MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.

quarta-feira, 8 de março de 2017

História - mulher e FESTA...



A mulher e a "FESTA”

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Tirei estes apontamentos sobre a mulher no toureio apeado, no toureio a cavalo, no apoderamento e na critica, onde nem sempre tiveram a vida facilitada bem pelo contrário, mas, como já alguém escreveu “O toiro jamais pediu o bilhete de identidade; jamais quis saber se pela frente tem uma mulher ou um homem; o que sempre pediu foi valor, mais valor e muito valor e depois técnica.



Começo pelo toureio apeado.



Entre os primeiros nomes femininos que apareceram no mundo do toiro há a  destacar três:

No último quarto do século XVIII, uma mulher atreveu-se a rivalizar, com os nomes mais sonantes da época. Nicolasa Escamilla, La Pajuelera, chamou à atenção pelo seu invulgar valor.

Goya viu-a tourear em Zaragoza, onde  lidou um toiro, e imortalizou-a nas suas pinturas dedicadas à tauromaquia.  



O caso mais célebre e insólito, foi protagonizado por Maria Salomé, La Reverte. Dizem que foi valente, hábil com as bandarilhas, e eficaz com o estoque, e que a partir de 1908 assegurou que era um homem de nome Agustín Rodríguez para burlar a proibição do toureio para as mulheres, e continuar nas arenas.

La Reverte apresentou-se na praça de toiros do Campo Pequeno na temporada de 1902 toureando ainda em Algés e na Figueira, e segundo as prosas de então, agradou pela decisão e elegância como bandarilhou, e pelo bom estilo com o capote e muleta.

Com estas mudanças de sexo sem cirurgia, La Reverte não escapou á humilhação, de lhe chamarem Hemafrodita.



Um outro episódio singular foi passado com Juanita Cruz, também muito marginalizada pela lei.

A sua primeira actuação aconteceu em Cabra (Córboba) no ano de 1933, fazendo o paseíllo ao lado de Ramón Lacruz e de um então desconhecido Manuel Rodríguez Manolete como sobresaliente, numa tarde em que cortou os rabos dos seus dois novilhos, e que lhe valeu somar 33 novilhadas nessa temporada.

Juanita Cruz debutou em Madrid a 2 de Abril de 1936, com novilhos da viúva de Garcia Áleas.

Após a Guerra Civil foi viver para a Venezuela, e mais tarde converteu-se, na primeira mulher a receber a Alternativa, a 17 de Março de 1940 em Fresnedilla (México), tendo como padrinho Heriberto García com toiros de Cerro Viejo

 Ao longo da sua carreira participou em cerca de 700 festejos, dos quais 460 foram na América, e nunca vestiu taleguilla, usando vestidos de tourear com “saia – calça” bordada.

Juanita Cruz apresentou-se ao público português, no Campo  Pequeno, a 11 de Junho de 1933.

Como dado curioso regista-se o texto inscrito na lápide do seu mausoléu, do cemitério de La Almudena, em Madrid (uma escultura de tamanho natural, em que a toureira, aparece a brindar) e  onde se lê: A pesar del daño, que mi hicieron en mi pátria, los responsables de la mediocridad del toreo de 1940 a 1950 Brindo por España!.

Mais recentemente lembro-me de Mari Cruz que vi tourear em Queluz nos anos setenta, que veio depois a ter uma relação amorosa com o bandarilheiro e atleta celebre de luta livre António Augusto “El Indio Apache” de quem teve um filho.   

Mari Cruz era uma toureira de sentimento e com certeza uma pessoa excelente, que alicerçou uma sólida amizade com a sr. dª Isabel Palha R. Telles, que eu testemunhei de uma vez que fui com mestre David e os filhos a França ver um cavalo, enquanto a srª de Ribeiro Telles ficou em Madrid com Mari Cruz para irem no domingo a uma Feira tipo Feira da Ladra, o que a srª Ribeiro Telles fazia com uma certa assiduidade, como me apercebi no decorrer da viagem.

Em Portugal distinguiu-se Ana Maria d’Azambuja, que conheci bem nos seis anos que trabalhei na casa Ortigão Costa e vivi em Azambuja. Ana Maria chegou a ser apontada como a grande revelação do toureio a pé.

 Foi a única mulher em Portugal a obter a carteira profissional, mas a sua carreira durou apenas dois anos. Ana d’Azambuja foi pressionada a abandonar um mundo onde havia apenas lugar para os homens.

. A mágoa de uma curta carreira, que durou pouco mais de dois anos, e que terminou depois de muitas pressões, de um meio proibido a mulheres, ainda se sente no olhar de Ana Maria.

Disse-me um dia: “Conheço a Cristina Sanches. Uma mulher matadora de toiros em Espanha que tinha todas as condições para ser uma grande toureira. Ela desistiu há menos tempo que eu e pelas mesmas razões. Para as mulheres o mundo dos toiros é um objectivo quase impossível”.

Ana Maria confessou-me que, ainda hoje não percebe a relutância de alguns homens do meio, em aceitar uma mulher na arena.

Se hoje ainda há alguns entraves na entrada das mulheres no Mundillo, há quatro décadas a situação era muito mais dramática. “O mundo dos toiros é complexo e difícil, mesmo para os homens, ainda mais para as mulheres!”.

