MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Como eu vejo as corridas em Portugal...



Na nobre arte da tauromaquia, todos querem o perfume da emoção e viver um espectáculo. São as cortesias, as vénias, os campinos, as casacas para a cerimónia, ao estilo de Luís XV (ousadias de mantos bordados), cavalos de raça, valentes, em lide com toiros bavos. Tudo isto e muito mais torna a "FESTA" numa coisa linda.

Nos pormenores das lides, há rostos fechados, toureiros apegados à sorte dos outros. Solidariedade de gente brilhante.
Nas arenas da nossa terra, há corridas, ora com aplausos ora com silêncio. Vibra-se com a Nobre arte de pegar touros, por forcados destemidos. Cheira-se um perfume no santuário do respeito e do entusiasmo dos aplausos., que são simbulo de galhardia.

Olha-se em torno do redondel. As farpelas enchem o olho de cor, e o céu alarga-se. Cada pessoa tem o seu lugar, e em cada gesto, há um maneio. 
Quem enche a praça nem sempre sabe ao que vai. Mas há sol á tarde e á noite há luzes que iluminam.
Toca a banda, quando a preceito se forma o bailado da corrida. Trocam-se cavalos. Na lide há um sorteio da vida. Uma vez boa, outras vezes, a desilusão findo todo o empenho.
Que mais? Nos aficionados há gente simples, gente de estirpe com nomes compridos, Ganaderos empreendedores ou não mas sempre apaixonados, apoderados na roda de uma rivalidade nem sempre salutar.

Ombreia-se a alegria à vontade da lide perfeita. Os ferros sucedem-se, na labuta frenética de cada temporada. Na ribalta, o desembaraço de homens e mulheres personagens de uma narrativa de valentia. Eles e elas escolhem montadas para abrilhantar o seu estilo. Aroma de classe, lides mais repousadas. Toureio moderno, nem sempre com a velocidade desejadae que por isso altera ritmos e cadências.

A bandeira de Portugal, é todavia uma moda, ainda que antiga, em tempos de crise de valores em que os Portugueses ao "deus dará", protestam por instinto sem convicções.

Após uma corrida ficam para sempre, as imagens artísticas debruadas com o sentimento do instante.

É assim que vejo as corridas em Portugal, com a glória calibrada pelo sentir de um povo, e não só com  lampejos de agrado.


Banho geral...


quarta-feira, 6 de março de 2013


Anuncio de emprego...


Paco Duarte deixa João Moura jr



Falámos com Paco Duarte que nos disse que esta sua posição,em nada afecta os laços de amizade e respeito que o liga ao toureiro, aproveitando mesmo para lhe desejar sorte para o futuro e agradecendo os tempos que passou na casa Moura.
Pessoas diferentes do mundo do toiro...


Ricardo Moura Tavares - Grp de Santarém



O Ricardo Moura Tavares, filho de um antigo forcado do grupo de Santarém, nasceu como forcado no Grupo a que seu pai pertenceu e ali vai acabar com certeza a sua carreira de forcado, como manda a Tradição familiar.

Como cernelheiro e rabejador é dos melhores da sua geração, mas á parte disso ainda pega de caras.





O seu amor pelo grupo é uma constante que roça quase a religiosidade, onde valoriza a história que se projecta no passado de tantas gerações, mas o que mais o distingue é a aficcion desmedida que vai para além das pegas, onde se pode incluir a deriba, o toureio a cavalo pontualmente por brincadeira, mas acima de tudo, está o cavalo. Monta com saber e sabe arranjar um cavalo com a firmeza da equitação onde bebeu, com Mestre João Lopes Aleixo, curiosamente também este pegou no Grupo de Santarém.




A faceta humana do Ricardo Moura Tavares torna-o igualmente diferente, ora na forma sensata como fala do toiro e do cavalo, ora na curiosidade esperta com que houve os mais velhos, provando que tem a consciência de que a experiência na equitação é uma fonte de saber, e a equitação é tão só o viver de uma paixão, e por ser assim dá a ideia ter interiorizado esta frase com que alguém justificou essa paixão : " Onde senão no cavalo encontramos nobreza sem arrogância, amizade sem inveja e beleza sem vaidade? "


 .Se o curso de gestão equina lhe dá o aval para lecionar na escola Agricula de Runa, o tempo que dedica aos cavalos que monta, dá-lhe a experiência com que vai solidificando na vida conhecimentos, ao mesmo tempo que vive a paixão do cavalo e do que o rodeia, em pleno no presente e com certeza projectando o futuro em sonhos, e que, como dizia o poeta Nazareth Barbosa :
Naquilo que se ama e sente,
Naquilo que só a inspiração e a mente,
Tem para nos dar:
O cismar de coisas belas ás vezes imortais...



