MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.
domingo, 9 de julho de 2017
sábado, 8 de julho de 2017
Rejoneio em Pamplona- Pablo sai a pé...
Boa corrida de rejoneio com triunfo gordo de R. Almendariz ( 4 orelhas) secundado por Hernandez (2 oelhas), tendo saido ambos em ombros.
Pablo hermoso de Mendonza esteve correcto a tourear, mas por estar mal a matar foi o único rejoneador da terna que por não cortar nada, saiu a pé..
Crónica do C. Pequeno por Moita da Cruz...
Como estava anuciado, relazou-se na 5ª feira á noite, 6 de Julho a Corrida de touro Flash.
Como estava anuciado, relazou-se na 5ª feira á noite, 6 de Julho a Corrida de touro Flash.
JACOBO BOTERO-Não esteve ao seu nível normal.Faltou-lhe as ganas do
costume, e como o conheço bem, algo se passou..verdade seja dita que
abrir praça..pesa bastante, e os cavalos complicaram um pouco tambem.O
trio Toureiro-Cavalo e Touro, nâo se conjugaram. Força toueiro....por
morrer uma andorinha, nâo acaba a Primavera.
PARREIRITA CIGANO- Mais uma vez mostrou raça, valor e risco, embora
uns degraus abaixo relativamente á noite da sua memorável
alternativa.Teve a sorte de entrar em graças com os aficionados do Campo
Pequeno.Se arranjar cavalos com mais gabarito, para o toureio que quer
implantar....até a barraca abana.
EL FANDI-Mostrou ser um toureiro muito placedao e «muy listo».Tem
umas condiçôes físicas fora do normal. Bandarilhou magistralmente. Na
lide de muleta, só utilizou a ponta da mesma e nâo a «pança».Agradou a
turistas e ao pouco entendidos. Aos aficionados puros....nâo!
J. DEL ALAMO-Mostrou porque razâo abriu a Porta Grande de Madrid.
No seu primeiro tirou água de poço seco. No segundo, puxou dos galôes e
disse: Este sou eu...e que faena realizou.Arte a arrodos, valentia e uma
estética impressionante.A repetir nesta praça.Apenas um reparo á sua
quadrilha completamente apavorados.
FORCADOS AP. DA MOITA- Estoicos com uma coragem desmedida.Assim se mostra a alma do povo português de antanho.
Ensaio sobre a problemática da AFICCION...
Ensaio sobre o maquiavelismo de alguns e a cegueira de
todos os outros
Por definição aqueles que se interessam por toiros,
cavalos, costumes e tradições constituem uma minoria de primitivos imbecis,
atrasados e “reaccionários”, como certifica outra minoria de imbecis
manipulados, que foram convencidos de
que são progressistas.
Entre uns e outros vegeta uma
esmagadora maioria de multidões indiferentes a quase tudo o que não seja tentar
sobreviver, e evitar pensar em coisas ainda mais incómodas do que os seus
problemas quotidianos, para evitar uma depressão ainda maior. A estas multidões
serve-se uma informação filtrada e orientada, nos intervalos do futebol, dos
reallity shows, dos concursos e das novelas. Á força de constarmos esta
realidade acabámos por a achar natural.
As coisas são assim. Mas
porque é que são assim?
Porque é que nos esquecemos
tão resignada e passivamente de que a esquerda esclarecida, que então existia e agia, considerava como
ALIENAÇÃO DO POVO as doses massivas de
Fátima fado e futebol com que os salazarentos atafulhavam os bestuntos da
carneirada dócil?
Não estou minimamente convicto de que o facto de amarmos os costumes e as tradições nos inclua automaticamente numa minoria de primitivos imbecis.
quinta-feira, 6 de julho de 2017
quarta-feira, 5 de julho de 2017
W Considerações sobre arte taurina e outras....
Há dois tipos de cultura das artes, a erudita e a popular, mas arte é sempre arte.

Todas as artes evoluem com o tempo, e mesmo em cada época há escolas diferentes consoante o sentir de cada interprete,
Na mesma época ou quase, Picasso era Picasso e Dali era Dali, Marceneiro era um enorme fadista e Fernando Mauricio foi outro enorme fadista, Sinatra foi a voz da américa e Sammy Davis também, Maria Callas e Cecilia Bertoli interpretaram operas históricas, Ana Moura é extraordinária tal como Carminho, Nureyev e Nijinki foram dois bailarinos assombrosos, Nuncio foi Nuncio e Simão foi Simão. Vieira da Silva e Paula Rego pintaram ambas coisas maravilhosas.