Em 1968, altura em que Ana Maria entrou na actividade do toureio, empresários e toureiros preparavam autênticas armadilhas às mulheres que se aventuravam na arte. Os Matadores, recusavam-se a participar nas mesmas corridas, e chegavam ao ponto de armar ciladas, lançando na arena toiros já mexidos (já lidados), e colocando em perigo a vida de quem toureava. “E se a mulher mostrava que tinha valor era ainda mais difícil”, garantiu-me.

Ana Maria acredita que a forma como o público a acarinhava, incomodava os seus pares,    que sentiam o prestígio roubado por uma mulher.

Apesar dos entraves que já pressentia ao longo do seu percurso entregou-se de corpo e alma à arte.

Foi o meu amigo António Salema, seu professor e apoderado, que acreditou nela  incondicionalmente . Ensinou-a, e conduziu-a até ao limite possível da sua carreira. Na última corrida no Montijo, momento em que o mestre… a aconselhou a abandonar o toureio, Ana Maria foi colhida e quase perdeu a vida, depois de ter sido vítima de uma troca propositada de toiros. António Salema, um apaixonado pela festa brava, para quem o talento se sobrepõe ao sexo, lamenta a época em que Ana Maria apareceu nas lides, e disse-me uma vez ao serão, na já desaparecida tasca azambujense que curiosamente se chamava , Leitaria ideal, repito, Salema disse-me um dia: “Teve o azar grande de ser mulher, e de aparecer no mundo dos toiros em 1968”.

Dos exemplos mais recentes o destaque maior vai para Cristina Sanches.



No toureio a cavalo a história é substancialmente mais rica.

Em Portugal começa com Maria Mil Homens, que diz quem a conheceu, que com o capote e a muleta em tentadero demonstrava igualmente jeito e valor.


Mas tudo terá começado, verdadeiramente, aos 15 anos de idade. Um dia, foi convidada para ir assistir a uma brincadeira com touros numa pequena arena existente na Herdade da Baracha (onde decorreu a Quinta das Celebridades).

Mal chegou ao local, foi logo convidada para ir tentar, tourear um pequeno garraio.


Maria Mil Homens chegou a actuar muitas vezes “de borla”. Era convidada a participar em corridas de beneficências para algumas instituições mais carenciadas do país. Sempre que a convidavam, respondia com agrado. “As pessoas não devem só pensar em ganhar dinheiro. É importante ajudar quem precisa”, defendeu.


Apesar de todo o sucesso alcançado, esta samorense de gema, nunca fez do toureio a sua profissão exclusiva. Na altura em que não actuava, trabalhava no campo ao lado dos seus avós.



Logo depois de Maria ou mesmo em simultâneo surgem, Maria Da Graça, Nazaré Felicio e a seguir, Elisa Raposo, Dália Cunha ( destacada atleta do Sporting) e Gina Maria. Por fim aparece Conchita Citron, de todas a que mais se destacou no mundo, e que acabou por ser considerada Portuguesa por adopção.

Nos últimos Vinte anos Surgem: Marta Manuela, Mónica Monteiro (história do desastre – Hoje cavaleira dressage Paraolimpica) Ana Batista, Sónia Matias e mais recentemente Joana Andrade, Ana Rita, Isabel Ramos, As irmãs Sofia e Cláudia Almeida, Maria Mira e mais uma ou duas que despontam.
Em Espanha, a primeira rejoneadora a ter uma certa notoriedade foi Amina Assis, a quem o cavaleiro Manuel André Jorge vendeu toda a sua quadra de cavalos após ter toureado uma corrida com ela.
Na época dos quartetos, surge um quarteto feminino interessante, que várias vezes tive o prazer de ver tourear, contituido por:

Antonita linares

Emy Zambrano  Que chegou a tourear em Santarém

Lolita Muñoz

Paquita Rocamora

Mais tarde surge outro quarteto por ideia minha proposta ao grande taurino Paco Dorado.
Marie Sara, que Fracturou um pé, e acabou substituída por Patricia Pellen, depois de se experimentar uma corrida com Vitória Santana, e outra corrida com Julie Cavaliere, óptima cavaleira, boa toureira mas sem conexão com o público .

Acabou o quarteto com Patricia Pellen,Raquel Orosco, Natalie e Ana Batista

E foi assim constituido, que foi apresentado na Figueira da Foz numa televisionada e no Campo Pequeno.

Conheci ainda na mesma altura, Camuci que era aciganada e valentíssima, mas por ser pobre não vingou.

Lembro-me que toureva com um Cavalo Ferro Ortigão Costa de nome Sombra que vendi A A. Peralta e que por ter partido uma mão estava limitadíssimo por uma grossura junto ao casco.



Surge por fim,    …  há poucos anos, Noélia Mota com valor, e de que já certamente ouviram falar.



Vamos agora falar de França.



Curiosamente, a primeira figura a fazer despertar os franceses para o toureio a cavalo foi uma mulher de nome Maria Gentis, nascida em 1870.

Maria, iniciada na nobre arte da equitação circense na academia de Paris, desperta para o toureio quando assiste às corridas à portuguesa, que se realizaram nesta cidade em 1889, nelas participando José Bento Araújo e Alfredo Tinoco, vindo este último a ser seu mestre e dizem que namorado…

 Apresenta-se em público nesta mesma cidade, no dia 24 de Maio de 1891, com o nome artístico de L’Amazone  Fin de Siécle.

