MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Na “Festa” sempre houve lugar para românticos


Luís Maria Sousa

O Luís Maria Sousa – Micas para os amigos – técnico de radiologia, acompanha sempre o grupo de forcados Amadores de Lisboa, nos treinos, nas corridas e nas festas, fazendo parte integrante do grupo. Ao Luís falta-lhe o pequeníssimo e efémero dom do valor para se pôr diante dos toiros. Em tudo o mais, amizade, amor ao grupo, solidariedade, companheirismo e dedicação é tão importante como muitos dos que se fardam, ou até mesmo mais importante.
A sua boa disposição é uma constante, a sua formação moral é intrínseca, e por ser assim, não se trata de um tipo simplesmente adepto ferrenho do grupo, vai mais além, veste a camisola e está sempre presente sem uma critica antes pelo contrário, mostrando por todos os do grupo uma admiração apaixonada porque não é assaltado por complexos, frustrações ou recalcamentos.
No Vimioso, o cabo convidou o “Micas” a fardar-se – disse Pascal: o prazer dos grandes homens é fazer os outros felizes - e o Micas aceitou, e foi ás cortesias feliz sem nunca vacilar quando lhe puseram a hipótese de ir ajudar, demonstrando que naquele dia – talvez o mais importante da sua vida de aficionado – que estava ali  por inteiro para o que desse e viesse.
Humanamente estes momentos são riquíssimos e repetem-se em vários grupos através dos tempos, estou-me a lembrar de quando Nuno Salvação Barreto fardou o meu querido e especial amigo e distinto aficcionado Eduardo Arimateia e o pôs a capitanear um grupo num Festival em Vila Franca.
Recordo-me ainda do grupo dos Académicos de Vila Franca, quando Miguel Palha convidou um amigo que estava para o grupo dele como o Luís está para o de Lisboa, amigo esse, que só com as meias calçadas desistiu, tal era o pavor de poder ser entalado.
O Luís com ligações familiares á lendária família Távora, teve o seu dia de glória e se dúvidas houvessem quanto ao carinho que a rapaziada nutre por ele, era ver a alegria de todos participando na alegria imensa do Micas subsequente á glória de vestir a jaqueta do seu grupo de coração, grupo que vive com a paixão de um romântico e a disponibilidade de um homem de bem de personalidade clara e franca ( disse o padre Manuel Bernardes: a amizade que reserva segredos não chega a ser verdadeira).
Um abraço Luís dum velho que não precisou de ver para além do olhar para te conhecer e entender a qualidade humana que te distingue.

João Cortesão