Tanta realização pessoal, faz com que o Ricardo mostre no convivio com os amigos, que é um tipo que está de bem com o mundo.

Eu sou um admirador do Ricardo Moura Tavares. 

Para terminar deixo uma frase de R. B. Cunningham - Graham, para aqueles que como eu e como tu amam os cavalos: “Deus impeça que eu vá para algum Céu onde não haja cavalos.”





Se você me deixou na corda bamba…

Dedicado a toda a malta dos toiros



Este é o titulo de uma interpretação em fado e samba, que aconselho vivamente a ouvir, dos meus amigos, Maria João Quadros e António Pinto Basto, que começa assim:

 “Se você me deixou na corda Bamba
Se eu me rebolei mordendo o chão
Não sei se isto é um fado se é um samba…”

A propósito desta obra destes grandes interpretes veio-me á ideia a dança dos apoderados, dos bandarilheiros, dos empresários e até dos moços de estoques.

Muitos estão na corda bamba, factores como, o numero reduzido de corridas, polémicas que envolvem a estrutura dos cabeças de cartaz, não cumprimento de acordos, falta ou alteração da dinâmica do apoderamento, levam a situações de pré rotura, e destas nunca o cabeça de cartaz se julga culpado.

É evidente que ninguém gosta de levar um pontapé nos “Montes do prazer” (era assim que se chamava ás nádegas em Roma no principio do SEC. XVIII).

Perante o dito pontapé, uns ficam tristes, deprimidos, mas interiorizam, outros aparentemente alegres mas recalcados e desbocam-se, e outros ficam irritados e estrilham, comportamentos em tudo semelhantes ao dos maridos encornados.

Os que se rebolam mordendo o chão (verso 2) normalmente partem para outra sem olhar a projectos.

Os que optam por achar que foi a sina, retiram-se temporariamente curtindo o seu fado (verso 3).

Os que para disfarçar passam a aparecer em toda a parte aparentando uma alegria contagiante, fazem um luto de viúva alegre optando por sambar (verso 3).

Se você está na corda Bamba, descontraia-se a vida continua, não entre em guerras porque o mundo do toiro precisa de paz (pareço o Sr. Miguel Alvarenga a aconselhar-me á paz), paz e muito amor.


Espectáculo equestre...



terça-feira, 5 de março de 2013


Equilibrio com susto é dificil...



Domingo em TOMAR - Parrita em vez de Triviño

No próximo fim de semana é em Santarém...




Tritanários ou sota-cocheiros - No mundo do toiro...



Ao ler uma vez mais um texto notável, escrito por um dos meus melhores amigos – mais que amigo, um irmão -, parei a leitura, e repousei o pensamento numa coisa tão simples mas que eu não conhecia, como a definição citada por esse meu amigo, do que eram em tempos os tritanários ou sota-cocheiros. Diz então o autor: “No tempo em que os senhores andavam de carro atrelado e com boleia, havia uns lacaios patuscos a quem chamavam “tritanários” ou “sota-cocheiros”. Não conduziam equipagens, nem tinham outra utilidade prática que não fosse baixar a escada do coche para as senhoras descerem. Limitavam-se a ir ali, agarrados ao tejadilho, aos trambolhões, atrás dos senhoritos e a ver as vistas.

Na tripulação - se é correcto dizer assim -, dos carros atrelados constavam ainda os cocheiros que conduziam o carro, e os grooms que sentando-se ao lado do condutor, tinham papel activo ao segurar os cavalos quando o carro parava ou atendendo aos problemas mecânicos da viatura.

Rebobinei várias vezes a definição de tritanários e conclui que existem em sentido figurado, como é evidente, exemplos dessas personagens nas mais diversas actividades, e como não podia deixar de ser no mundo do toiro, com mais expressão e com melhores exemplares, na crítica.

Efectivamente quem viajar na carruagem dum jornal, revista, rádio, site, blogue ou transmissão televisiva, com a única incumbência de baixar a escada para as senhoras e senhores descerem, “limita-se a ir ali por ir, agarrado ao tejadilho (tejadilho = vã gjória), aos trambolhões, a ver as vistas”, sem apreciar a paisagem da arte, replicando só ao que não tem valor ou aos que na mó de baixo não têm força.