     Dpois de tourear por toda a França, matando os toiros, retirou-se em 1896, na sequência de uma brutal campanha machista na imprensa, que influenciou o público até ao ponto de nada lhe perdoarem, convidando-a a regressar às origens, a ir para o circo, e chegou-se mesmo ao cúmulo de grupos organizados de machistas  levarem panelas para a praça, enquanto gritavam slogans do tipo: “à la cuisine” “á la cuisine” .



Uns anos depois da retirada tempestuosa de Maria Gentis, surgem duas figuras que voltam a entusiasmar os aficionados: Albert Lescot e, principalmente, essa mulher notável, que o tempo veio envolver de misticismo, Emma Callais.

  Falemos então de Emma Callais, toda ela  uma história recheada de paixão, aventura, arte, vivência atribulada, êxitos e drama, muito drama, tudo isto mais tarde passado ao teatro numa peça dramática.

  Nascida em 21 de Dezembro de 1907, assiste pela primeira vez, com 15 anos ,  a uma corrida em que participava Albert Lescot que era figura á época.

 A partir desse momento, vive a obsessão de tourear a cavalo. mas a família não a apoia e só mais tarde, quando casa, em 24 de Agosto de 1930, com o seu mestre de equitação, Joseph Callais ( de onde lhe vem o apelido), consegue realizar o seu sonho, tendo-se apresentado em público em Raphéle no dia 15 de Agosto de 1931.

  Toureia então por todo o país , muitas vezes com Lescot, e, em 1934, abrem-se-lhe as portas de Espanha, tendo Barcelona, Saragoça, Salamanca, Valência e até Madrid – para só falar das praças mais importantes - aplaudido a sua arte e ousadia.

Três anos mais tarde, a França está em guerra, o marido é mobilizado e todos os seus cavalos são requisitados , com excepção do célebre ( Sultan- ferro Pébre ).

Depois desta fase agitada, Emma Callais reapareceu em 1942.

Durante os anos da guerra dedicou-se a preservar a selecção das ganadarias da região, cujos homens da casa tinham sido mobilizados.

Em 7 de Agosto de 1944, quando regressava de uma corrida de automóvel com a quadrilha, a caminho de Arles, o carro foi metralhado por um avião, que ainda hoje não se sabe se era alemão ou dos aliados, morrendo todos os ocupantes.

Que triste sina a desta mulher, minhas queridas amigas…



Surgem nos anos oitenta  Corine bernard (valentíssima), Marie Sara, Helena Gayral, Lória Manuel (gisellene Vautraut) estas duas apoderadas por mim e que viveram em minha casa.

Se fosse possível juntar a Coragem e decisão da Lória, com a intuição, toureria e arte da Helena, fazia a melhor cavaleira de sempre.

Surge também Julie Cavaliere de que já falei e ainda Marie Pierre Calé, que foi a pior de todas…    

Quanto á equitação toureira, quero destacar duas irmãs, a mulher de Alvaro Domecq e  de Fermin Bohorquez Pai, a minha querida amiga  Mercedes Ibarra.



Na critica foi figura Marivi Romero directora dos programas taurinos da TVE, a quem os machistas fizeram a vida negra. Recordo-me de um programa que junto com Manuel Mollis fez Com Paulo Caetano e na mesma altura filmou outro comigo e com O Ballet a tourear a cavalo a que chamou “Ainda há românticos”.

No apoderamento e empresariado conheci Madame Poly ( empresária de Arles) distinta no trato , no saber e na discrição ………. E agora estamos na presença de Marie Sara, que por hora está a fazer trabalho meritório.

Por fim as Aficionadas conheci como aficionadas de postin, que me marcaram pelo saber em distinção, foram as Senhoras Dªs Maria Amélia Chatelanaz Infante da Camara, Maria Manuel Ci, Tareca Ramalho, Mercedes Ibarra domecq, Mirna Giron Ricard.



Ventura, 1ª do ano - Cavalos novos...


Cão amigo de um toiro...


terça-feira, 7 de março de 2017

Toiros - Ó tempo volta para trás...

A Revista - "Òh tempo volta p’ra trás"



Hesitei antes de escrever esta crónica, mas… não consigo calar a revolta pela forma como vejo tratada não raras vezes com fundamentalismos, a geração actual do toureio a cavalo pelo simples facto de praticar um toureio diferente, um toureio moderno, tão do agrado do grande público.

Cada geração tem as suas coisas boas e as suas coisas menos boas, e é importante o discernimento, para compreender as épocas que vamos atravessando ao longo da vida, sem saudosismos bacocos, recalcamentos visíveis ou mesmo complexos profundos.

As artes evoluem e em paralelo evoluem igualmente a forma de estar dos artistas no mundo, sem que isso diminua o valor de cada qual.

Que pensaria Rembrandt de Picasso ou Dáli?

Que pensariam Mestre do Sardoal ou mais recentemente Malhoa de Gargaleiro ou de António Sena ou do meu amigo Mário Silva?

Que pensariam Artur Ribeiro ou Max de Abrunhosa?

Certamente que os pintores e cantores doutras épocas, ficariam estupefactos com conceitos tão diferentes das suas artes, mas por cortesia e inteligência, certamente que sem complexos, logo tentariam compreender essa realidade, analisando-a á luz do mundo actual.