Todos estes artistas que emparelhei propositadamente são enormes referências, mas que na sua estrutura artística pouco têm em comum além da essência da arte que os inspirou e inspira.
Se nas outras artes é verdadeira a afirmação artística dos melhores interpretes de cada escola, na tauromaquia recentemente aconteceu o mesmo.com Mestre Batista, L. Miguel da Veiga e Zoio, e ainda mais recentemente João Moura, Manuel J. de Oliveira, Paulo Caetano, João Ribeio Telles e Joaquim Bastinhas, que nas suas épocas cada um por si marcava a sua diferença.
Perante estes exemplos, conclui que os artistas só se afirmam verdadeiramente pela originalidade, e que só quando em presença de estilos e conceitos diferentes, as artes ganham fulgor por abrangerem um maior leque de apaixonados, enquanto as imitações fazem definhar pelo repetitivo das circunstancias ...
Perante este raciocinio, as empresas só têm que pôr os artistas verdadeiramente originais em confronto para ter mais gente nas praças...
Todas as artes evoluem com o tempo, e mesmo em cada época há escolas diferentes consoante o sentir de cada interprete,
Na mesma época ou quase, Picasso era Picasso e Dali era Dali, Marceneiro era um enorme fadista e Fernando Mauricio foi outro enorme fadista, Sinatra foi a voz da américa e Sammy Davis também, Maria Callas e Cecilia Bertoli interpretaram operas históricas, Ana Moura é extraordinária tal como Carminho, Nureyev e Nijinki foram dois bailarinos assombrosos, Nuncio foi Nuncio e Simão foi Simão. Vieira da Silva e Paula Rego pintaram ambas coisas maravilhosas.
Todos estes artistas que emparelhei propositadamente são enormes referências, mas que na sua estrutura artística pouco têm em comum além da essência da arte que os inspirou e inspira.
Se nas outras artes é verdadeira a afirmação artística dos melhores interpretes de cada escola, na tauromaquia recentemente aconteceu o mesmo.com Mestre Batista, L. Miguel da Veiga e Zoio, e ainda mais recentemente João Moura, Manuel J. de Oliveira, Paulo Caetano, João Ribeio Telles e Joaquim Bastinhas, que nas suas épocas cada um por si marcava a sua diferença.
Perante estes exemplos, conclui que os artistas só se afirmam verdadeiramente pela originalidade, e que só quando em presença de estilos e conceitos diferentes, as artes ganham fulgor por abrangerem um maior leque de apaixonados, enquanto as imitações fazem definhar pelo repetitivo das circunstancias ...
Perante este raciocinio, as empresas só têm que pôr os artistas verdadeiramente originais em confronto para ter mais gente nas praças...
terça-feira, 4 de julho de 2017
O toureio a cavalo, clássico, moderno e o Futuro...
Resolvi escrever sobre o que penso sobre o toureio a cavalo e a sua evolução, desde o clássico ao moderno e a projecção deste no futuro...


Tirando Mestre Batista, poucos foram os que interpretaram o toureio frontal e mesmo assim só a espaços, já que basta ver filmes dessa época, para concluirmos que a maioria das vezes, para não dizer quase sempre, os cavaleiros citavam de frente mas fora da linha do toiro, quando muito ao piton de fora, executavam "Tiras" e sortes em terrenos cambiados com o que estas diferem da vulgar "sorte á meia volta",, sortes essas executadas com velocidade..
Os ditos clássicos tinham no entanto grandes qualidades, que íam das lides perfeitas com o entendimento fácil dos terrenos e das distâncias, da duração da lide, e da forma alegre e séria como citavam que predispunha o respeitável público para a execução das sortes que na maioria dos casos terminava com os ferros ao estribo. As Sortes eram rematadas e a seguir ao remate surgia a beleza do "Piaffer" e da "Passage" abrilhantados pelo temperamento dos cavalos na arena.
O toureio moderno teve como percursor Mestre Batista, que esse sim toureava de frente, introduzindo ainda a sorte ao "piton Contrário" com o que esta transportou de emocionante.