Prefiro de longe aqueles que se manifestam forte, mesmo que com eles não esteja de acordo. Intervêm como os “grooms”, ora garantindo paragens seguras no mundillo, ora tentando corrigir deficiências do mundillo… á sua maneira. Fazem coisas e preocupam-se na celebração das suas inquietações no que diz respeito àquilo que rodeia o carro (Festa brava) em que viajam, mesmo criticando os Cocheiros ( seus superiores directos ), senhores do mais alto protagonismo, que como metáfora são nesta crónica, os artistas.

Os Sota-cocheiros da crítica também são úteis, por isso existem, mas no que á critica diz respeito servem só para baixar a escada a senhoras e sobretudo a senhoritos, viajando aos trambolhões no tejadillo do tempo, a ver as vistas, encarnando ás mil maravilhas o epíteto de Tritanários.

Apresentação de Bernardo Salvador


Entrevista com Bernardo Salvador

Fotos de Patricia Nobre


É com uma ternura muito grande que vou a Tomar no Domingo dia 10 para ver a apresentação do Bernardo. Já há uns bons anos atrás, vi a apresentação de seu pai na Barquinha, recordo-me de nesse dia estar ao lado do Sr. Dr. Manuel Barreiros, e do entusiasmo que nos movia a todos que eramos amigos da familia.
A vida é cruel, e por ser assim não vai estar presente - por já não estar entre nós... - o maior aficionado da familia José Salvador (pai do rui e avô do Bernardo) que iria viver este dia como ninguèm.

A entrevista que se segue reflecte a determinação de quem quer ser...

Bernardo apresenta-te aos aficionados - Chamo-me Bernardo Magalhães Crespo Salvador, nasci em 23-04-1994 ( sou sócio do Benfica desde 22-04-1994).
 Com esta do Benfica não resisti e disse : Também Tu ???!!!

O meu pai e meu mestre chama-se: Rui João Rodrigues Salvador, e a minha mãe Teresa Gabriela Vidal de Vilhena Magalhães Crespo Salvador. A Familis completa-se com a minha irmã Maria Francisca Magalhães Crespo Salvador.

Como foi a tua vida até agora - Comecei a estudar no Colégio S. João de Brito, no Lumiar, em Lisboa, ate ao 11º ano. Nessa altura, mudei me para a Escola Santa Maria do Olival, em Tomar, de forma a poder conjugar os estudos com os cavalos e a vida campestre, que só conhecia ate essa altura durante os fins-de-semana e ferias.
Estou neste momento a fazer melhoria de notas para entrar em medicina veterinária na Ilha Terceira, nos Açores e dedicado de corpo e alma, á minha apresentação em Tomar com a qual sonho á muito tempo.
 Como te preparaste para este dia da tua apresentação em público ?
Tenho treinado assiduamente, para ter a oportunidade de me estrear condignamente. Logo assim que esta oportunidade surgiu, os treinos ainda se intensificaram mais e neste momento sinto que tenho as capacidades necessárias para fazer a minha apresentação em público com a responsabilidade de ser na Terra do meu Avó e que ainda por cima apadrinhou o meu Pai…

Bernardo, e o futuro ... - Quero seguir veterinária, mas tudo irei fazer para chegar um dia a ser 1ª figura do toureio como Cavaleiro Tauromáquico, são esses os meus objectivos...

Aproveito esta oportunidade do " sortesdegaiola" para desejar que se consiga ajudar economicamente o CIRE, e que seja um bom espectáculo e que todos os artistas tenham SORTE!!!!







Olivenza… reflectindo


Voltei a Olivenza onde a parte histórica parece imutável no tempo, a alegria em volta das diversões, da tenda com mostra tauromáquicas, da gastronomia e pelas calles… muitas pessoas, sobretudo jovens nos bares bebendo e “divertindo-se”.