Desancar no toureio moderno, na postura social-taurina dos artistas, nos critérios empresariais e ganaderos, da actualidade etc., é um desenquadramento inequívoco da realidade, que expressa na maioria dos casos um mundo de frustrações denso.

Na revista “Oh tempo volta p’ra trás”, ridicularizava-se sentires semelhantes mas não ofensivos, aquilo a que assisto. é a um desvirtuar, muitas vezes com avinagramentos.

Não é preciso, e muito menos é de bom gosto, dizer mal de quase todos e quase tudo, para elogiar alguém, cantando em pindérico “Oh tempo volta p’ra trás”…

Luís C. Alballa arrasa Feira de Olivença...

Há opiniões para todos os Gostos, neste caso, o critico Luis Cordon Alballa arrasa no Blogue "Toros en Puntas", a Feira do toiro em Olivença...
Embora não estivesse lá, não concordo com o fundamentalismo que ressalta da crónica, embora possa haver resteas de razão...

OLIVENZA Y SU... ¿TORO?

Lo llaman "Feria del Toro". La madre que los trajo al mundo...

Olivenza, donde la "Feria del Toro". La "Feria del Toro", que lo llaman. Del "Toro", sí... ¡¡Já!!
La "Feria del Toro", de Olivenza... ¡¡Pero qué gran pantomina!! ¡¡Qué jeta!! ¡¡Qué genio, al que se le haya ocurrido!!

¿Feria del "Toro"? Pero ¿qué "toro"? Del medio-toro, más bien. Feria del Toro desmochado. Feria del serrucho. Feria de la mediocridad. Feria de la mentira. Feria de la chabacanería. Feria de la antitauromaquia más dañina que hay, por mucho que digan por ahí que no, que el problema es el PACMA, el Ayuntamiento de Madrid, los de Unidos (tampoco) Podemos, el de la coleta, y de su puñetero padre. Feria de los novilleros endiosados que no pasan de ser unos burdos imitadores de los figurines del siglo XXI. Feria, también, de estos figurines que tantísimo daño han hecho y siguen haciendo, por mucho que se intente vender por ahí que no, que hacen el mejor toreo de la historia. Feria del torillo que estas mandan criar para disfrutar y para crear arte, un torillo que da lástima y no miedo, que hace de los picadores y de la cuadra de picar un gasto innecesario, un torillo al que hay que llevar entre algodoncitos, como si ser torero fuera equivalente a ser auxiliar de enfermería...
"Feria del Toro", con El Parralejo, Zalduendo, Victoriano del Río (esta última supongo que con el modo figuras activado) y Garcigrande en el cartel... Jooooodeeeeeeer....
"Feria del Toro", y es el cortijo de las grandes figuras de la Tauromaquia 2.0 que no quieren ver el Toro, el Toro de verdad propiamente dicho, ni en pintura...
No lo llamen "Feria del Toro", porque si por algo brilla el Toro en estos días en Olivenza, es por su ausencia. No denigren al Toro de esta forma tan flagrante. Ni tampoco denigren ni dejen a la altura del betún a la Tauromaquia, que para eso ya tenemos a los animalistas. Si no son capaces de poner por encima de todas las cosas al Toro (al de verdad, no al simulacro de Olivenza) váyanse a sembrar alcachofas y ajos, pero no hagan más daño a la Tauromaquia, que ya está bien.
Basen la Tauromaquia en la bravura y la casta que le hizo grande a este animal a lo largo de todos los siglos, no en las exigencias de seis o siete pegapases que no quieren ni ver nada que no sea colaborador y se deje hacer...

Mientras tanto, la "Feria del Toro" de Olivenza no dejará de ser sino un fiel reflejo de lo que es el toreo hoy en día: una enorme pantomina de la que cualquier aficionado reniega.
 

Toiro "Fulanito" - 5 meses de amor...


Pega - Real Grp de Moura...


Toiros- Como sobreviver sem erva...


segunda-feira, 6 de março de 2017

Morreu J. Serrão Fialho...

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Morreu Joaquim Serrão Fialho um dos fundadores do Grupo de Èvora

Á familia enlutada enviamos os nossos sentidos pesames...

Boa pega, Grp de Monforte- P. Jorge....


Treino Grp Montijo- Apontamento...


Com 5 vacas "Ernesto de Castro", cedidas pelos irmãos Carreira, realizou o Grupo dos Amadores do Montijo, o primeiro treino da temporada 2017 ao qual se seguiu um almoço de confraternização.





Mundillo - Se me deixou na corda bamba...

Se você me deixou na corda bamba…

Dedicado a toda a malta dos toiros




Este é o titulo de uma interpretação em fado e samba, que vos aconselho vivamente a ouvir, dos meus amigos, Maria João Quadros e António Pinto Basto, que começa assim:

 “Se você me deixou na corda Bamba
Se eu me rebolei mordendo o chão
Não sei se isto é um fado se é um samba…”

A propósito desta obra destes grandes interpretes veio-me á ideia a dança dos apoderados, dos bandarilheiros, dos empresários e até dos moços de estoques.

Muitos estão na corda bamba, factores como, o numero reduzido de corridas, polémicas que envolvem a estrutura dos cabeças de cartaz, não cumprimento de acordos, falta ou alteração da dinâmica do apoderamento, levam a situações de pré rotura, e destas nunca o cabeça de cartaz se julga culpado.

