Toiros de "Pontes Dias" bem apresentados e com idade, permitiram êxito aos cavaleiros e justificando bem a chamada do ganadero á praça. Os toiros destinados ao toureio apeado, não serviram.
Marcelo Mendes
Continua a evoluir dentro do que têm sido as suas prestações esta temporada.
No primeiro toiro esteve bem, e no segundo esteve todavia melhor.
O estar mais solto e a segurança que lhe dá o novo cavalo de saída, permite-lhe uma maior disponibilidade a cavalo que se reflecte em lides mais consequentes e na ora de cravar. Continuo a pensar que nos ladeares exagera um pouco, carregando na emoção mas perdendo em subtileza, dando a ideia de tudo ir em esforço. Será isto uma opção sua ou pura e simplesmente uma aresta a limar ??? Só ele pode responder.
A verdade, é que anda bem e o público sente o seu toureio...
David Gomes
Tinha curiosidade em ver este jovem cavaleiro - ainda não o tinha visto este ano -, já que na passado temporada tinha apontada coisas boas, e curiosamene tinha sido na corrida da Malveira que o tinha visto melhor.
Que David Gomes sabe andar a cavalo e tem os cavalos bem postos, era suposto, ou não tivesse sido ele campeão de equitação de trabalho, mas o que me impressionou ontem foi a forma correcta como abordou o toureio, fazendo tudo bem feito ou quase, e com um relativo repouso para quem não tem toureado muito, e ainda para mais querendo mostrar aos da sua terra tudo o que tem para dar o que o podia desestabilizar emocionalmente.
Há no entanto um aspecto que eu gostaria de lhe recordar que em nada abala a qualidade das suas actuações, principalmente a do 2º toiro.
Depois de ver David Gomes ontem a fazer coisas bem feitas importantes e bonitas, veio-me á ideia a passagem do livro "A cidade e as serras" de Eça de Queirós, quando o preto Grilo ( aqui o preto sou eu) disse ao seu amo José Fernandes com uma certeza imensa: – V. Ex.ª SOFRE DE FARTURA!
Neste momento o reportório do David Gomes é enorme, vai desde as tiras, aos ferros de frente e aos quiebros, dos ferros com batida aos ferros de beleza com as sortes arredondadas, passando pelos violinos curtos e compridos, pelos pares a duas mãos em "Small" ou "Large", piruetas, etc. etc. etc.... e tem cavalos para tudo.
Como Eça escreveria : "V. Exª sofre de fartura!". Quando nos enchem demasiado o prato, não há tempo para saborear bem o que quer que seja, e então saltarica-se sem nada apreciar devidamente, de numero para numero... Digo eu ...
Claro que a preocupação em agradar é imensa e compreende-se, e o que eu disse não passa de uma opinião pessoal, que nao reflecte mais que o meu gosto, e só isso...
Manuel Dias Gomes
Tocou-lhe um lote fatal. No 1º toiro jogou tudo, mesmo depois deste o ter avisado várias vezes, procurando o vulto, e quando foi agarrado já se esperava. Entregou-se com toda a honradez toureira e conseguiu ainda assim tirar passes.
No 2º toiro voltou a a ter problemas e voltou a expor-se com a maior dignidade e entrega.
O Grp de Lisboa esteve correctamente, sendo de realçar a forma coesa como ajudou sem falhas.
As oportunidades dadas a forcados da cara menos rodados foram por estes aproveitadas.