Vem esta minha reflexão sobre Olivenza, não pelo que se passou nos espetáculos que ali decorreram, nem sobre a presença dos aficionados portugueses. Fiquei contente ao ver famílias completas nos espectáculos tauromáquicos, numa nítida passagem de testemunho geracional de uma cultura comum aos dois países. Também as bancadas primaram por inúmeros jovens que demonstraram ser a nova geração de aficionados. Quando nesta reflexão me referia à “diversão” dos jovens nas calles, mais acentuada ficou essa mesma “diversão” no espaço reservado à musica com DJ’s e onde o alcool corria a rodos, provocando um total extase a esses jovens, e que os levava entre crianças de 10 anos até jovens de 18 a fazerem as tristes figuras de mictarem e defecarem nessas mesmas calles.
É esta a diversão dos jovens? Mais vale ir aos touros e ser aficionado.

Marco António Gomes


Diego Ventura mostrou no Montijo uma forma e um conceito de tourear a cavalo que entusiasmou o público com força....


segunda-feira, 4 de março de 2013



Tiroteio...
Um Festival diferente em Montijo

Diego Ventura com um estilo renovado empolgou o público...


"Dedico esta crónica ao meu amigo José Palha que assistiu ao Festival, já visivelmente recuperado da saúde...
Um grande abraço  -  Zézinho!!!"

O festival foi fértil em surpresas agradáveis...

MOURAS - Miguel Moura apresentou-se diferente do que tinha mostrado no Campo Pequeno. Mais concentrado, com melhor leitura das caracteristícas do novilho e com o cavalo de bandarilhas mais repousado, acabou por dar uma dimensão mais próxima do que dele esperam os aficionados. O patriarca da Familia esteve ao seu nivel, com a raça habitual.




VENTURAS - Diego Ventura, parou o toiro com repouso deixando-o á medida, para depois lidar sem exagero de ladeares, para depois cravar com emoção e sempre ao estribo ou pela frente deste. O seu novo cavalo "CHALANA" é mesmo um craque, e a égua com o ferro João Grave tem um sitio que marca a diferença. Pareceu-nos que este cavaleiro aponta para uma das suas melhores épocas, num estilo em que o repetitivo deu lugar ao improviso pensado. António Ventura toureou com a mesma garra que demonstrava quando andava na guerra, marcando a sua actuação pela maior dignidade.



Rui Fernandes e Botero - Apresentar num dia 4 cavalos novos é obra, que só se justifica pelo trabalho desenvolvido e pela dom que o Rui tem para pôr cavalos. Gostei particularmente dos cavalos de saída e do castanho de bandarilhas, com os quais desenvolveu o seu toureio em bom. Jacob Botero está um toureiro feito, com o tempo só, pode melhorar.

Sónia Matias e Ana Batista - Este toiro toureado a duo no feminino, agradou ao público. Sónia esteve na linha daquilo que de bom mostrou na época passada ( para mim, a sua melhor época...), com bom entendimento do oponente e bom desenho das sortes. Ana Batista apresentou-se desenvolta e com ganas. De saída com um cavalo novo esteve bem, mas foi nas bandarilhas com o RONCAL, sobretudo quando interrompeu as sortes a meio que mostrou que este ano esta em perspectiva um reencontro com o seu toureio.



Filipe Gonçalves e Francisco Palha - Não funcionaram tanto em conjunto como algumas das anteriores parelhas, mas o que fizeram, fizeram bem.
De saída tiveram os seus melhores momentos.




João Ribeiro Telles Jr. e Manuel Moreno - Fecharam a tarde sem deslustrar. JoãoR. Telles 4esteve bem, talvez sem o gancho de ouros dias e o jovem Espanhol Manuel Moreno, esteve correcto mostrando que pode andar...

Os Novilhos sairam de modo a possibilitar boas lides, e mesmo os Murubes não sairam tão NHOC NHOC.. com é habitual.



O grupo de forcados Amadores de Alcochete homenageou com dignidade o seu amigo CHALANAS...

Sortesdegaiola em força no festival do CHALANA

Hoje durante o dia, apresentaremos a crónica do Festival do Montijo e apontamentos de Olivenza...

Para cavalos complicados...


sexta-feira, 1 de março de 2013

VENTURA põe o nome de "CHALANA" a um cavalo



Cavalo NAZARI irmão do CHALANA

Sempre houve cavalos com o nome de toureiros, como por exemplo: "Bombita, Chicuelo, Belmonte, Chenel, Chibanga, etc. Diego Ventura em homenagem ao seu amigo CHALANA, pôs o nome deste a um cavalo que provavelmentre vai apresentar amanhã pela primeira vez. O cavalo de 4 anos tem o ferro "Arsénio Cordeiro" e é irmão do celebre NAZARI que tantos êxitos lhe tem dado.
ANA BATISTA - 25 anos de alternativa



Para a cavaleira Ana Batista, a temporada de 2013 vai ter um sabor especial… A 18 de Junho de 1988, com apenas 10 anos de idade, atuou pela primeira vez em público, precisamente, na sua terra natal, Salvaterra de Magos. Daí para a frente, o gosto pelo toureio passou a preencher os seus dias; passo a passo foi cimentando a sua carreira e… esta temporada cumpre 25 ANOS DE TOUREIO!




