Duarte Pinto
Desde que o Duarte começou a tourear despertou em mim a curiosidade e a admiração.
A curiosidade de saber até que ponto ele iria manter uma linha de toureio séria, longe dos números populares e até mesmo popularuchos que se vêem por aí.
A admiração pelo calção que demonstrava ser, pela verdade que procurava em cada ferro, pelo sentido de lide que demonstrava e pela humildade que define os toureiros senhores e os senhores toureiros.
É claro que quem perfilha a verdade do toureio, demora mais tempo a estabilizar, em primeiro lugar porque é mais difícil encontrar cavalos para essa linha artística que para umas “pampolinices”, em segundo lugar porque é mais difícil estabilizar no correcto do que no pica e foge ou no por aqui me sirvo.
Pois bem, Duarte Pinto está num momento esplêndido e demonstrou recentemente que o seu toureio não existe só com o cavalo “ferro Ortigão”, porque com o cavalo “ferro Marquesa de Tancos” faz o mesmo.
Podem estar descansados os puristas, porque com este toureiro engrossa o naipe dos que não se afastam dessa linha, tão apreciada por uns tantos.
Duarte Pinto faz-me lembrar Santiago Martim “El Viti”, frio e cerebral toureia para quem sabe, e é sério e honesto na toureria, para o grande público que mesmo não sabendo muito, nota que o que ele faz é diferente.
Com descrição e com a continuação do bom apoderamento do Dr. Luís Pombeiro que sem ondas tem levado o barco a bom porto, comeu milhas na viagem que o levará ainda mais longe, certamente…