É evidente que ninguém gosta de levar um pontapé nos “Montes do prazer” (era assim que se chamava ás nádegas em Roma no principio do SEC. XVIII).

Perante o dito pontapé, uns ficam tristes, deprimidos, mas interiorizam, outros aparentemente alegres mas recalcados e desbocam-se, e outros ficam irritados e estrilham, comportamentos em tudo semelhantes ao dos maridos encornados.

Os que se rebolam mordendo o chão (verso 2) normalmente partem para outra sem olhar a projectos.

Os que optam por achar que foi a sina, retiram-se temporariamente curtindo o seu fado (verso 3).

Os que para disfarçar passam a aparecer em toda a parte aparentando uma alegria contagiante, fazem um luto de viúva alegre optando por sambar (verso 3).

Se você está na corda Bamba, descontraia-se, a vida continua, não entre em guerras porque o mundo do toiro precisa de paz , paz e muito amor.

Veja "El Pana em Novilheiro...


domingo, 5 de março de 2017

Quase não há carnavais taurinos...

Já quase não há carnaval taurino....



Os leitores lembram-se dos carnavais taurinos ????

Pois é, quase acabaram...



Não havia praça de toiros que não tivesse o seu espectáculo nesta época e muitas vezes dois espectáculos.
O Campo Pequeno enchia, Azambuja tinha gente, Moita, Chamusca, Montijo, igualmente e até me lembro de ter esgotado a praça de Setúbal num domingo de carnaval. Algumas praças Alentejanas também tinham os seus espectáculos.

Passaram os anos,e foram sobrevivendo poucos.

Esses espectáculos carnavalescos fomentavam a aficcion nos mais novos que tinham nesssa época os seus primeiros contactos com a "FESTA" com o que isso tem de positivo. Os cavaleiros amadores começavam as suas épocas no Carnaval, e os Forcados juvenis tinham a oportunidade de se mostrarem e desenvolverem a sua arte ( tal como os cavaleiros ) com praças compostas de um público que os apoiava de forma incondicional.

Hoje o que está dar são as mamas e nadegas ao léu, plumas e samba, numa imitação parola do carnaval no Brasil. As imitações são sempre piores e algumas vezes muito piores que os originais, senão vejamos : No Brasil as mulheres estão morenas e são por norma jovens, enquanto que por cá as sambistas vão dos 15 aos 60 anos, e apresentam-se de cor leitosa, arrepiadas de frio com pele de galinha, com os bicos do peito reduzidos ao minimo dada a temperatura baixa e muitas com a barriga descaída. Do outro lado do Atlântico todos se maneiam com carnes riginhas ao ritmo da música que nasceu com aquela gente, por cá baloiçam a celulite de forma desenfreada, numa réplica burlesca ao carnaval do Rio de Janeiro. É um dó....

Posto isto, afirmo : "Que saudades eu tenho dos carnavais taurinos com anões e tudo..."

História- Toureira Maria Mil Homens...

Quem Foi Maria Mil Homens ???

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Maria Mil Homens foi uma das primeiras mulheres portuguesas a desafiar os toiros em arenas e foi uma figura ao lado das mais conceituadas da época. Criada pelos avós no meio do campo, onde sempre teve contacto com os cavalos, Maria Mil Homens cedo percebeu o gosto que tinha pelo toureio a cavalo. Com 10 anos de idade já montava a cavalo. Era este o meio de transporte que utilizava quando tinha de ir fazer alguns recados aos avós. Numa entrevista a O MIRANTE contou que para conseguir subir para o cavalo precisava, muitas vezes, de se apoiar num banco de madeira.
Um dia, foi convidada para ir assistir a uma brincadeira com touros numa arena existente na Herdade da Baracha. Mal chegou ao local, foi logo convidada para tourear um garraio. Começou aí uma carreira notável.
Maria Mil Homens participou em dezenas de corridas nas principais praças portuguesas, ganhou bom dinheiro, mas nunca deixou de trabalhar no campo para ajudar a família. “Lidei touros do Minho ao Algarve, sempre com praças cheias de gente”, dizia com orgulho.
O grande momento da sua curta carreira aconteceu em 1951. Nesse ano, foi convidada a participar em várias corridas de toiros que se realizaram em Angola. A sua actuação foi tão brilhante que só conseguiu deixar o continente africano ao fim de cinco longos meses de corridas. As suas grandes actuações foram em Benguela e Lobito. As praças enchiam e os aficionados aplaudiam em pé.
Maria Mil Homens Chaparro foi distinguida como cidadã de mérito pela sua terra na Gala do Foral 2005. Era uma mulher simples e trabalhadora. Admirada por centenas de pessoas .


C. Rodrigo- colhida brutal....


Toiros- imagens inéditas e brutais...


Toiros - Mas que porradão..


sexta-feira, 3 de março de 2017

1º treino Amad do Montijo 2017...

É já sábado que se vai dar inicio a temporada 2017, o grupo Forcados amadores do Montijo vai treinar a Quinta Mata a Demo Poceirão....

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Forcado - Adelino de carvalho...

De manuel Peralta Godinho e cunha, com a devida vénia, transcrevemos este texto da História de Forcados antigos 


Adelino de Carvalho, grande Forcado...