Surgem os quiebros e nestes há diferenças abismais. Uma coisa é executá-los de forma templada absorvendo a investida - que faz toda a diferença para a sorte mecanizada -, e de forma cingida e de frente para o toiro e mais ainda carregar a sorte quando a viagem é larga, outra coisa é citar fora da linha do toiro dois, três ou mais "trancos" de galope, antes do ponto onde a emoção atinge o climax.
Surgem ainda nesta época os ladeares na cara dos toiros, ora de garupa ao muro ora de cara ao muro, que juntaram beleza e acima de tudo espectacularidade ao toureio, mas quando bem executados, o que muitas vezes não acontece antes lembrando as pescadinhas de rabo na boca, e isto sucede em consequência da falta de arranjo dos cavalos.
Nesta fase do toureio moderno perdeu-se muito da componente espectáculo, chegando a assistir a cortesias de corridas com figuras, em que nenhum dos cavalos saía em "passage".
Passou-se também nesta fase da evolução do toureio, a dar vantagens aos toiros de praça a praça, sortes de valor extremo, no que foi percursor D. José João Zoio .
O toureio a cavalo do futuro, vai-se basear no que têm de bom as duas fases anteriores, a que se juntará uma componente de mais espectacularidade e ainda um reportório mais vasto ( Veja-se o efeito ROCA REY no toureio apeado.)...
Tirando Mestre Batista, poucos foram os que interpretaram o toureio frontal e mesmo assim só a espaços, já que basta ver filmes dessa época, para concluirmos que a maioria das vezes, para não dizer quase sempre, os cavaleiros citavam de frente mas fora da linha do toiro, quando muito ao piton de fora, executavam "Tiras" e sortes em terrenos cambiados com o que estas diferem da vulgar "sorte á meia volta",, sortes essas executadas com velocidade..
Os ditos clássicos tinham no entanto grandes qualidades, que íam das lides perfeitas com o entendimento fácil dos terrenos e das distâncias, da duração da lide, e da forma alegre e séria como citavam que predispunha o respeitável público para a execução das sortes que na maioria dos casos terminava com os ferros ao estribo. As Sortes eram rematadas e a seguir ao remate surgia a beleza do "Piaffer" e da "Passage" abrilhantados pelo temperamento dos cavalos na arena.
O toureio moderno teve como percursor Mestre Batista, que esse sim toureava de frente, introduzindo ainda a sorte ao "piton Contrário" com o que esta transportou de emocionante.
Surgem os quiebros e nestes há diferenças abismais. Uma coisa é executá-los de forma templada absorvendo a investida - que faz toda a diferença para a sorte mecanizada -, e de forma cingida e de frente para o toiro e mais ainda carregar a sorte quando a viagem é larga, outra coisa é citar fora da linha do toiro dois, três ou mais "trancos" de galope, antes do ponto onde a emoção atinge o climax.
Surgem ainda nesta época os ladeares na cara dos toiros, ora de garupa ao muro ora de cara ao muro, que juntaram beleza e acima de tudo espectacularidade ao toureio, mas quando bem executados, o que muitas vezes não acontece antes lembrando as pescadinhas de rabo na boca, e isto sucede em consequência da falta de arranjo dos cavalos.
Nesta fase do toureio moderno perdeu-se muito da componente espectáculo, chegando a assistir a cortesias de corridas com figuras, em que nenhum dos cavalos saía em "passage".
Passou-se também nesta fase da evolução do toureio, a dar vantagens aos toiros de praça a praça, sortes de valor extremo, no que foi percursor D. José João Zoio .
O toureio a cavalo do futuro, vai-se basear no que têm de bom as duas fases anteriores, a que se juntará uma componente de mais espectacularidade e ainda um reportório mais vasto ( Veja-se o efeito ROCA REY no toureio apeado.)...
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Crónica de Monforte---
Grande triunfo de Moura Caetano numa corrida em que estreou dois cavalos, e bons apontamentos de "El JUANITO"..
A corrida foi toda ela agradável de seguir, para o que muito contribuiu o curro de "Paulo Caetano", não se compreendendo porque motivo o ganadero não deu volta á arena no 2º e 7º toiro...