Para além de outras iniciativas que estão pensadas, mensalmente vai ser apresentada à imprensa, uma reportagem especial alusiva à efeméride.
Segue um trabalho dedicado à quadra da cavaleira para a temporada 2013.








NOTA INFORMATIVA


Dezoito anos depois de ter começado na Rádio, inicialmente como colaboradora de vários programas taurinos, e mais tarde como autora de um espaço unicamente da sua responsabilidade, Catarina Bexiga avança em 2013 com um conceito inovador entre nós.

Trata-se de “FALAR DE TOIROS”, um espaço semanal On-Line, disponível às Quartas-feiras, a partir das 22 horas, em www.falardetoiros.blogspot.com .

Para além de uma visão sobre a actualidade, o projecto visa essencialmente “dar voz” aos protagonistas de cada semana, assim como dar a conhecer histórias de vida.

O primeiro programa irá para o ar no próximo dia 6 de Março, e posteriormente poderá ser ouvido a qualquer dia e a qualquer hora… de Portugal para todo o mundo!


CONTACTOS:

TLM.: 917 62 70 49

MAIL: catarina.bexiga@gmail.com
Como loucos aos seus heróis…







Toda esta convulsão que hoje se vive na “Festa”, trouxe-me á memória um poema de fado de exaltação ás corridas de toiros, cujo o estribilho reza assim:

“Como loucos aos seus heróis
O povo aplaude em ovação…”

Neste princípio desta época, os toureiros têm-se transcendido nas suas actuações.
Os ganaderos têm primado na apresentação dos toiros enviados para os festivais.
As praças de toiros têm apresentado boas molduras humanas apesar da crise.
Nascem toureiros a pé e a cavalo, e grupos de Forcados por toda a parte.
A imprensa lida, falada e os Sites taurinos, têm tido mais saída, mais audiência e mais visitas.
As guerras do “Mundillo” … (empresários, jornalistas, apoderados, forcados etc.) têm trazido o picante que alimenta paixões, que por sua vez dão vida a um mundo que nos últimos anos se tem mantido cinzentão.


O Povão, nas praças está mais exigente, mais participativo e mais vibrante, como se viu na época passada.
As garraiadas de estudantes tem animação e participação invulgar.

Resumindo meus amigos, os aficcionados, “como loucos aos seus heróis vão aplaudindo em ovação…”

Temos que agradecer aos Anti-taurinos este efeito “Bomerang”.
Já quando fizeram a guerra a Barrancos, obtiveram como resultado o aumento substancial de gentes que normalmente ali se deslocavam, fazendo com que esta festa regional passasse a ser Nacional.
Esses frustrados, complexados, hipócritas, incoerentes, patós, vendidos, palermas, recalcados et. Etc. etc., conseguiram ainda o supremo milagre de unir a malta por uma causa.

Os anti-taurinos fizeram bem á “Festa”.

O meu mais sincero “bem haja” (o bem haja está na moda) aos patetas dos anti-taurinos.
Para azar deles, e por isso fervem de raiva, a “Festa” está com mais força.
A doutrina dos vegetarianos cai no ridículo pelo seu fundamentalismo.
As tipas dos cãezinhos abandonados perdem simpatizantes p’rá causa.
Doem-lhe os dedos de mandar mensagens sem resultados.
O circo tem hoje mais público.

O povão caga neles!!!

Na época passada em “Las Ventas” sua majestade o "REI" respondeu: “Estou aqui por amor á festa nacional e porque estou sempre ao lado dos artistas do meu país”.

Em Portugal os Presidentes não aparecem e só estão ao lado dos artistas de outras artes (de preferência se forem de esquerda), e nunca da tauromáquica, enquanto que as centenas de milhares de aficionados Portugueses, fazem jus a este verso : “Como loucos aos seus heróis o povo aplaude em ovação”.


Colhida no carnaval do toiro...