No 1º. quartel do século XX, na maioria das corridas actuavam grupos de forcados profissionais, com realce para um grupo de Vila Franca que foi comandado por um valentíssimo forcado que se chamou Manuel Burrico.
Anteriormente, no final do século XIX, aquando das inaugurações das Praças do Campo Pequeno e de Évora, foram os Forcados Profissionais dos Riachos que pegaram os toiros.
Antes dos grupos de amadores, do Ribatejo e de Santarém, destacou-se o Grupo de Forcados Amadores do Real Club Tauromáquico Português com Carlos d’Avellar Pereira que se notabilizou como um dos cabos, onde o próprio Jayme Godinho se iniciou e mais tarde foi comandar os Amadores do Ribatejo. Nesse Grupo do Real Club, destacaram-se também alguns elementos, nomeadamente Leopoldo Finzi. Pedro d’Abreu, Eugénio Nunes Monteiro, João Perestrello de Vasconcellos, Mariano Ribeiro, Arnaldo Futcher, Vasco da Câmara, Filipe Lamas, João Nascimento e Raul Cohen, entre outros.
Como é do conhecimento geral o Grupo dos Amadores do Ribatejo desfez-se e deu origem em 1915 ao Grupo de Forcados Amadores de Santarém, comandado por António Gomes de Abreu – que tinha só 19 anos de idade – mas nos primeiros tempos este Grupo teve poucas actuações e só em 1923 é que se apresentou pela primeira vez na Praça de Santarém, numa corrida que repartiu cartel com um Grupo de Forcados Amadores do Porto.
Os forcados profissionais mantiveram-se ainda por muitos anos e é de elementar justiça realçar o nome de Edmundo de Oliveira que nas décadas de 30 e 40 divulgou com honra e brio o Grupo do Vale de Santarém, de que foi cabo.
Nos meados da década de 40 surgiu outra glória dos forcados profissionais, este de Alcochete, que se chamou Artur Garrett.
Por fim e durante muitas épocas os Profissionais de Lisboa, onde se destacaram como cabos os forcados António Matias “Leiteiro”, João Raiva, Alberto Vieira e Adelino de Carvalho.

B. Mondego . Toiros para Espanha...

Embarcaram ontem toiros da Ganadaria "SANTOS SILVA" (Baixo Mondego), vendidos para Espanha, para serem corridos perto de Madrid...


A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre
A imagem pode conter: céu, nuvem e atividades ao ar livre

Toiros - Impressionante...


Toiros- Dentro do azar houve sorte...


Linguagem corporal dos cavalos...

Linguagem corporal dos cavalos



 
Contente: existe uma aparência suave nos olhos e todos os seus músculos estão relaxados por completo. Suspirar, lamber os lábios e relaxar a boca também podem ser indicativos desse estado emocional.



Relaxado: quando o cavalo está totalmente à vontade, olhos parcial ou totalmente fechados, cabeça baixa e músculos relaxados.


Aborrecido/Estressado: o cavalo pode fixar suas orelhas, torcer ou agitar o rabo e ter um olhar mais rígido. Ranger os dentes, evitar as mãos do cavaleiro ou treinador ou suas ordens quando sobre a sela. Geralmente seu corpo inteiro apresenta uma rigidez.


Agressivo: o cavalo fixa suas orelhas e pode entortar seu lábio superior. Ele balança seu traseiro para quem está tentando controlá-lo e costuma olhar fixamente para seu olho. É como se ele quisesse dizer: “Saia do meu caminho!”.


Com medo/Ansioso/Nervoso: É típico que o cavalo erga a cabeça e seu pescoço o mais alto possível e seus músculos ficam tencionados. Ele pode ficar trêmulo, seu rabo fica colado aos seus membros posteriores, inquieto andando em círculos e ele pode ranger os dentes.


Alerta/Focado: As orelhas estão apontando na mesma direção que seus olhos. A cabeça e o pescoço ficam erguidos, seu olhar brilha e o rabo pode ficar levantado.

Deixem as crianças tourear...

Deixem as crianças tourear...

QUIEN COÑO ES EL IMBECIL QUE LES QUITA A ESTOS NIÑOS SU ILUSIÓN?"
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Nota aclaratoria. Lo que hacen estos niños está permitido por ley. Cuando crezcan el Estado de Derecho le dará las herramientas oportunas para decidir si lo que le han inculcado es defendible o no.

Lo que no esta permitido por ley, es saltar a las plazas y boicotear un espectáculo permitido por el Estado español, con un carnet de republicano comunista en la boca y un sentimiento anti sistema que no ve mas lejos que su propio odio, y todo esto teniendo en cuenta, que el Estado de Derecho le da la oportunidad de luchar por sus ideales ,que no son otros que la destrucción de la tauromaquia, respetable como toda opinión contraria, pero siempre dentro de este marco legal que los energúmenos se saltan a la ¨torera¨. Energúmenos que apoyan abortar, matar, extirpar a una criatura del vientre de su madre incluso hasta con semanas de gestación. Doble moral e hipocresía nivel TOP.
Con este argumento que os doy, basado en el respeto de cada pensamiento y con en el Estado de Derecho por delante, ahora...tomen sus propias conclusiones.
Y lo que está claro, es que nada ni nadie puede tocar la ilusión de un niño, en este caso, simplemente...la de ponerse una gorra campera y practicar toreo de salón con su capote.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Toiros - Como loucos aos seus herois...