JOÃO MOURA
Com duas actuações correctas pautou a sua passagem pela arena da sua terra, onde soava nas bancadas o seu êxito alcançado no dia anterior em Évora.
J. MOURA CAETANO
Ao segundo comprido deveria ter tocado a música tal foi a beleza das preparações com ladeares e contra passagens de mão por dentro, tudo isto rematado com ferros de grande emoção montando o "Belmonte". Nos curtos com ferros de praça a praça com o "Aramis" mostrou o valor e arte que o tornam diferente, tendo estreado ainda um cavalo novo "Hidrogénio" ( ferro PAIM) que muito impressionou em 2 ferros plenos de emoção.
No 2º toiro sacou outro cavalo de saída "Lince" ( Sem ferro), cruzado de "Quarto de milha", seguro, com força e elasticidade, que muito promete, e nas bandarilhas sacou o
"Temperamento", e está tudo dito...

MIGUEL MOURA
Mostrou que dia a dia evolui para novas e melhores perfomances, Esteve muito bem a lidar e cravou ferros de mérito nos dois toiros.
A sua empatia com o público é notável, a sua entrega foi total, o seu sentido de improviso é muito acima da média, e o valor esteve presente.
Mostrou argumentos sobrados para andar na guerra.

EL JUANITO
Foi uma agradável surpresa. Vem com o capote, mas foi com a muleta acima de tudo que mais brilhou pela esquerda e pela direita, cuidando bem as distâncias.
Esteve toureiro com lampejos de arte..
Os FORCADOS de Santarém e Monforte cumpriram numa corrida que não lhes pôs problemas...
A corrida foi toda ela agradável de seguir, para o que muito contribuiu o curro de "Paulo Caetano", não se compreendendo porque motivo o ganadero não deu volta á arena no 2º e 7º toiro...
JOÃO MOURA
Com duas actuações correctas pautou a sua passagem pela arena da sua terra, onde soava nas bancadas o seu êxito alcançado no dia anterior em Évora.
J. MOURA CAETANO
Ao segundo comprido deveria ter tocado a música tal foi a beleza das preparações com ladeares e contra passagens de mão por dentro, tudo isto rematado com ferros de grande emoção montando o "Belmonte". Nos curtos com ferros de praça a praça com o "Aramis" mostrou o valor e arte que o tornam diferente, tendo estreado ainda um cavalo novo "Hidrogénio" ( ferro PAIM) que muito impressionou em 2 ferros plenos de emoção.
No 2º toiro sacou outro cavalo de saída "Lince" ( Sem ferro), cruzado de "Quarto de milha", seguro, com força e elasticidade, que muito promete, e nas bandarilhas sacou o
"Temperamento", e está tudo dito...
MIGUEL MOURA
Mostrou que dia a dia evolui para novas e melhores perfomances, Esteve muito bem a lidar e cravou ferros de mérito nos dois toiros.
A sua empatia com o público é notável, a sua entrega foi total, o seu sentido de improviso é muito acima da média, e o valor esteve presente.
Mostrou argumentos sobrados para andar na guerra.
EL JUANITO
Foi uma agradável surpresa. Vem com o capote, mas foi com a muleta acima de tudo que mais brilhou pela esquerda e pela direita, cuidando bem as distâncias.
Esteve toureiro com lampejos de arte..
Os FORCADOS de Santarém e Monforte cumpriram numa corrida que não lhes pôs problemas...
domingo, 2 de julho de 2017
Toiros- Para tutear é preciso estatuto...
Tutear sim, mas...
Quando eu era novo, tratar por tu fosse quem fosse, obedecia a critérios de bom senso que se fundamentavam na idade, na posição social e na intimidade. Eu ainda sou do tempo, que era fino tratar-se os irmãos e as namoradas por você o que pressupunha respeito e ainda que não pareça, pressupunha intimidade.
Veio a revolução e passou o tutear a ser moda, ou porque uma suposta igualdade apregoada na época o influenciou, ou porque para alguns marcados por contigências da vida, tutear era uma forma de se afirmarem e de subirem degraus na escala social, ou pura e simplesmente por moda ou rotina.
