burguês,
 É pequenina talvez,
Mas cabe lá toda a gente”.
A organização coordenada superiormente pela paixão e Portuguesismo do aficionado Luís Fernando Carvalho, contrasta com a balda (versus anarquia), dando mote á única coisa não tipicamente  Portuguesa.
É evidente que além do Luís Fernando há o Sebastião Ortigâo Costa, o José Luís Sommer, O P. P. Carvalho, mas todavia há que realçar ainda “os Romeiros de Vila boim” - que se revêem numa tradição popular despretensiosa -, com as suas carroças puxadas por mulas, que organizam vários passeios durante o ano.
Ao almoço não sei que eleger se os pezinhos de coentrada, se o arroz de coentros se a carne e os enchidos cosidos, sobressaindo nestes  os  sabores que vinham da qualidade dos produtos. Ao jantar, á  sopa camponesa e ao ensopado de borrego,  era transversal o tempero Alentejano e a pureza gastronómica popular. Os doces, eram manjares das fadas que os compuseram…
Os vinhos eram bons ou óptimos ( no Alentejo não há vinhos medíocres e muito menos, maus Vinhos).
No domingo de ressaca faltei á caldeirada, com muita pena minha.
A música que se ouviu á tarde foi interpretada pelo conjunto local “Xumbo Torto” quecantou vezes sem conta o seu maior êxito: Vamos embora para Barbacena) tocou e cantou versões do cancioneiro alentejano em versões aligeiradas, e á noite o show man ZÉLITO (que cantou vezes sem conta o seu maior êxito: “Vamos embora p’ra Barbacena”), além de se estender do “ Pimba” ao canto cigano da raia, sem imitações, levando-nos a concluir que o que é Nacional é bom e não fazem falta Sevilhanas para animar a Malta. Toda a gente se divertiu á Portuguesa e como dizem os meninos e meninas de Cascais, estava toda a gente, os Lupis, os Roquetes, os Pinto Basto, S. Comenda, Arimateia, Alfacinha, J. Barata Freixo, Clã Rui Fernandes, Caldeiras, José Eduardo Nunes, Jorge Ortigão, Palmeiro, Eduardo Cabral, Hugo Teixeira, Jorge Teixeira( com um dedo partido, a quem desejo rápidas melhoras), Marco gomes, João Patinhas, Luís  Vilar Maior, e ainda Paco Ojeda,  Gregório Moreno Pidal, José Alexandre e Cristina Sanchez que se deslocou de propósito de Madrid para fazer parte do Júri.
Das senhoras destaco a alegria sempre contagiante da Joana Barata Silvèrio, que me transporta a tempos e amizades antigas, em que a vivencia era outra,  e a simpatia hospitaleira da Maria Beatriz Carvalho sempre pendente dos amigos.
A hospedagem em casa do Sebastião e da Rita que já há vários anos estava para acontecer, pelos detalhes e pelo carinho de todos, filhos incluídos, foi um banho de amizade e senhorio do mais puro.
Em Barcelona, no passado ano tomei o  pequeno almoço com o Zé Manel Pires da Costa, em casa do meu amigo Rafael Ulésia D’Anta , ao som da guitarra tocada por esse meu amigo e vendo ao longe o monte Tividavo. No domingo foi ao som do piano em que o Sebastião (filho) interpretou primorosamente duas peças clássicas.
Não há nada que se compare ás boas amizades, e como dizia um velho amigo meu: a partir dos 50 anos já não é altura de criar novos amigos…
Obrigado Luís Fernando, obrigado Moçarava ( nome primitivo de Vila Boim), e pró ano aí estarei.

Vila Franca - Uma Noite de História, que esperemos ficará para mesma.





Vila Boim - Festival taurino


Jacobo Botero foi o triunfador

Pese embora o facto de haver corrida em Zafra, a praça estava composta com ¾ de casa, e como nota importante há que registar a adesão dos jovens.
 Os novilhos gentilmente cedidos por vários ganaderos saíram a cumprir.
A cavalo:
Cristina Marques : Esteve melhor do que em outras oportunidades em que me foi dado vê-la, nos compridos esteve irregular na cravagem, nos curtos melhorou.
David Gomes : Andou precipitado de inicio, sem razões que o justificassem. Tem qualidade e por isso já o vi muito melhor. Sabe montar a cavalo e tem a noção do toureio, só falta dominar a ansiedade.
Jacobo Botero - É efectivamente um caso. Não leva o toureio pesado de casa, antes porém, toureia ao sabor das circunstâncias. A mescla entre cavalos novos em que só ele toureou (como é o caso do “Quarto de milha) e outros mais consagrados dá a dimensão das suas capacidades. Ainda que os Quiebros não tenham resultado em pleno, as sortes foram bem desenhadas.
Jacobo Botero vai longe. Este não falha!!!
O grp dos Amad de Évora - Cumpriu sem dificuldades.

No toureio apeado estiveram representadas 3 escolas, a de Madrid por Francisco Abanades, a de Badajoz por Posada de Maravillas e a da Moita por João Rodrigues que ganhou o prémio para a melhor lide. Todos tiveram bons apontamentos dada a fase de aprendizagem em que se encontram.

