MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.

domingo, 6 de setembro de 2020

Crónica da Nazaré - Gostei da corrida...

 No formato tradicional de 3 cavaleiros assisti  uma boa corrida, em que os artistas, interpretes de estilos de toureio distintos, , conseguiram momentos brilhantes...

Próxima corrida de touros na Nazaré já tem cartel definido - Toureio.pt

O curro se "Passanha", bem apresentado como é habitual nesta ganadaria, proporcionou boas lides e transmitindo mais que a maioria dos exemplares toureados noutras praças.

Embora haja quem defenda que o público Nazareno seja apreciador do formato de 6 cavaleiros, eu nao concordo pois defendo que no "Sitio" gostam sobretudo de toureio bom, Vi nesta praça as encerronas de Rui Salvador e José Manual Duarte, vi manos a manos empolgantes, vi a apresentação de Vidrié depois do seu 1º grande triunfo em Madrid, vi A. Domecq, assisti á corrida dos 3 Zs (Zenkl, Zoio e Zuquete) com toiros "Norberto" que pela emoção vivida me ficou na memória e tantas outras e nao me ficou na memória nenhuma de 6 cavaleiros. Ontem que se poderia acrescentar a um cartel formado por Bastinhas - sucessor em conceito duma das figuras mais carismáticas destas gentes -, Duarte Pinto  que á tao só um dos maiores iterpretes do toureio clássico e Francisco Palha o cavaleiro dos ferros improváveis...

As diferenças de conceito, começaram logo na forma como receberam e pararam os toiros, Bastinhas e Palha dobraram-se e recortaram-se bem com os oponentes, enquanto Duarte Pinto correu os dele por direito á moda antiga...

NOTA - O jovem (jovem ???) director de corrida SR. Dr. José Soares, pessoa séria certamente, mostrou na Nazaré como já tinha mostrado na Figueira uma certa alta de senso na atribuição de música aos toureiros...

MARCOS BASTINHAS

No 1º que lidou, talvez o menos potável dos 6, esteve bem rematando a lide com um bom par a duas mãos. No 2º esteve melhor, cravando 3 ferros naquele tipo de sorte tao sua em que deixa vir os toiros muito antes de ele partir, terminando com pares a duas mãos tão ao gosto do conclave que com fortes aplausos lhe pagou o tributo da admiração.

Nota - Para recordar a forma eficaz e artistica como o bandarilheiro PARRITA parou o 4º toiro...

DUARTE PINTO

Recebeu os toiros correndo-os, deixando-os assim com mais investida para os curtos. Os dois compridos que cravou no seu 1º, além de serem os melhores da noite nesse tércio, trouxeram algo de novo e muito difícil á sorte clássica. Parar templar e mandar são as regras bases do toureio muito difíceis de reunir no toureio a cavalo, pois D. Pinto conseguiu um mínimo compasso de espera no momento da reunião que lhe permitiu cravar de alto a baixo consumando momentos dignos de serem gravados numa tela. Nesse 1º toiro esteve bem nos curtos sem estar extraordinário, foi sim no tércio de bandarilhas do 2º que lidou que atingiu o seu melhor nível montado no cavalo ferro "Ortigão" deu como vem sendo hábito uma lição de toureio clássico.

FRANCISCO PALHA

Com enorme raça, vontade e toureria dá tudo provocando no público um turbilhão de emoções.

De saída andou bem, sacando no 2º que lidou um cavalo que eu não conhecia, que bem me impressionou. No 1º toiro, nas bandarilhas começou irregular e terminou empolgante. No toiro destapou o frasco da essências da emoção e da espectacularidade para em crescendo cravar ferros cada vez mais improváveis.

FORCADOS

 Grp de Santarém - Francisco Cabaço, ao segundo intento; Francisco Paulos à primeira tentativa e, Manuel Almeida, também à primeira tentativa

Com muito jovem fardado, este grupo mostrou ter o futuro assegurado.
Amadores de Beja, - Luís Eugénio á 4ª, efectivando  José Tiago, ao segundo e Tiago Graça, com uma tentativa, dobrando as duas iniciais de José Fialho e Tiago Graça.