No mundo do toiro, o tutear não atingiu grandes proporções. Um novilheiro não trata um matador por tu de qualquer maneira, nem um cavaleiro dos mais novos tuteia os mais velhos sem que estes o facilitem, no entanto no mundo aficionado já não sucede assim. Quantas vezes não somos surpreendidos por gente que mal conhecemos ou mesmo não conhecemos, com um "Ó pá gostaste da Corrida ? ".
Cá para mim não me importa grandemente que me tuteiem, mas ás vezes fico incomodado, porque nunca o fiz nem faço. Só passei a tutear D. Angel Peralta, quando este mo exigiu, o mesmo acontecendo com o Sr. Francisco Carreira que tinha idade para ser meu avô...
Quem me tuteia sem eu achar que tem esse estatuto, leva sempre como resposta um distanciamento significativo, não ganho nada com isso porque muitos dos que o fazem nem percebem, coitados...
O Ambiente no C. Pequeno- M. da Cruz...

Nâo vou fazer a crónica da corrida (essa já foi feita por J. Cortesão), mas apenas transcrever comentários que fui ouvindo durante a mesma, de aficionados, turistas e público em geral.
No inicio das cortesias, um casal já de certa idade, gritava ela:Que «vénias» tâo bonitas.A miúda e o epanholito sâo os mais bonitos.
Alguém sem qualquer conhecimento dizia: Entâo vâo tourear todos ao mesmo tempo? Foi uma risota dos que estavam perto.
Quando Parreirita actuava, um grupo de holandese gritava BRAVO...BRAVO, a que um nacional retorquiu...o touro ou o toureiro?Claro que nâo obteve resposta, pois nâo foi entendido.
Um grupo pequeno, penso que de aficionados, já com certa idade, comentavam o tempo em que Manuel Jorge, dava «cartas» com os cavalos pretos, e recordavam os gestos que fazia o pai de Manel na trincheira.Diziam também que a «queda» do Manel tinha sido o cavalo Foguete.
Da Ana, uns turistas espanhóis comentavam:Que «COJONES TIENE LA NINA»
Um grupo de turistas chineses levantavam-se como loucos aquando da realizaçâo das pegas....o que eles pensariam?
Creio que alguém da zona de Tomar, referia-se á Ratona e ao Napoleâo, de Rui Salvador, dizendo ao mesmo tempo que quem bebe água do Nabão na perde o coraçao.
Ainda durante a lide de Cigano, comentavam...finalmente feros á Batista.
Uns colombianos com a repectiva bandeira do seu País, estavam eufóricos com a lide de Jacobo Botero...e gritavam o seu nome.
Uns aficionados de Vila Franca, discutiam, se Ventura e Pablo, com este magnifico curro de touros, fariam as mesmas «gracinhas»
E finalmente todos em sentido que se toca o Hino Nacional!
MOITA DA CRUZ
sábado, 1 de julho de 2017
Crónica do C. Pequeno....
Uma corrida com história...

A juventude mostrou-se em grande, e a dignidade dum toureiro antigo esteve presente tal como a valentia duma mulher toureira...
O curro de "Veiga Teixeira" bem apresentado, exigiu aos toureiros toureio na cabeça...
PARREIRITA "CIGANO
Grande alternativa. Se nos compridos cumpriu, foi nos curtos que brilhou a grande altura em crescendo, começando no bom e acabando no verdadeiramente extraordinário.
A enorme empatia que tem com o público, já era reconhecida por toda a gente, mas naquele dia, se havia dúvidas, estas desvaneceram-se por completo.
Parabéns Parreirita e um abraço de quem em ti sempre acreditou...
MAN. JORGE DE OLIVEIRA
Quem é toureiro, nasce e morre toureiro.
A maioria dos cavaleiros reaparecem ás vezes, mas com o toirinho cómodo á medida, mas reaparecer ser com um toiraço "Veiga Teixeira" com peso e idade, marca em alta a dignidade deste toureiro.
O nivel da sua aficcion e amor á arte ficou espelhada na emolão com que concedeu a alternativa ao
seu discípulo e na forma como o convidou a compartir com ele o tércio de bandarilhas que foi empolgante, e em que não posso deixar de destacar o seu último ferro do mestre que encerrou o perfuma intenso da arte que o celebrizou.
RUI SALVADOR
Entrou nesta festa da alternativa de Parreirita com a dignidade da entrega que nele é costumeira...