Depois do Jantar houve uma demonstração de toureio

Para directores de corrida, escolheram-me a mim e ao José Eduardo Nunes, que estivemos inexcedíveis de competência.
 No toureio apeado, viu-se o belíssimo trabalho das escolas da Moita e Campo Pequeno.
Gostei sinceramente do António Fernandes que me pareceu ter algumas coisas da quelas que não se aprendem, nascem com a pessoa.

A Cavalo

João Caldeira : Toda uma figura, de tal maneira que, antes de começar a tourear já lhe tinha dado música. Ele é Forcado e bom, ele é um orador excelente, ele é amigo dos bons (que o diga o Manel Lupi), e agora é cavaleiro com larga margem de progressão (como dizem os gajos da bola).
Os compridos foram de poder, e pôde… Nos curtos ora em curto ora de largo, citou templou e mandou. Por fim num alarde de toureria e pintoreirice adornou-se em dois violinos que podem bem ter marcado a época 2011.
Resumindo: João Caldeira, Bordou o toureio!!!!!!!
O gfrp De Forc. Amadores Espontâneos : pegaram á primeira o TOIRO sendo cabo o Barretinho.
Um espectáculo em grande, superiormente dirigido (Presunção e água benta,,,) por mim e pelo Zé Eduardo.
Aqui o jovem António Fernandes a assistir ao festival onde foi proibido de tourear pela comissão de protecção de menores (que aparenta apenas impor-se neste género de situações).

Cronicas para Amanhã

Dois agradáveis espectáculos em Vila Boim.
Uma novilhada sem apresentação em Alcácer.
 Não perca aqui amanhã as crónicas detalhadas a estas corridas.

sábado, 1 de outubro de 2011

Vilafranca Terra Toureira











Acosso e deriba em "El Rocio"


Ninâ e José Luís Pereda (filho) obtiveram uma classificação meritória ao conseguirem 56 pontos em 60 possiveis.
Sr.s Aficionados, está bom tempo!!!

Todos ao Cartaxo!!! vamos acabar a época em grande...

Despediu-se um grande toureiro

João José:

Foste toda uma figura, foste um toureiraço e porventura, também foste por vezes polémico como todos os grandes bandarilheiros.
Nunca tive contigo nenhum problema e escolhi-te várias vezes para saíres com toureiros com quem eu trabalhava.
Quando a Ana Batista se apresentou muito nova e ainda como amadora, foi a ti que escolhi para saíres com ela, tendo tu participado durante uma semana nos treinos com ela para melhor se conhecerem. O êxito foi rotundo, para o qual muito contribuíste.
No baú da memória terás tal com eu, um espectáculo onde te levei tinha eu 20 anos e tu 4 ou 5 menos, ao centro do país (Mealhada) onde não recebeste, carregando os dois só e exclusivamente uma pançada de leitão.  Aí começaste logo a aprender…
Neste momento, meu caro amigo, é obrigatório falar do entusiasmo e da atenção total que punhas quando estavam em praça os toureiros com quem saías, e da ilimitada concentração, como era ilimitada a tua aficcion nas largadas de Azambuja ou na tua Vila Franca, quando eras novo ou já depois de usado ou muito usado mesmo.
João Jose rendo-te a minha homenagem nesta hora de despedida, aportando neste momento, o grande respeito e a amizade e termino como comecei: despediu-se um grande Toureiro.

Um  abração do amigo

João Cortesão

Á las 7 en punto de la mañana

Ventura - O regresso do filho pródigo

Depois de ter dito que não vinha p´ró ano a Portugal por não se sentir a gosto, eis que ontem em directo para a televisão declarou amor eterno ao nosso país, o que muito nos aprás, e a mim dá-me um geito do caraças, se não tinha que ir mais vezes a Espanha porque gosto de o ver.
O “sortesdegaiola” fez um inquérito na hora para saber quais eram as 14 maravilhas de Potugal, e o resultado foi o que apresentamos de seguida. Adiantamos ainda que foram  muito votados, Vale e Azevedo, Rosa Mota, Zé Castelo Branco (vejam lá?), Ágata e o falo das Caldas.

Amália Rodrigues
Cristiano Ronaldo
Diego ventura
Nª Sª de Fátima
Emplastro
Pinto da Costa
Cavalo Morante
Galo de Barcelos
José Mourinho
Eusébio
Roberto Leal
Leitão da Bairrada
Mateus Rosé
Ana Malhoa







Vila Franca - Corrida do Centenário



Triunfo de Manuel Telles Bastos

¾ de casa
Os toiros “Coimbra” saíram mansos na generalidade.
Rui salvador - Lide esforçada do cavaleiro de Tomar.
Luís rouxinol - Não esteve mal, mas não atingiu um nível muito acima da média.
Victor Ribeiro - Está num bom momento, mas não atingiu o nível de outras actuações recente.
Filipe Gonçalves - Uma boa actuação num estilo mais moderado do que lhe é habitual.
 Manuel Telles Bastos - Grande actuação, revelando uma enorme maturidade dentro da linha de toureiro clássico que perfilha.
Marcelo Mendes - Nos compridos foi agarrado de mau modo, e nos curtos há que salientar um ferro a sesgo.
Forcados:
Montemor : Frederico Caldeira bem ao 1º intento; Manuel Ramalho á 3ª; João Tavares á 1ª num bom desempenho.
Vila franca - Ricardo Patusco um pegão; Pedro Castela executou uma grande pega á 2ª tentativa; Marcio Francisco  pegou á 3ª um toiro difícil.

António Costa