Como loucos aos seus heróis…




Toda esta convulsão que hoje se vive na “Festa”, trouxe-me á memória um poema de fado de exaltação ás corridas de toiros, cujo o estribilho reza assim:

“Como loucos aos seus heróis
O povo aplaude em ovação…”

Neste princípio desta época, os toureiros vão- se  transcender nas suas actuações.
Os ganaderos vão primar na apresentação dos toiros enviados para as corridas.
As praças de toiros vão apresentar boas molduras humanas apesar da crise.
Nascem toureiros a pé e a cavalo, e grupos de Forcados por toda a parte.
A imprensa lida, falada e os Sites taurinos, têm tido mais saída, mais audiência e mais visitas.
As guerras do “Mundillo” … (empresários, jornalistas, apoderados, forcados etc.) têm trazido o picante que alimenta paixões, que por sua vez dão vida a um mundo que nos últimos anos se tem mantido cinzentão.


O Povão, nas praças está mais exigente, mais participativo e mais vibrante, como se viu na época passada.

Os treinos de grupos de Forcados tem animação e participação invulgar.

Resumindo meus amigos, os aficcionados, “como loucos aos seus heróis vão aplaudindo em ovação…”

Temos que agradecer aos Anti-taurinos este efeito “Bomerang”.

Já quando fizeram a guerra a Barrancos, obtiveram como resultado o aumento substancial de gentes que normalmente ali se deslocavam, fazendo com que esta festa regional passasse a ser Nacional.
Esses frustrados, complexados, hipócritas, incoerentes, patós, vendidos, palermas, recalcados et. Etc. etc., conseguiram ainda o supremo milagre de unir a malta por uma causa.

Os anti-taurinos fizeram bem á “Festa”.

O meu mais sincero “bem haja” (o bem haja está na moda) aos patetas dos anti-taurinos.
Para azar deles, e por isso fervem de raiva, a “Festa” está com mais força.
A doutrina dos vegetarianos cai no ridículo pelo seu fundamentalismo.
As tipas dos cãezinhos abandonados perdem simpatizantes p’rá causa.
Doem-lhe os dedos de mandar mensagens sem resultados.
O circo tem hoje mais público.

O povão caga neles!!!

Na época passada em “Las Ventas” sua majestade o "REI" respondeu: “Estou aqui por amor á festa nacional e porque estou sempre ao lado dos artistas do meu país”.

Em Portugal os Presidentes não aparecem e só estão ao lado dos artistas de outras artes (de preferência se forem de esquerda), e nunca da tauromáquica, enquanto que as centenas de milhares de aficionados Portugueses, fazem jus a este verso : “Como loucos aos seus heróis o povo aplaude em ovação”.

Quero ter uns c... com'um torero...

O humor que encerra grandes verdades. 
É por não conseguir ser touriros, que muitos são ANTIS...

Vale a pena ouvir..


A. Cartagena - Cavalos 2017...


Momento de apuro- Cidade Rodrigo...


Impressionante -Sustos e colhidas...


quarta-feira, 1 de março de 2017

Toiros MURUBE- La mode...

Toiros Murube ???

La mode se demode, le style jamais…

 











Esta frase celebre de “Coco Chanel”, deve-se projectar no panorama actual do toureio a cavalo em Portugal.

A moda dos toiros de encaste “Murube”, dóceis, facilões, e cada vez mais perto do manso, tira emoção á corrida á Portuguesa quando não se arrisca até ao limite…
È evidente que esta moda um dia vai passar de moda “LA MODE SE DEMODE…”

Quando a vertente "espectáculo" é baixa e não se arrisca o máximo, o público sai frustrado, os próprios toureiros saem frustrados, as corridas passam assim a ser uma frustração ou quase.
A emoção é essencial e essa só é possível mantendo o estilo que sempre caracterizou as corridas de toiros, um estilo vivo em que a coragem domine, levando á emoção. O estilo não pode mudar “… LE STYLE JAMAIS…” isto é, não pode passar de moda, como se depreende da frase que titula esta crónica”, mas atenção, porque só alguns tiram o devido partido desses toiros...

Os toureiros, só conseguem libertar toda a sua arte, quando sujeitos á “PRESSÃO”, que conduz ao perigo, levando assim emoção ás bancadas.

“O carvão quando sujeito á pressão dá origem ao diamante” disse e muito bem Winston Churchil. 

O toureio moderno, interpretado por uma maioria, não tem a emoção dum Batista e de um Zoio, e se lhe juntamos o toiro Murube, o que fica? Nada, mesmo nada.

Os aficcionados menos jovens, estão habituados a vibrar nas corridas e não vão agora habituar-se á sensaboria. Os Hábitos de cada um, não mudam com facilidade.

A propósito de hábitos: há dias, um grande amigo meu, quando falávamos de uma amiga comum mais velha que nós, que tinha arranjado um namorado muito mais novo - o que na dita amiga sempre foi apanágio – saiu-se com esta: “ cadela velha avessada a comer pintos… só morta perde o vicio.


Ainda que esta história não venha muito a propósito ( mas tem graça), mal comparado, se estamos habituados a viver a emoção nas corridas, se temos esse vicio só mortos o perdemos.