ANA BATISTA
Tocou-lhe um toiro manso mas sobretudo muito perigoso, daqueles que apertam de verdade e deixam os toureiros com a boca seca, como se diz na gíria.
Ana Batista teve sempre por cima do toiro, arriscando para além do razoável, não se descompondo e mantendo uma frieza repleta da classe que a toureira transporta e sempre transportou, numa afirmação de valor ás carradas...
J. MARIA BRANCO
Num toiro mansote, um pouco reservado, sem transmissão e ainda por cima diminuído de um dos membros, pouco mais podia fazer...
JACOBO BOTERO
Fechou com chave de ouro a corrida, começando a lide com um belíssimo ferro á "portagaiola" , depois de ter visto a seriedade dos "Veiga Teixeira" que tinham tocado aos companheiros.
A serie de curtos é boa, o violino de adorno é excelente e a tudo isto juntou um lidar correcto...
NOTA : Parreirita e Botero tourearão na próxima 5ª feira nesta nesma praça, preenchendo assim o lugar que estava em aberto no cartaz já publicado..
Noite séria para os Forcados
Pelo Grp do Ribatejo, pegaram, Rafael Costa e André Martins, ao primeiro e segundo intentos. Pelos Amadores da Chamusca, foram 'caras', Igor Rabita e Luís Isidro, ao segundo e primeiro intentos e por último, pelos do Aposento, também da Chamusca, pegaram Francisco Andrade à segunda tentativa e João Salgueiro, à terceira.

A juventude mostrou-se em grande, e a dignidade dum toureiro antigo esteve presente tal como a valentia duma mulher toureira...
O curro de "Veiga Teixeira" bem apresentado, exigiu aos toureiros toureio na cabeça...
PARREIRITA "CIGANO
Grande alternativa. Se nos compridos cumpriu, foi nos curtos que brilhou a grande altura em crescendo, começando no bom e acabando no verdadeiramente extraordinário.
A enorme empatia que tem com o público, já era reconhecida por toda a gente, mas naquele dia, se havia dúvidas, estas desvaneceram-se por completo.
Parabéns Parreirita e um abraço de quem em ti sempre acreditou...
MAN. JORGE DE OLIVEIRA
Quem é toureiro, nasce e morre toureiro.
A maioria dos cavaleiros reaparecem ás vezes, mas com o toirinho cómodo á medida, mas reaparecer ser com um toiraço "Veiga Teixeira" com peso e idade, marca em alta a dignidade deste toureiro.
O nivel da sua aficcion e amor á arte ficou espelhada na emolão com que concedeu a alternativa ao
seu discípulo e na forma como o convidou a compartir com ele o tércio de bandarilhas que foi empolgante, e em que não posso deixar de destacar o seu último ferro do mestre que encerrou o perfuma intenso da arte que o celebrizou.
RUI SALVADOR
Entrou nesta festa da alternativa de Parreirita com a dignidade da entrega que nele é costumeira...
ANA BATISTA
Tocou-lhe um toiro manso mas sobretudo muito perigoso, daqueles que apertam de verdade e deixam os toureiros com a boca seca, como se diz na gíria.
Ana Batista teve sempre por cima do toiro, arriscando para além do razoável, não se descompondo e mantendo uma frieza repleta da classe que a toureira transporta e sempre transportou, numa afirmação de valor ás carradas...
J. MARIA BRANCO
Num toiro mansote, um pouco reservado, sem transmissão e ainda por cima diminuído de um dos membros, pouco mais podia fazer...
JACOBO BOTERO
Fechou com chave de ouro a corrida, começando a lide com um belíssimo ferro á "portagaiola" , depois de ter visto a seriedade dos "Veiga Teixeira" que tinham tocado aos companheiros.
A serie de curtos é boa, o violino de adorno é excelente e a tudo isto juntou um lidar correcto...
NOTA : Parreirita e Botero tourearão na próxima 5ª feira nesta nesma praça, preenchendo assim o lugar que estava em aberto no cartaz já publicado..
Noite séria para os Forcados
Pelo Grp do Ribatejo, pegaram, Rafael Costa e André Martins, ao primeiro e segundo intentos. Pelos Amadores da Chamusca, foram 'caras', Igor Rabita e Luís Isidro, ao segundo e primeiro intentos e por último, pelos do Aposento, também da Chamusca, pegaram Francisco Andrade à segunda tentativa e João Salgueiro, à terceira.