 Os cavaleiros têm que dar nas suas actuações aquilo de que o povo gosta  e o faz vibrar. Resumindo, como dizia o Sr. Eng. Fernando Sommer d'Andrade: " O essencial das acções no toureio a cavalo, devem conduzir á escolha de atitudes, gestos e "Ares" do cavalo, frente ao perigo que o toiro representa e o CAVALEIRO deve CULTIVAR".




 Sr.s cavaleiros,  meditem nestas palavras sábias do mestre...

Pega R. Costa-Grp da Arruda...


Toiros - Histeria colectiva...


Tauromaquia contra Animalistas...

La tauromaquia frente a los nuevos administradores de la moral


Antitaurinos en pleno acoso a los espectadores de la Santamaría de Bogotá EFE
En el mundo occidental y en pleno siglo XXI, ahora mismo, hay corrientes ideológicas que consideran que su visión sobre un concreto aspecto de la vida, la naturaleza o la sociedad es la única posible y aceptable, y por ello quieren imponerla a todos los demás. Creen que hay un canon moral, que lo representan ellos y que el resto tendrá que reconocerlo y someterse a él. Que saben mejor que tú mismo cómo debes comportarte. Y es que, como dijo en este mismo periódico la profesora Elvira Roca Barea en una recomendable entrevista, desde que las iglesias han dejado de elaborar la moral social, han aparecido una serie de administradores de la moral que son los que vienen a decirnos qué tenemos que creer y pensar.Para los seguidores de estas nuevas religiones laicas, sus propias opiniones se asientan como verdades incuestionables. Frente a ellas no cabe la libertad de pensamiento y actuación, la discrepancia o la duda. Asumen que sus creencias son un avance social objetivo, por lo que las que se opongan a ellas son, en consecuencia, un retroceso y un mal que es preciso combatir. Con todas las armas posibles.
Una de estas religiones la constituye el llamado animalismo radical. Sus adeptos han declarado la guerra santa a la tauromaquia -y no solamente a ella- manifestando además un profundo desprecio personal por los aficionados a los toros y por su deseo de acudir en paz a un espectáculo regulado por normas democráticas, al que leyes y sentencias proclaman como patrimonio cultural de España. Para estos nuevos administradores de la moral eso es indiferente, y se asignan el derecho a impedir como sea que esa fiesta se pueda celebrar. Porque, dicen, tenemos razón, eso es un dogma, y cuando se tiene razón, es lícito pasar por encima de las leyes o de la dignidad de las demás personas. No es reprochable insultar, humillar o amenazar si el fin es el correcto.
Esta policía del pensamiento ataca de muchas maneras y en todos los frentes. En la reapertura de la Santamaría, en Bogotá, centenares de animalistas acosaron, insultaron y atacaron durante horas a los pacíficos aficionados que acudían a ver la corrida de toros. Ha sido tan grave, que el antitaurino alcalde de la ciudad ha prohibido las manifestaciones de protesta cerca de la plaza. Lo que, por cierto, también ha ocurrido en la culta y desacomplejada Francia.
No faltan tampoco las pintadas injuriosas, las intimidaciones a los que van a comprar una entrada o los apedreamientos. Pero el medio por excelencia para que los neoinquisidores puedan dar curso a sus autos de fe, es, naturalmente, el de las redes sociales. Todos hemos leído con horror mensajes feroces, deshumanizados, bestiales, con ocasión de la muerte del torero Víctor Barrio, o del festival a favor del niño Adrián, que quiere ser torero. Otros mensajes, no menos lamentables, vienen de la propia organización animalista española. Esto se escribió en su cuenta de twitter: "la vida de cualquier animal vale más que la del humano capaz de torturarlo", lo que constituye la perfecta definición del dogma supremo de esta religión (y una absoluta barbaridad). En otro tuit muy revelador, consideró que el dinero que había recaudado una asociación juvenil taurina vendiendo bolígrafos para un fin benéfico era "sucio", y lo equiparó al obtenido por el narcotráfico, haciendo iguales éticamente una actividad benéfica y un muy grave delito. En otro mensaje más, acusó a los que los que practican el deporte de la caza, por el mero hecho de serlo, de ser más proclives a cometer asesinatos. Todo ello revela no ya sectarismo intelectual, sino algo mucho peor: odio al que no piensa y vive como ellos quieren.
Es obvio que existen multitud de personas que son lícitamente contrarias a los toros, incluso partidarias de su prohibición, pero son respetuosas con los que disfrutan de ellos y rechazan cualquier violencia física o verbal. El mismo respeto que ofrecen es el que merecen. Aquí sin embargo estamos hablando de comportamientos muy distintos.
La existencia de este tipo de movimientos de administradores de la moral no solamente es perjudicial para los taurinos o los cazadores. Lo es para toda la sociedad por lo que supone de dogmatismo, imposición y ataque a las libertades de los demás, actitudes que no podemos necesitar menos. Ser taurino, declararlo y demostrarlo en tiempos tan incómodos adquiere, así, por la fuerza de los acontecimientos, una significación inesperada de resistencia cívica frente a la intolerancia, de freno para evitar que se crean con autoridad para dictarnos las reglas de comportamiento, de exigencia de respeto a la libertad individual y de pensamiento y a las opiniones de los demás. Y en este sentido constituye un beneficio para toda la sociedad civil, tanto a la parte que le gusta los toros, como a la que no.