As corridas são um espectáculo actual...
A corrida de toiros é um espectáculo actual e moderno...

Prevendo que as sociedades ditas democratizadas crescem cada vez mais avessas aos aspectos alheios das rotinas urbanas, importa que a tauromaquia enquanto arte, se saiba legitimar e alargar às novas gerações, essencialmente por questões artísticas e só depois por fundamentos de interesse pessoal ou empresarial.
Ambos estão interligados e são estritamente necessários á “Festa”, mas contrariar esta prioridade é remar contra a maré, numa Europa cada vez mais federalista, e por isso, mais autocrata também do ponto de vista cultural.
Mas é preciso dizer, que a tauromaquia tem todos os requisitos para ter continuidade. Assim saibam os seus intervenientes actualizar e modernizar o que assim o exigir.
Sim, porque a corrida de toiros é um espectáculo actual e moderno!
É moderno no tempo, porque apesar das origens distantes, não tem mais de três séculos de metamorfose.
É moderno nos valores, porque ensina os jovens a ter coragem de ter medo, sem disso terem vergonha.
É moderno economicamente, porque para além de produzir riqueza em diversos ramos de actividade, ainda é dos poucos sectores onde não se despedem trabalhadores em massa.
É moderno ambientalmente, porque preserva na íntegra mais de 70.000 há de solo rural nacional.
Mas acima de tudo, é moderno em substancia artística, ao fazer desabrochar em 15 minutos, a verdadeira natureza racional e por vezes irracional, do homem antigo que é, mas que hoje se julga moderno por ter ido Lua, enquanto construía a bomba atómica, ou por aperfilhar milhões de animais de 4 patas ao mesmo passo que despreza comunidades humanas famintas.
Quem é realmente moderno, vive o seu tempo sem fanatismos ou intolerâncias e principalmente sem desafiar a condição e a liberdade do próximo.
O nosso tempo é Agora! E têm referências, do presente, do passado e já do futuro, por isso mesmo, há que ter a convicção, de que o futuro passa pela união da afición em geral, cabendo a cada interveniente dar a cara sem complexos, e saber defender coerentemente, os seus ideais.
Prevendo que as sociedades ditas democratizadas crescem cada vez mais avessas aos aspectos alheios das rotinas urbanas, importa que a tauromaquia enquanto arte, se saiba legitimar e alargar às novas gerações, essencialmente por questões artísticas e só depois por fundamentos de interesse pessoal ou empresarial.
Ambos estão interligados e são estritamente necessários á “Festa”, mas contrariar esta prioridade é remar contra a maré, numa Europa cada vez mais federalista, e por isso, mais autocrata também do ponto de vista cultural.
Mas é preciso dizer, que a tauromaquia tem todos os requisitos para ter continuidade. Assim saibam os seus intervenientes actualizar e modernizar o que assim o exigir.
Sim, porque a corrida de toiros é um espectáculo actual e moderno!
É moderno no tempo, porque apesar das origens distantes, não tem mais de três séculos de metamorfose.
É moderno nos valores, porque ensina os jovens a ter coragem de ter medo, sem disso terem vergonha.
É moderno economicamente, porque para além de produzir riqueza em diversos ramos de actividade, ainda é dos poucos sectores onde não se despedem trabalhadores em massa.
É moderno ambientalmente, porque preserva na íntegra mais de 70.000 há de solo rural nacional.
Mas acima de tudo, é moderno em substancia artística, ao fazer desabrochar em 15 minutos, a verdadeira natureza racional e por vezes irracional, do homem antigo que é, mas que hoje se julga moderno por ter ido Lua, enquanto construía a bomba atómica, ou por aperfilhar milhões de animais de 4 patas ao mesmo passo que despreza comunidades humanas famintas.
Quem é realmente moderno, vive o seu tempo sem fanatismos ou intolerâncias e principalmente sem desafiar a condição e a liberdade do próximo.
O nosso tempo é Agora! E têm referências, do presente, do passado e já do futuro, por isso mesmo, há que ter a convicção, de que o futuro passa pela união da afición em geral, cabendo a cada interveniente dar a cara sem complexos, e saber defender coerentemente, os seus ideais.
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